Copag Texas Hold’Em

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Jogar baralho não é a coisa mais emocionante do mundo. Resenhar baralho também não.
Portanto, vamos direto ao assunto: A Copag lançou um baralho especial para os viciados em Texas Hold’Em. Não é tão bom quanto os famosos KEM, mas quebra um bom galho.

A caixinha é viada até dizer chega. Toda dourada e preta, brilhante, com os dizeres TEXAS HOLD’EM pros aficionados começarem a gritar feito bichinhas quando virem na prateleira: "Olha, é baralho pra TEXAS! É baralho pra TEXAS!" Já vi isso no shopping uma vez… que merda. Pôquer é jogo pra machos, seus pederastas. Pra ser jogado comendo sandubas gordurosos e bebendo cerveja.

STRAIGHT FLUSH, MOTHERFUCKER!

Bueno: O Copag Texas Hold’Em é mais largo, como os baralhos oficiais. É feito de prástico, o que evita que a carta comece a ficar côncava no médio prazo. E me pareceu flexível o suficiente para evitar as malditas quebras que os baralhos plásticos costumam apresentar. Os naipes e números são grandes e fáceis de visualizar.

Também desliza bem, o que facilita deveras o trabalho do DEALER. Aliás, desliza tão bem esta merda que, volta e meia, o maço COLAPSA (existe essa palavra?) e começa a escorregar sobre si mesmo. É meio chato de manusear.
Nada que uns resíduos de sandubas gordurosos e latas de cerveja não resolvam.

R$ 33,00 no site do fabricante (clica no título do post, caralho).

O que estou ouvindo em: 28/11/2007

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  1. Butthole Surfers: Who was in my room last night
  2. Pleiadians: Asteroids
  3. April March: Chick Habit

Mistureba total. Aqueça o hardcore dos Butthole Surfers até ferver. Aumente o fogo e acrescente uma dose de eletro Pleiadians e sacuda bem. Finalize com April March. Serve duas pessoas doidas, de preferência um casal.

* Essa Chick Habit faz parte da trilha sonora de Death Proof. A cara do Tarantino.

Cuidado com o excesso…

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Cuidado com o exagero...

Grindhouse – Death Proof

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Só Tarantino pra misturar, num mesmo filme: carros, assassinatos, LAP DANCES e dublês como temática. E ficar bom. Tá, nem tão bom assim.

Death Proof é um thriller sobre um ex-dublê maníaco que usa seu carro todo equipado para matar as suas vítimas. É basicamente isso. O interessante é COMO ele faz isso. Claro, porque não é apenas ATROPELANDO que se mata alguém com um carro.

Vrum!O grande problema desta segunda parte de Grindhouse é RITMO. Death Proof, no geral, é um filmão. Só que peca por prolongar demais as cenas de diálogo.
Tio Tarantino sempre foi conhecido por inserir diálogos fantásticos nos seus filmes. Entre uma cena e outra, insere conversações que vão do filosófico ao absurdo, seja para construir os personagens, seja para destacar algum ponto de vista – que muitas vezes é o seu próprio. E, justiça seja feita, os diálogos de Death Proof são muito bons. Foda é que vêm um atrás do outro. E cansam.

Já começa o filme com uma seqüência interminável de três garotas num carro. Depois vai pra outra onde as mesmas estão num bar. E depois, em outro bar, à noite. E outra cena longa com o assassino. Aí vem uma cena ESPETACULAR de uma Lap Dance, e – adivinhem – mais diálogo.
Quando os assassinatos realmente começam, você já tá meio de saco cheio de tanta ladainha, e até torce pra que as vítimas morram – vai ver, esse era o objetivo do diretor :-)

A cena da colisão é DO CARÁLEO. Pura poesia. Um verdadeiro balé de sangue, metal retorcido e membros dilacerados. -Até que enfim, Tarantino, sua bicha!! – berrei.
E aí, claro, mais diálogos.

Daí pra frente, porém, Death Proof muda totalmente em termos de ambientação: parecem dois episódios de um mesmo filme, sem continuidade. Só o velho STUNTMAN MIKE continua lá, agora perseguindo outras quatro mocinhas incautas – destaque para a belezinha de cheerleader e Zoe Bell, vivendo ela mesma (Zoe Bell foi a dublê de Uma Thurmann em Kill Bill). E agora? O que fará STUNTMAN MIKE? HEIN? HEIN??

Death Proof é o mais fraco dos filmes, mas isso não quer dizer que seja ruim. É sonolento em algumas partes, fodidamente emocionante em outras. O problema é apenas uma questão de cadência. Mas altamente recomendado.
Ainda não está passando nos cinemas do Patropi, ouviu bem? Busque na internet mais próxima de você.

Grindhouse – Planet Terror

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Diz o dicionário que ‘homenagem’ significa "Prova de respeito, admiração, veneração" (entre outras coisinhas mais).

FILMENAGEM RESPONSA!GRINDHOUSE, o novo longa criado e dirigido por Robert Rodriguez e Quentin Tarantino, é uma homenagem de ambos aos antigos filmes de terror americanos dos anos 70. O nome do filme, inclusive, refere-se aos antigos estabelecimentos que costumavam exibir filmes ‘B’ em sessões múltiplas de 2 ou até 3 filmes.
Entendeu agora?

Pois Grindhouse é um filme composto de 2 outros filmes: PLANET TERROR (dirigido por Robert Rodriguez) e DEATH PROOF (dirigido por Quentin Tarantino). Foram adicionados ‘d’efeitos especiais propositais, como chuviscos na tela, defeitos de corte, etc, justamente para aproximar-se o máximo possível dos antigos filmes. Sem contar toda a aclimatação de fotografia, música e tomadas – perfeito.

Fãs de Rodriguez e Tarantino vão se divertir pescando detalhes espalhados pelos dois filmes – existem ‘easter eggs’ e participações especiais aos baldes.
AH! E tava esquecendo o mais delícia da compilação: O Trailer!

Fizeram um trailer fake de um filme chamado MACHETE. Que, dizem, vai virar longa em 2008. Não vou nem comentar muito porque o trailer é curto, mas imagine um mexicano louco armado até os dentes, um padre vivido pelo lendário maconheiro Cheech (Richard Marin) e muito sangue e tiroteio. Muy rico, señor! E lá fora, Grindhouse foi divulgado e exibido com mais outros três trailers delícia: Werewolf Women of SS, Don’t, Thanksgiving e Hobo With a Shotgun. Todos fakes, mas com grandes possibilidades de virarem longa-metragens em futuras seqüências de Grindhouse.

Enfim, vamos lá comentar os FILMES:

PLANET TERROR

Que número você calça? .45?
Planet Terror é um autêntico trash movie sobre zumbis, gostosas e carnificina – não necessariamente nesta ordem.
Cherry Darling, a protagonista, é uma go-go dancer (e não stripper!) que, cansada dessa vida insalubre, resolve procurar por outras oportunidades que melhor aproveitem seus outros talentos. Durante uns tragos no Bone Shack, birosca local, ela reencontra El Wray, seu antigo namorado, que lhe dá uma carona pra casa.

No meio do caminho, porém, sofrem um acidente (em meio a um hilário diálogo) e Cherry acaba perdendo a perna em um acontecimento bizarro. Ao mesmo tempo, estranhos acontecimentos se passam no resto da cidade: no hospital local, dezenas, centenas de pessoas buscam ajuda para sintomas como putrefação de membros e pele descolando dos ossos.

O filme vai se desenrolando paralelamente com diversos personagens divertidos, como o Dr. William Block, médico mal-encarado e mal-casado com a anestesiologista Dakota. Ou o bitolado dono do Bone Shack, JT, que só pensa em inventar o molho perfeito para o seu churrasco.

E claro que todos eles se cruzam no decorrer da película, transformando-se em um exército BIZARRO de sobreviventes contra os zumbis famintos, e passando por situações mais bizarras ainda. Rodriguez na veia, meus caros. ‘Filmenagem’ sem medo de ser ridículo.

PLANET TERROR é o único dos dois filmes de Grindhouse que já está passando aqui no Brasil (Está em cartaz neste exato momento). DEATH PROOF (já resenhado) ainda não tem previsão.

Guinness – Tipping Point

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Novo comercial da Guinness. Dizem que custou 10 milhões de EUROS.
Porra, e eu achei uma merda. E só de saber que custou 10 mimi só me faz achar o comercial ainda mais LIXO.

Essa joça estava sendo muito aguardada e comentada; um dos comerciais anteriores, chamado noitulovE, ganhou diversos prêmios e, convenhamos, é INFINITAMENTE melhor. Afinal, Guinness tem MESMO gosto de água de CORGO.

[youtube]JinnnukLCbM[/youtube]

Por isso que eu não canso de dizer: Bebam NEWCASTLE, seus fariseus.

Sensação Frutas Vermelhas

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Vai cochonilha aí?

Comi outro dia, na hora do almoço. Queria chocolate branco, mas não tinha nenhum – NENHUM – outro. Peguei esse mesmo.

É um chocolate meio viado, a começar pelo nome: SENSAÇÃO.
Não lembra nada o Sensação original: O chocolate é branco e o recheio de frutas vermelhas não se parece nem um pouco com o sabor morango do Sensação normal. E é enjoativo pra caramba.

Pela embalagem, as tais ‘frutas vermelhas’ são: morango, framboesa e amora.
E por que não tem cereja? Cereja não é vermelha? E ameixa? E uva rubi? E maçã??
Tomate é fruta, sabia? É parente do caqui. Devia estar no recheio também.

Aí você vai ver nos ingredientes, e vê que o corante é vermelho cochonilha.

Você sabe de onde vem esse corante?

Cochonilha é o corante vermelho retirado de um inseto homônimo – COCHONILHA (Dactylopius coccus), parente dos pulgões e cigarras. É pequeno, tem cerca de 3mm de comprimento e vive nos jardins, sugando a seiva de plantas. Produz o chamado ácido carmínico, que serve para defendê-lo de predadores – e também para fazer o famoso corante.

E saiba que 99,9% dos alimentos e produtos avermelhados industrializados usam o corante cochonilha – isso porque ele não é cancerígeno como outros corantes artificiais. Ah, e nem adianta evitar os produtos vermelhos – este corante também está presente em muitos outros produtos de outras cores.

Por isso, seu viadinho, pára de fazer essa cara de nojo e experimenta aí o chocolate.

O Fantasma da Ópera [Teatro]

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E não é que é legal mesmo??
Ótimas atuações e uma história interessante nesta superprodução musical.

Fui assistir a ‘O Fantasma da Ópera’ no último sábado (05/08) e tive uma grata surpresa. Eu, que nunca fui chegado a musicais, e menos ainda a espetáculos teatrais, achei um espetáculo extremamente interessante.

Quem me conhece direito sabe que eu dificilmente iria espontaneamente assistir a um espetáculo desses. Claro que fui acompanhar uma moça.

Preconceitos meus à parte, O Fantasma da ópera é realmente grandioso. Desde os cenários até as atuações. Eu sou péssimo pra contar histórias e nem sei o nome dos atores, por isso vou comentar somente a produção: ótima.
Os cenários são muito bem trabalhados e variados. É impressionante a velocidade com que os cenários mudam de uma cena pra outra. Também impressionante é a velocidade com que os atores mudam de figurino.

Praticamente todos os atores cantam, e 99% das interpretações são cantadas. Legal pra quem gosta, mas eu achei meio chato, porque às vezes nem dá pra entender o que eles estão cantando e você acaba perdendo parte do rumo da história. Tem uma hora que eles começam a cantar (creio que) o tema d’O Fantasma e toda a platéia cantou junto (menos eu, claro). Mas foi legal. Os caras mandam bem.
Os efeitos especiais são bons e muitas vezes usam recursos que você nem imagina, como no caso da “estátua” decorativa no topo do palco. O lustre, quando cai, também gera um efeito interessante. O fantasma remando o barquinho no meio das velas também.
A peça é dividida em 2 atos, e tem duração total de umas 2 horas e meia. Parece muito, mas passa bem rápido.

Enfim, fui assistir à peça meio ressabiado e saí bastante satisfeito. Recomendo muito.

Algumas observações apenas:
- Leve uma blusa, porque o ar condicionado lá dentro é barra-pesada.
- Se possível, procure pegar assentos na Platéia A. Muito perto é ruim, muito longe também.
- A saída do teatro é UMA MERDA. A Brigadeiro lota, fica uma puta zona de táxis e carros na saída dos estacionamentos, enfim… melhor irem sem ter pressa pra sair.

Old Boy

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Aproveitando o embalo da resenha de ‘Lady Vengeance’!

Assisti a ‘Old Boy’ pela primeira vez no cinema. Na época, tinha ouvido de amigos uma ou outra opinião favorável. Vinte contos na carteira, e lá fui eu pro Gemini da Paulista.

QUANDO que eu ia imaginar que ali, numa sessão com meia-dúzia de espectadores, eu assistiria ao melhor filme do mundo?

Como tou com preguiça, vou (tentar) resumir: Old Boy é o segundo filme da "Trilogia da Vingança" do diretor Chanwook-Park (leia mais sobre isso AQUI). E, na minha humilde opinião, o melhor. O filme tem VINGANÇA escrito em todo lugar (não literalmente, meu filho).

Oh Dae-su é um coreano normal, de 30 e poucos anos. Depois de uma bebedeira (costumeira, aliás), vai parar na delegacia junto com um amigo, bem no dia do aniversário da filha. Ao saírem, enquanto o outro liga para a família, Oh Dae-su simplesmente desaparece. Do nada. E reaparece 15 anos depois. Básico, seu.

Na verdade, naquele momento em que saíram da delegacia, Oh Dae-su é seqüestrado e trancafiado em um quarto muquifento minúsculo, com uma cama, chuveiro e tv – que é o seu único meio (unidirecional) de se manter em contato com o mundo exterior.
Sim, O Dae-su fica 15 anos trancado nesse quarto. Recebe todo dia a mesma comida, sem nunca descobrir quem ou o quê está por trás do seu seqüestro. Pela tv, descobre que a mulher foi assassinada e que suas impressões digitais foram encontradas junto ao corpo. E não faz a MENOR idéia de por quê estão fazendo isso com ele.

Chanwook-Park é MESTRE em mostrar em como Oh Dae-su passa da dúvida ao desespero, do desespero à raiva, e finalmente começa a nutrir um desejo FODIDO de vingança contra seu seqüestrador anônimo. Boa parte do filme é espetacularmente explorada em mostrar o processo de loucura do protagonista. E grande parte do sucesso desse processo é mérito do ator, o coreano Choi Min-sik. O cara é bom. Expressão corporal e facial perfeitas. As cenas em que ele aparece com o cabelo todo desgrenhado, com cara de insano, sorrindo igual demente, são impagáveis. 

Bom, voltemos ao filme: Depois de 15 anos nessa rotina interminável, Oh Dae-su simplesmente é libertado. Sem nenhuma explicação – apenas com a roupa do corpo, algumas anotações e um celular.
A partir daí, o filme se desenrola entre diversos conceitos: o contato com pessoas depois de 15 anos, o ódio transformado em desejo de vingança, e a caça ao seqüestrador. 

Esta, porém, se revela uma tarefa mais fácil do que parecia: o seqüestrador, de forma homeopática, vai se revelando propositadamente ao captivo. Oh-Dae Su ainda conhece uma garota em um restaurante, que o ajuda a buscar vingança. Reencontra velhos amigos. E, claro, novos inimigos também.

Vou parar a história por aqui, porque depois disso qualquer coisa que eu disser vai estragar o filme. ASSISTA.

JÁ ERA, MANÉ!
Old Boy tem um ritmo impressionante, alternando entre cenas fodásticas de porradaria violentíssima e bizarrices, até flashbacks um pouco modorrentos demais. Torturas e brigas com martelos, alimentos vivos sendo consumidos, sangue em profusão. E o humor sádico tão costumeiro de Park. Aliás, o diretor é sádico total… toda cena violenta parece se prolongar de propósito, pra judiar e torturar o espectador. Delícia. Melhor filme do Coreano louco.

O final do filme, meus amigos, é o final mais fodástico da história do cinema. Quem discordar dizendo "-É o do Sexto Sentido!" merece 1000 chibatadas. Ou melhor, marteladas. É tão bom, que no cinema tinha 6 pessoas e ouvi 7 gritando "CARÁLEO!". É porque o próprio Bruce Willis, o mortinho, também gritou.

Pessoas: Assistam. Nada mais posso dizer. Que filme foda.

Lady Vengeance

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Tenho que admitir: Coreanos são foda. São bizarros como os japoneses (mas mais legais), são ufanistas como os americanos (mas com motivo), e… bom, e tem a Sun (do Lost). Já são motivos suficientes :) .

Mas tem um coreano que é mais fodão do que os outros. ‘Seu’ Chanwook Park é o cara.
Em 2002, o diretor iniciou o que chamariam, tempos depois, sua ‘Trilogia da Vingança’ com o filme Sympathy for Mr. Vengeance (sem título em português).

Park trata do tema com seu jeito peculiar de direção – cenas fortes, inusitadas, quebra-ritmo, com um humor doentio que lhe rendeu o apelido de "Tarantino da Coréia". Tarantino é outro cara fodão. Mas não é coreano. Acho.

te mete, vai...Enfim: Lady Vengeance (‘Lady Vingança’ no Patropi) é o filme que encerra a dita trilogia. Como os anteriores, é fartamente banhado em sangue. A caixinha do DVD até pinga.

O filme começa com a protagonista, Geum-ja, chegando a uma estação de trem onde uma comitiva de papais-noéis a espera – ela passou 13 anos presa pelo rapto e assassinato de um garoto. A tal comitiva busca recepcioná-la justamente para que se redima do crime cometido. E o que parece ser redenção, acaba virando o início de uma busca por – adivinhão – VINGANÇA.

Entre flashbacks e cortes bruscos de cena, ‘Seu’ Park mostra que Geum-ja, na verdade, foi forçada a assumir a autoria do assassinato: seu antigo professor, Mr. Baek (mesmo ator que faz Oh-Daesu em Old Boy), sequestrou sua filha e ameaçou matá-la caso Geum-ja se recusasse a assumir o crime.
Na prisão, ela divide a cela com mais um bando de desajustadas. A mais corpulenta delas, conhecida como "A Bruxa", abusa e judia das demais nos limites da crueldade – e só poupa Geun-ja porque prefere mulheres mais gordinhas.

Geun-ja resolve o problema de forma "Chanwook-Parkiana" e as demais detentas, profundamente gratas, pagam seus favores de diversas formas – dentro e fora da cadeia. Uma delas inclusive se casa com seu inimigo, Mr. Baek, para ajudar nos planos de vingança.

A partir daí, o filme trata dos apuros e artimanhas de Geun-ja até chegar ao seu algoz – e executar sua vingança curtida em 13 anos de banho-DE-SANGUE-maria. Mulher espetacular: sombra vermelha nos olhos, saltos vermelhos, e uma arma feita sob encomenda que faz você torcer o filme todo pra vê-la usar.

Como não poderia deixar de ser, Park alterna o ritmo do filme diversas vezes, mesclando flashbacks com o presente, virando uma mesa atrás da outra. O que seria apenas uma busca por vingança acaba se tornando uma TORMENTA DE REVIRAVOLTAS (gostaram dessa?) envolvendo sua filha, as ex-companheiras de cela e novos personagens – tudo salpicado com um pouco de sangue aqui, sexo ali, e bizarrices de monte. A cena do jantar de Mr. Baek com sua esposa é um clássico instantâneo. E o final, embora menos surpreendente do que o final de Old Boy (melhor final de filme do mundo), consegue fazer você soltar um sonoro "PUTA QUE PARIU!" no meio da sala.

Se fodeu, rapaz...

Lady Vengeance, enfim, fecha a "Trilogia da Vingança" de forma espetacular. Assista logo, e de preferência acompanhado para chocar as pessoas.
Chanwook Park é um cara foda – até o filme mais recente dele (I’m a Cyborg, But That’s Ok) é singelo, mas DOENTIO no melhor estilo PARKIANO.
No dia que juntarem ele, Robert Rodriguez e Tarantino, o mundo desaba.

Recomendadíssimo.

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