SanDisk Cruzer Micro – 4GB

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Esses pequenos e notáveis pen drives estão se tornando peças indispensáveis no nosso dia-a-dia.

Quando comprei meu LG Platinum Drive de 1GB, achei que era espaço demais e nunca ia precisar de mais do que isso pra carregar arquivos pra lá e pra cá. Ledo engano.

Uma das minhas últimas aquisições foi um som automotivo que tem entrada USB. Aí ferrou tudo. O 1GB de espaço do antigo pen drive se tornou pouco para a quantidade de músicas que eu queria carregar. Além disso, como o LG Platinum tem formato de pingente, não ficava muito portátil como chaveiro.

Foi quando encontrei esse Cruzer Micro de 4GB da SanDisk.
Este pequeno gadget é gigante no espaço (daqui a um ano rirei disso). É quase o que cabe em um DVD.
Quatro Ponto zero, mano!!
O plugue USB é retrátil graças a um ‘switch’ no corpo do objeto. Isso permite que você dispense as famosas tampinhas e, conseqüentemente, perca as mesmas por aí. Como eu iria usar de chaveiro, me pareceu perfeito.

O acabamento é bem espartano, mas longe de ser vagabundo. O encaixe do plugue é perfeito. O corpo do pen drive é plastico, não muito resistente. Possui uma argolinha na outra extremidade e os logos SanDisk e Cruzer em uma cor. O LED é interno, cor laranja, perceptível pelo switch branco opaco (que deixa transparecer a luz). Uma boa apresentação.

Não encontrei, infelizmente, dados técnicos sobre velocidade de transferência… mas é bem rápido e não deixa a desejar em comparação com o LG Platinum. Fiz uns testes e o tempo de transferência foi o mesmo. E o Platinum é bem rápido.

O Cruzer Micro também tem uma característica especial: é um pen drive U3 (www.u3.com), ou seja: vem com um software homônimo que permite, entre outras coisas, armazenar e executar arquivos do próprio pen drive. O U3 é, na verdade, uma joint venture entre companhias como Kingston, SanDisk, Memorex, Microsoft, etc para lançarem drives com suporte a este tipo de software.

Bastante útil, mas existem outros softwares gratuitos que fazem a mesma coisa (procure em www.portableapps.com).

E vou um pouco mais além: com o advento destes novos pen drives de  4, 8 e 16GB, tá na hora de aparecer o USB 3.0… as taxas de transferência podem ser excelentes para os antigos pen drives de 512 e 1GB, mas haja saco pra transferir 8 ou 16GB de dados a 480mbps.

Enfim, é um ótimo pen drive. Recomendo.
R$ 110,00 no Stand Center e similares :)

Trident Limão

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Lançaram um Trident Twist!!!

É fatal: todo dia, depois do almoço, morre mais um real e cinquenta pra comprar um pacotinho de Trident.
84,59% das vezes eu compro o ‘Trident Verde’ – parece nome de herói de quadrinhos – que é o que mais me apetece. Em seguida vem o ‘Trident Gelol’ e, em terceiro, quando eu tou a fim de uma mudança drástica na rotina, levo o ‘Trident Canela’.

Num dia desses, almoçando com a galera aqui do escritório, pedimos o já consagrado ‘Trident Verde’ quando a moça do caixa diz: – Qual verde??
Virei, estupefato, como se dissesse: – Como assim ‘qual’, minha filha???? – e logo vi, na pequena prateleira dos prazeres, um pacotinho verde-claro.
Sim, é um Trident com gosto de limão. Não é azedo, como pode parecer. É bom. O gosto passa mais rápido do que os demais, verdade, mas mesmo assim é bom. Não é bizarro como o ‘Trident Morango’ ou o ‘Verão Tropical’, por exemplo.

Falta lançarem agora o ‘Trident Pinga’ e o ‘Trident Açúcar’. Aí vai dar pra mascar os três juntos e curtir uma ‘Trident Caipirinha’.
ps: Se lançarem, quero meus direitos autorais!!!!

EXTRA! EXTRA! Você sabia?
O Trident foi lançado originalmente em 1960 como uma goma de mascar açucarada, com três enzimas para dimunuir o tártaro nos dentes. Por isso, Trident foi batizada como ‘Tri’ (as três enzimas) e ‘dent’ (dente/dentistas).

Wireless Notebook Optical Mouse 4000

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Que bosta de mouse! hahahaah!!!

Às vezes a gente acha que se fodeu quando esquece o troco em alguma loja, ou mesmo perde uns trocados porque caiu do bolso. E fica puto o dia inteiro porque perdeu 5 ou 10 mangos.
Imagina então perceber que jogou fora 150 dinheiros??

Pura bosta.Eu tava precisando de um mouse novo e decidi que seria wireless. Quanto menos fio me enchendo o saco na mesa, melhor. E é pra usar com o notebook, então melhor ainda quando fosse levar pra viagem.

Pois bem. Resolvi adquirir esse mouse aí do lado. Tava em conta por ser um mouse wireless e óptico, ainda por cima (pelo menos foi minha impressão na hora). E na loja não tinha outro modelo. Levei esse mesmo (sou muito impulsivo).

Minha primeira decepção: O tamanho do mouse. Na embalagem parecia maior. Minhas mãos não são gigantes, e mesmo assim o mouse sumiu debaixo delas quando fui manuseá-lo pela primeira vez. Sabe quando você tem que arquear o indicador para pressionar o botão esquerdo? Puta merda.

Segunda decepção: O mouse é meio côncavo nas laterais. Ou seja, além de pequeno, ele "falta" espaço na lateral. Os dedos anular e mindinho ficam soltos, sem lugar pra pegar, arrastando no mouse pad. Aí o polegar fica meio inútil porque não encontra dedos opositores para realizar uma pinça (lembrei de ‘Ilha das Flores’ agora).

Terceira decepção: Sei lá que catzo de configuração esse mouse tem. Na hora que você pluga essa merda no pc (ele vem com um ‘dongle’ wireless pra capturar os movimentos), ele detecta o mouse na hora (é o mínimo que se espera de um hardware MS).
O problema é que o movimento do ponteiro fica aceleradíssimo!! Instalei o software que vem com o treco e não resolveu. Se eu regulava pra ficar lerdo, ficava lerdíssimo. Se regulava pouca coisa pra mais velocidade, o ponteiro avuava na tela. Vai se catar.

Enfim. Vai esse mesmo, vou usar até quebrar.

O acabamento dele é bom. As laterais são emborrachadas – mas que adianta, se não dá pra segurar?
Tem um bostão – ops, botão INÚTIL do lado esquerdo: inútil porque é minúsculo (e emperrou logo nas primeiras horas) e também porque a função padrão dele é criar uma lente de aumento na tela.
QUE BOSTA. Pelo menos é personalizável. Mas continua sendo inútil porque, como já cansei de dizer, é minúsculo e difícil de acionar. Ainda mais quando emperra.
Tô ficando nervoso de novo.

A rodinha (mais conhecida como WHEEL pelos abaitolados) é sensível (ui!!) e precisa. Também proporciona a rolagem lateral se você pressioná-la para a esquerda e direita – porém, você vai usar esse recurso menos do que pensa: não é toda hora que você se depara com barras de rolagem horizontais e, quando encontra, nem vai lembrar que essa porra desse mouse move a página pro lado.

Que mais posso dizer? Ah, ele usa uma pilha AA, e segundo o manual, uma pilha dura 6 meses. Veremos.

EDIT – 25/07
Putaquepariu!

Hoje esse mouse nojento morreu do nada! Parou de funcionar sem mais nem menos… já testei em 3 máquinas! Filho da puta!
Devia ter comprado um Logitech logo de cara.
RAIOS!

Mad Caddies – Keep it Going

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Paulada nova dos Caddies.

Este magnífico álbum marca o retorno da banda ao estúdio, já que seu último cd – ‘Songs in the Key of Eh – Live at Toronto’ é, como o próprio nome diz, um álbum ao vivo (e sem músicas inéditas).

A pegada está mais leve, mais ragga (se é que é possível rotular esse pessoal). Nada de porradas hardcore dessa vez: com exceção de duas ou três. O lado ska está muito mais pronunciado. Se liga só:

1) The Dirge – 8,5
Música intro no velho estilo Caddie: batidas rápidas e trompete esperto, de tiradas ligeiras. Curtinha, mas embalante.

2) Backyard – 8,5
Mais sossegada, puxando pro ska. Temos as boas e velhas guitarras no break e voltamos pro ska na segunda metade.

3) State of Mind – 9,0
Baixos bem pronunciados e vocal mais cantado do Chuck. O refrão gruda igual chiclete.
Música mais tranquila, que dita o ritmo do cd.

4) Today – 9,0
Musicão estilo Caddies! Rápida, uma das mais pesadas do disco. Solos de trompete marcantes e ótima performance da cozinha.

5) Without You – 10
Uma das melhores do novo disco. Skazão fudido, pegajoso, grudento. Trompete competentíssimo e vocal muito bem trabalhado. Viciante.

6) Reflections – 8,5
Lembra as músicas do disco ‘Just one More’. Mais arrastada, menos alegre. O solo de trompete, pra variar, é fodástico. Keith Douglas em sua melhor forma.

7) Lay your head down – 9,5
Ritmada, lembra ‘Weird Beard’. Parece música de pirata. Ótimos vocais, refrão contagiante.

8) Tired Bones – 9,0
Outra porrada com velocidade, como antigamente: A base ska é viciante, daquelas de batucar no volante.
As guitarras pesadas voltam com tudo, quebrando o ritmo do disco. Aliás, acho que é a mais pesada do cd.

9) Coyote – 10
Uma das minhas preferidas – tem um quê de música mexicana. Começa devagar e instrumental, depois pega o ritmo dos metais e embala num ska-xicano. É um cara foda, esse Keith Douglas. O finalzinho da música pega fogo e velocidade – perfeita.

10) Don’t go – 9,0
Música de dirigir com vento na cara e braço pra fora. Ska leve e ritmado (redundância?), mais um refrão viciante. Ôooôoôwww…

11) Pyramid Scheme – 10
Ska fodão com direito a HEY! no refrão! Hahahah, que saudade disso! Peso, ritmo e paulada na medida certa!!
O solinho dos metais é fenomenal, e o baixo é apaixonante. Perfeita.

12) Souls for sale – 9,5
É a música que fecha o disco (mas não a última). Um ska-ragga (hoje estou a fim de rotular tudo) bem leve, com vocais marcantes e caprichados. E Chuck menciona até São Paulo nas letras. Que puta banda fantástica. :)

13) Riding for a Fall – 7,0
Eu particularmente não gosto dessa música, nem da próxima (razão pela qual acho que Souls for sale fecha o álbum).
Chuck dá uma exagerada no vocal e a canção é lenta e "acústica" demais pra mim (mesmo não sendo acústica). É meio deprê. Depois vira um raggazinho leve, mas até aí já deprimiu…

14) Whatcha gonna do – 7,5
Mais uma muito acústica pro meu gosto. Melhor que a anterior, mas ainda no esquema voz e violão. Não tem baixo, nem bateria. E como eu odeio rodinha de violão…

15) Hidden Track – 7,5
Esta faixa bônus começa a tocar depois de cerca de 2:05. É praticamente a The Dirge em versão lenta e instrumental. A qualidade é sofrível. Mas mesmo assim achei mais interessante do que as faixas 13 e 14. Contém praticamente só os metais e efeitos no teclado.

Enfim: para quem esperou mais de 4 anos para um álbum de estúdio, é um álbum maravilhoso. Os Caddies voltaram mais leves, mas sem perder o estilo. Os fãs ficarão satisfeitos, sem dúvida, e algumas músicas novas são tranquilas o suficiente para arrebatar novos admiradores.

Recomendado!

Site oficial: www.madcaddies.com
Ótimo fansite: www.madcaddies.net

Panfletos

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Hoje eu estava parado, no farol, mais dormindo do que acordado, quando ouço uma voz feminina aos berros entre os carros… Era uma garota de uns 20 anos, distribuindo panfletos. Ou pelo menos acho que estava tentando: quando a vi, ela estava gesticulando igual doida para os outros carros. Abri um pouco o vidro pra ouvir e o discurso era mais ou menos assim:
- Pega aí! Qualé, custa pegar a porra do papel? E você, tiozinho, abre essa merda e pega o papel, porra! Seus sem-educação! Vai tomar no cu então, te quebro todo!! VAI TODO MUNDO TOMAR NO CU!! Abre o vidro pelo menos, caralho!!!

Eu estava achando engraçadíssimo, porque eu odeio pegar panfletos em farol. Aí, claro que ela veio na minha janela.

A loja Via Satélite está com uma promoção muito interessante de alarmes e auto-falantes para seu automóvel, sabiam??

Carros (Cars)

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Carros, corridas e efeitos pra lá de especiais no novo filme da Pixar / Disney! 

Fui ontem assistir à nova animação da Pixar/Disney: ‘Carros’ (Cars).
O filme conta a história de Relâmpago McQueen (Owen Wilson / Marcelo Garcia), um novato promissor no mundo do automobilismo ‘stock’. Extremamente autoconfiante, mascarado e individualista, ele consegue chegar às finais da Copa Pistão com grandes chances de ser o campeão – e de ganhar o patrocínio da Escuderia Dinoco, a mais desejada do circuito. Porém, por causa do seu individualismo, acaba vacilando na última volta e apenas empata com os outros dois principais corredores, o veterano ‘O Rei’ (Richard Petty / Márcio Simões), atual corredor da Dinoco, e Chick Hicks (Michael Keaton / Renato Rosenberg), corredor trapaceiro e falastrão que nunca conseguiu mais do que um segundo lugar.
Com o empate, uma nova prova é marcada para que os três carros façam o tira-teima e decida-se o vencedor. Quando Relâmpago é transportado para Los Angeles, um acidente na estrada faz com ele se perca e vá parar em Radiator Springs, uma pacata cidade de interior que já teve seus tempos áureos antes da construção da auto-estrada.

Nesta cidade, Relâmpago acaba aprontando uma encrenca das boas e é condenado a prestar serviços públicos para reparar seus erros. Metido a bonzão, ele acaba aprendendo com os habitantes da cidade que nem tudo na vida é do jeito que ele sempre aprendera. E sua pena comunitária acaba se transformando em uma grande lição de moral. 

Entre os habitantes que o ajudam nesta empreitada estão o guincho Mate (Larry the Cable Guy / Mario Jorge), a porsche Sally Carrera (Bonnie Hunt / Priscila Fantin), o velho Doc Hudson (Paul Newman / Daniel Filho), entre outros personagens bastante característicos e cômicos (destaque para Luigi/Tony Shalhoub e Guido/Guido Quaroni).

Este filme/desenho é, sem dúvida, o melhor a que já assisti desde Shrek 2 (que é da Dreamworks). A começar pela qualidade gráfica, SUBLIME. Perfeita. Há cenas que você até esquece que é um desenho, tamanha a realidade das imagens e cenas. Um trabalho belíssimo da equipe de arte e animação.
A caracterização dos personagens é outro trunfo: ao invés de fazer os olhos nos faróis, como 99% dos desenhos que ‘humanizam carros’ fazem, os diretores decidiram colocar os olhos nos pára-brisas. Isso permitiu dar maior ênfase nas emoções mostradas pelos personagens (como vocês sabem, os japoneses usam muito estes recursos de grandes olhos nos mangás). Você logo esquece que os personagens são carros, e não ‘humanos’.

Ontem, no cinema, ainda estávamos vendo os trailers quando me dei conta que os mesmos estavam dublados em português. Puta merda, pensei. Odeio filme dublado. Mas confesso que esta versão de ‘Carros’ tem alguns méritos: a dublagem do Mate, feita pelo Mario Jorge (que também dubla o Burro do Shrek), é extremamente engraçada. O Mate original tem um sotaque caipira americano, e o Mario Jorge foi perfeito na hora de fazer o caipira ‘aportuguesado’. A dublagem do Doc Hudson (Daniel Filho) também está muito bem feita, bastante caracterizada. Ponto negativo para as vozes do Relâmpago McQueen (Marcelo Garcia, que também dubla o Batatão do Esquadrão Força Total) e mais ainda pra Sally Carrera (Priscila Fantin). Esta última parece que está lendo o texto, em vez de interpretar. Alguns sotaques dos carros (como Ramon ou mesmo “O Rei”) foram perdidos.      Fora isso, o filme tem inúmeras piadas bem-feitas, como os insetos serem pequenos fuscas (beetles/besouros), os tunados serem ‘punks’ arruaceiros, ou ainda o carro turbo que ‘espirra’ porque está resfriado. A dupla de ‘italianos’ fanáticos pela Ferrari, Guido e Luigi, são responsáveis por boa parte dos momentos cômicos do filme.
E certifique-se de ficar até o final, perto dos créditos – existem umas paródias de filmes anteriores da Pixar que são simplesmente hilários, como Monstros S.A., Toy Story, onde os protagonistas foram substituídos… por carros!!

Enfim, ‘Carros’ é um filme que diverte à todas as idades, desde a molecada até os marmanjos. Até a mulherada que não curte muito as carangas deve gostar, por causa da caracterização dos personagens e da história muito bem elaborada.       

ps: Destaque para o curta que passa antes do filme principal:
‘One Man Band’ (Banda de um homem só) é um curta-metragem animado muito bem produzido sobre um daqueles caras que tocam sozinho vários instrumentos. Ele tenta a todo custo ganhar um trocado tentando entreter um pequeno garoto. O que ele não contava, porém, era com a concorrência…   Animação perfeita, com destaque para as caras que o moleque faz.

Passatempo Ninho Chocolate

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Quem me conhece sabe que eu não sou muito chegado em doces. Minhas exceções são poucas: Biscoitos amanteigados dinamarqueses (bão pra se comer com chá preto) ou o bom e velho chocolate. Fora isso, acepipes açucarados não fazem o meu gênero.

Esses dias pude experimentar uma daquelas novas versões da bolacha (ou biscoito) Passatempo.  Lembrou-me bastante a finada Calipso, que era um biscoito (ou bolacha) redondo com chocolate por cima. 

Bulacha!
Notaram, porém, algo diferente no nome? Sim, meus amigos, este biscoito possui leite Ninho nos seus ingredientes. Em que isso implica, eu sinceramente não sei. O gosto é o mesmo de qualquer outra bolacha Passatempo, sendo isso bom ou ruim.
Ah, vai, confesso: o treco é bom sim, o chocolate faz toda a diferença. Mas é igual filme da Meg Ryan: é tão doce que enjoa.
Eu odeio filme com a Meg Ryan.

A embalagem é enganadora: possui 120 gramas, mas quase não tem bolacha no pacote. Por ter cobertura de chocolate, elas vêm em um frame de prástico, separadas umas das outras – acho que pra evitar um furdunço caso derretam. Resultado: 12 biscoitos apenas.
12 biscoitos!! E ainda chamam esse produto de PASSATEMPO!!
Devia se chamar “PASSARáPIDO”!!

(a versão da foto é a de 180g, que provavelmente tem 18 biscoitos).

Ptesiofobia

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Só tenho uma coisa a dizer: odeio avião.

Podem falar o que for: que a chance de dar merda é de 1 em 1 milhão, que o avião é um dos meios de transporte mais seguros, etc. Eu odeio avião.

Eu não sou daqueles que ficam suando, tremendo, entrando em pânico. Eu só não gosto. Aliás, eu não tenho ptesiofobia (medo ou pavor de andar de avião). Só acho que, se existe uma chance de algo dar errado, é pra ter medo. Oras, a chance de eu ganhar na mega-sena é de 1 em 50 milhões… e eu jogo toda semana!!! Se eu não acreditasse, eu não jogaria! (tá certo que nunca ganhei…)

A pior parte é a decolagem. E se essa porra resolve não subir mais? E se os prédios, que estão ficando pequenininhos, começarem a ficar grandinhos??

Eu tava lendo uma reportagem outro dia, dizendo que o único meio de transporte mais seguro do que o avião é o elevador.
Elevador? Tenha dó!! Isso lá é comparação que se faça?? No dia que eu achar um elevador que funcione a milhares de pés de altura, eu me assustarei.

Bom, uma coisa eu posso dizer. O vôo em si não me mete medo – talvez pelo fato de eu não conseguir ver o chão direito. Nem medo de turbulência eu tenho, não sei porquê. Consigo dormir numa boa, ler uma revista, comer aquele lanche meia-boca que a aeromoça oferece sorrindo.
Aliás, pra mim elas são todas umas fingidas. Suicidas, isso é o que elas são.   Todas kamikazes. Lembro-me daquela clássica piada: – O senhor está sentindo falta de ar? – Não, estou sentindo falta de terra!!!

Ah, a descida e a aterrissagem eu também tiro de letra. Não me dá medo nenhum. Engraçado, não? Só de pensar que eu tou descendo, eu fico mais calmo.
Acho que, na verdade, eu tenho medo de decolagem. É isso.
Sei lá… talvez por achar que o avião faz mais força pra subir do que pra descer.
Podiam inventar um viagra pra aviões.

Lado B

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Ontem eu estava lendo o jornal (e tomando banho ao mesmo tempo, pra variar), lendo uma coluna chamada “Lado B”.
Falava sobre amenidades, coisas alternativas, incomuns.

Aí parei pra pensar: Quanto tempo faz que eu não via essas duas palavrinhas? ‘Lado B’? 
Para os que têm menos que 18 anos, aqui vai uma breve explicação:  Antes dos nossos caros (em todos os sentidos) CDs, os discos de música eram grandes, pretos, de vinil, sulcados. Colocávamos estes discos em trecos chamados vitrolas, e usávamos uma haste com agulha na ponta para captar o som.   Tecnologia de ponta, meus amigos.

Ainda hoje alguns DJs e puristas usam estes vinis. E vitrola agora chama picape, ou “pick-up”.
Pois bem: tais discos tocavam dos dois lados, diferentemente dos CDs de hoje. O lado principal do disco se chamava Lado A, e como o espertão aí já deve ter deduzido, o outro lado é o Lado B.
Não só os discos tinham Lado B. As jurássicas fitas cassete também tinham dois lados – tanto que o máximo de tecnologia da época eram os toca-fitas com ‘auto-reverse’, ou seja, que tocavam o lado B automaticamente depois do lado A, sem precisar virar a fita. Uau.

Já deu pra perceber o porquê deste artigo se chamar Lado B, não? Algo renegado, alternativo.  Mas dane-se, não estou aqui pra escrever ‘sobrenada’. O que me chamou a atenção foram as palavras “Lado B”. 

O que será delas? CDs não têm lado B, DVDs (com raríssimas exceções) não têm lado B.  MP3 players nem lado têm… e muito provavelmente a tecnologia que substituirá o mp3 também não terá. 
É a extinção dos termos.

Pergunte a algum garoto de 12 anos o que é Vitrola. No mínimo ele vai dizer que nunca viu, mas tomou suco de vitrola no café. Ou está com uma coceira na ponta da vitrola.
Logo logo, ‘Lado B’ vai se juntar à outras palavras e expressões renegadas…  ‘ginásio’ (o período escolar), ‘Juqueri’, ‘Levada da Breca’, ‘japona’ (jaqueta). E as provas em ‘papel almaço’??

Macacos me mordam.

Velozes e Furiosos – Desafio em Tóquio

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I am the Drift King!!

Eu vou ser muito sincero: filmes de carros são legais, mas 99% deles têm a história banal o suficiente para classificarmos todos como “tudo igual”. Mais ou menos como todos os filmes de terror pós “O chamado”.

Mas confesso que gostei de VF3.

Velozes posterNovamente as estrelas do filme são os carros, mas esta terceira continuação tem um pouco mais de, digamos, profundidade de enredo.

O filme começa mostrando um cara largado e desajustado, Sean Boswell (Lucas Black), que vive se metendo em encrencas por causa da sua paixão por carros e rachas.  Logo no começo ele se envolve em uma pequena confusão, e é obrigado a ir morar com o pai no Japão – ou isso, ou ir pra cadeia.
Sem muita escolha, o cabeção vai morar na terra do sol nascente e, logo nos primeiros dias, já se mete em enrascada com a galera local. Se engraça com uma bela morena, Leela (Nathalie Kelley), até descobrir que ela é a namorada do fodão da área, D.K. (Drift King)- Takashi, sobrinho de outro fodão da Yakuza (Sonny Chiba).
Acabam disputando um pega dentro de um estacionamento, com Sean usando a máquina emprestada de Han (Sung Kan).  Han, aliás, é um dos melhores personagens do filme. é quietão, tranquilo, cool, embora seja um dos ‘bandidos’ da gangue de D.K.

Claro que Sean perde feio o pega – nunca fez um drift na vida – e faz o maior estrago no estacionamento e no carrão de Han. Por causa disso, Sean fica subordinado a Han, fazendo pequenos serviços para ajudar a pagar o carro que destruiu. Aos poucos um vai conhecendo melhor o outro, e uma certa cumplicidade começa a crescer entre os dois.

A partir daí o filme se desenrola em vários momentos clichê: o badboy fudido na vida que dá em cima da gatinha-mulher-de-malandro-local, o bandido gente boa (Han), as difíceis relações entre pai e filho, o mocinho que só se fode, problemas que se resolvem com corridas, etc. E é claro que não podia faltar, em um filme americano ambientado no Japão, detalhes do tipo Ocidente x Oriente. Seja nos personagens, seja nos carros, costumes… tudo parece ser baseado nessas comparações.

Embora recheado de momentos previsíveis, o filme agrada pelo fato de fugir um pouco da história dos VF anteriores (policial disfarçado, rachas intermináveis). Também é interessante pelo fato de o filme se basear quase que por inteiro nos Drifts, modalidade que é febre no Japão. E o responsável pela coreografia das cenas de drift foi ninguém menos do que Keiichi Tsuchiya, o verdadeiro Drift King do Japão.

O final do filme tem uma ‘surpresa’ que não vou revelar aqui pra não estragar o programa de ninguém – embora mais cliché, impossível. Final meio besta, mas legalzinho.

Recomendo, principalmente se assistir em uma bela TV wide com o som no talo.

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