Taí um dos jogos mais divertidos que vi nestes últimos tempos.
Fight Night Round 3 é a franquia de boxe da EA Sports – que também é uma franquia da Electronic Arts. Os caras têm jogos pra quase todo tipo de esporte (dizem que vão lançar um simulador de BOCHA ano que vem), mas tava demorando pra sair um título bom de boxe.
Como já podem ter percebido, esse Fight Night Round 3 é a terceira versão deste jogo. Não joguei o 2 e muito menos o 1, então contentem-se com o meu "demorando pra sair um título bom" acima. O último jogo de boxe da EA que vi foi aquele Toughman Contest, que nada mais era do que um clone porco e "sério" do Punch Out, da Nintendo.
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| Toma! Cortesia de Jones Jr.! |
Bueno: Em FNR3 você tem basicamente 3 opções de jogo: Play Now (escolha um ogro qualquer e parta direto pra porrada), Career (crie um pugilista e leve-o ao topo) e ESPN Classics (reproduzindo famosas lutas históricas).
Claro que o mais legal é criar um toscão do zero e fazê-lo virar o campeão da galáxia. O jogo oferece diversas opções para personalizar a aparência do seu lutador: poses de luta, tipos de defesa, estilos e até mesmo golpes ilegais – prefere meter uma paulistinha no adversário, ou um soco na virilha é mais eficaz?
Os controles são bem diferentes: o analógico esquerdo move seu lutador pra lá e pra cá, e o direito é responsável por desferir patadas e defender seu boxeador. Inventaram um tal de sistema "Total Punch Control", ou algo assim, que transforma os movimentos do analógico em socos. É difícil explicar, mas a curva de aprendizado é interessante e, com o tempo, fica bastante intuitivo. O esquema de defesa é semelhante: mantenha o R1 pressionado e mova o analógico direito pro lado que quer proteger. Simples assim. E, caso não goste, dá pra selecionar uma configuração mais "ortodoxa" nas opções de jogo.
Os botões tradicionais (X, bolinha, etc) servem pra desferir golpes ilegais, provocar o adversário e soltar golpes "personalizados", que nada mais são do que réplicas de golpes característicos de celebridades do ringue.
Antes de cada luta você também pode treinar seu lutador. São minigames
que fazem seu lutador ficar mais forte e envolvem coordenação motora,
memória ou simplesmente "apertação desenfreada de botões". E os
resultados variam de acordo com o treinador que você contratar. Também
dá pra melhorar os atributos do seu boxeador por meio de itens como
calções, luvas e protetores.
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| Não me menospreze, garoto. Serei seu treinador por um bom tempo. |
As lutas são divertidíssimas. No começo vais tomar um cacete dos diabos, principalmente por causa dos controles. Mas depois, quando perceber que pegou a manha, vai se empolgar bastante. Cada adversário tem seu estilo; vai ter que aprender a boxear diferente em cada luta, meu filho. Aprenderá, por exemplo, que sair distribuindo socos igual maluco não vai ajudar no médio prazo; seu lutador se cansará fácil e aí é meio caminho andado pra beijar a lona. Os nocautes são engraçados e exageradíssimos, em parte por causa dos gráficos toscos. O soco que derruba o lutador é mostrado em câmera lenta, e um barulho bizarro de ossos sendo esmigalhados é acompanhado por um jato monstruoso de sangue e suor. Quando a luta é difícil, é quase impossível não soltar um sonoro -"TOMA, FILHO DA PUTA!" ao ver o salafrário caindo aos seus pés. Entretenimento puro.
Pra finalizar, pois tou com preguiça: A trilha sonora, como sempre (em jogos da EA) é caprichada e bastante adequada ao "clima" do jogo. Defeitos? Gráficos abaixo do padrão do PS2, modo Career sem muita profundidade (leia-se carisma) e a falta de um modo widescreen/progressive scan.
Com exceção destes pequenos defeitos, é um jogaço. E deve ser o último jogo de boxe do PS2. Aproveite.
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