Esse REVEIÔM eu estava na famosa, aprazível e cheirosa Praia Grande, reduto dos paulistas endinheirados e com ascendência nórdica. Fui pra lá pra cumprir um ritual que, se um dia der coragem, conto procês.
Vou falar, agora, de gente mongolóide. Não me chamo Chico, mas uns 2 dias antes de eu descer pra baixada, li no jornal que águas-vivas estavam atacando nas praias paulistas.
Não pude deixar de rir. Afinal, naquela água do mar infecta, é muita ironia ter alguma água que seja viva. Eu prefiro cortar a bola esquerda a entrar naquele mar chorumento.
Ah, sim, pessoas mongas. Então, dois dias antes do dia 31, os jornais e noticiários já alertavam a população sobre o ataque (pffff) destes nobres celenterados. Por alguns fatores que não vou nem citar aqui, tive que acompanhar 3 amigos no pronto socorro da Praia Grande e por lá ficamos umas 8 horas (que beleza que é a saúde pública, minha gente).
Nestas 8 horas malditas, pude presenciar umas 30 pessoas procurando atendimento para queimaduras por caravelas. PORRA, por que diabos essa gente estúpida, depois de 2 dias ininterruptos de alertas na TV (populares adoram uma TV), ainda teimam em entrar na água? Têm mais que se foder mesmo.
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| Esta se chama Maria do Alentejo. |
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Parênteses. Caravelas são estes catarros rosados simpáticos aí do lado. Essa bexiguinha aí de cima carrega uma porrada de outros tentáculos que servem para pegar pequenos peixes idiotas e banhistas paulistanos mais idiotas ainda. Fecho parênteses.
As mais de 30 pessoas choramingavam de dor e zanzavam pelo PS sem saber o que fazer. Um tiozão comentou: – Joga água do mar que passa! – enquanto outro dizia: – Dizem que urina faz a dor passar!
NA MESMÍSSIMA HORA me veio à cabeça a imagem de moças suecas fazendo GOLDEN SHOWER naqueles filmes bizarros. Mas a realidade, meus amigos, era muito diferente. Gente histérica e feia berrando de dor dentro de um pronto-socorro não é muito legal. Como minha imaginação é muito fértil, logo imaginei (involuntariamente) aquele bando de mongo esfregando o próprio mijo nas feridas. Ou o dos outros – familiares, amigos, vizinhos. Ou mijo do cachorro.
É foda ter mente fértil. E eu nem gosto de golden shower.
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E estas: Santa Maria, Pinta e Niña. |
Como se isso não bastasse, minha surreal visita ao PS ainda incluiu um gordo burro que quebrou o fêmur jogando TACO na praia.
Sim. Taco, aquele jogo inofensivo. O filho dele, que parecia o Frodo Bolseiro e estava PELADO no hospital, apenas com uma toalha enrolada na cintura (me recusei a perguntar), disse que o pai gordolóide foi correr para rebater a pelota e pisou num buraco. Dali foi direto pro PS. E, segundo o mesmo Frodo, ia ter que voltar pra SP e operar. Bom ano novo pra você, gordinho.
O Freak Show ainda teve a participação de um motoqueiro com um corte de 50cm na perna (fotos devidamente registradas e enviadas aos amigos); um tiozinho bêbado que, tendo os populares como platéia, fazia malabarismos com UMA garrafinha d’água (acho que ele via duas); uma gostosona que quebrou a perna caindo da moto e agora só vai poder ficar "de três" pro namorado; umas 5 mulheres desmaiadas e uns 10000 pernilongos, que devoravam os pobres turistas.
Totalmente compreensível, visto que estavam todos bem temperadinhos. É que finalmente descobri que o melhor remédio para as queimaduras de Caravelas e águas-vivas é um bom banho de vinagre.
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