Hamburgueria Nacional

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Um pedacinho do céu.
Este é um dia memorável.

Quem me conhece, sabe que eu procuro, há tempos, um item especial. Procurei em vários lugares, nesta cidade, no interior, no litoral, bairros chiques e botecos-risca-faca. Até cheguei perto, algumas vezes, mas nunca estive satisfeito.
E nesta última sexta, dia 07/07/2006, eu encontrei.
O hambúrguer perfeito.
O senhor de todos os hambúrgueres. O faixa-preta. O Todo-Poderoso. O conosco-ninguém-fodosco.

Este pedaço do céu em forma de carne pode ser encontrado e degustado em uma hamburgueria relativamente nova, a Hamburgueria Nacional.

Lugar muito especial, com boa decoração e atendimento. Pertence ao já conhecido Jun Sakamoto, um dos melhores sushimans de São Paulo – que atua na casa de mesmo nome. Mas vamos voltar aos burguers.

Logo que chegamos (fui acompanhado), abri o cardápio e algo me saltou aos olhos: SUPERBURGER – 350g.
Trezentos e cinqüenta gramas.

Nunca tinha comido hambúrguer com mais de 200g. É quase o dobro! CLARO que pedi o Superburger. Eles tem também o ‘normal’, de 200g, para os maricas e fracos de espírito.
Os acompanhamentos, seguindo o padrão das hamburguerias mais novas, são vendidos à parte e você monta o seu. Nada de X-salada, X-Bacon e afins no cardápio.

Enfim, pedi um SUPER com mussarela e bacon – o que eu sempre peço quando vou avaliar uma hamburgueria, para não bagunçar os critérios. O Super é grelhado na salamandra – espécie de grelha de cima para baixo – o que confere ao treco uma grelhagem uniforme. Resultado: 350g de carne muito bem tostada, sem miolo mal passado e crosta externa dura. PERFEITO.

Se está de dieta, não vá até lá. O burguer é extremamente suculento, mas também gorduroso – como todo hambúrguer deve ser. Isso é uma vantagem, e não um defeito. Quer hambúrguer light, seu herege?? Vá comer os de soja.

A porção de fritas veio extremamente generosa – sobrou!! – e muito saborosa. São gigantes, devem ser cultivadas na Batatolândia, e podem acompanhar um molho Barbecue (que nem de longe lembra o do McDonalds). O molho é bom, mas a maionese com wasabi (opcional) é MUITO melhor. Aliás, a culinária japonesa, influência do proprietário, aparece em pequenos toques espalhados pelo resto do cardápio (que nem prestei muita atenção), como o frango à passarinho com gengibre e a Salada Sukiyaki. Mas, diabos, quem precisa de salada e frango com um hambúrguer desses?

É isso, meus amigos. Sou um cara mais feliz agora. Minha busca pelo Santo Graal dos hambúrgueres terminou. Aposentei-me. Vão até lá e tirem suas próprias conclusões. Mas não mudo de idéia. E o primeiro sacripantas que vier tentar me convencer do contrário, riscarei da minha lista de amigos.

GOSTEI: De tudo, acho que vi Deus lá comendo um Superburger.
NÃO GOSTEI: Do nome. Pela preciosidade que eles vendem lá, deveria se chamar Hamburgueria UNIVERSAL, CELESTIAL, ou algo do tipo.

Hamburgueria Nacional (Link Google Maps)
Rua Leopoldo Couto Magalhães Jr., 822 – Itaim Bibi
Fone: 3073-0428
Estacionamento: Sim, mas é pago. Larga na rua mesmo, dependendo do horário.
www.hamburguerianacional.com.br

Temaki Express – Consolação

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Esse final de semana fomos até o Temaki Express da Avenida Consolação. Pra quem já conhece os outros (como o da R. Gomes de Carvalho), já vou adiantando: é exatamente igual. É mais ou menos um Mc Donald’s de temakis – só muda o endereço.

Abre parênteses:
Para quem não sabe o que é um temaki, trata-se de uma espécie de sushi em formato de cone, envolto por uma folha de alga marinha recheada de arroz + uma diversidade enorme de traquitanas, indo de salmão ou atum crus até os bisonhos temakis de queijo frescal e peito de peru (sim, meus amigos, já vi isso).
Fecha parênteses.

Já tinha ido lá em outra oportunidade, mas só agora tive saco pra escrever. Enfim, as lojas seguem exatamente a mesma decoração. O local é pequeno, com algumas mesinhas e um balcão central inusitado: você fica muito perto de quem senta do outro lado do balcão. Isso pode ser bom pra quem quer puxar assunto com uma gatinha (ou gatinho, para as moças), mas é extremamente esquisito quando um marmanjo senta na sua frente porque não tem outro lugar pra sentar. Parece elevador apertado, sabe? Entra alguém e você fica olhando pro teto, pra baixo… é meio constrangedor.
Mas vamos aos temakis. Muito bons. Claro que tem invencionices no cardápio, mas os clássicos agradam. Comece pelo basicão: um temaki simples de salmão. Assim como você consegue avaliar uma hamburgueria pelo clássico cheeseburger, você pode avaliar um japonês pelo seu temaki mais simples.
Parta depois para o excelente salmão defumado, e não saia da casa sem provar o de camarão com cream cheese. Se aguentar mais um, pode ir de Philadelphia (ovas, salmon skin e cream cheese). O Salmão especial também é muito bom. Só não gostei do temaki de Agulhão: ele é adocicado, e ainda por cima vem com molho teriyaki e limão. Parecia um temaki de abacaxi.

A casa ainda dispõe de várias bebidas, inclusive saquê – altamente recomendável.
Ótimo lugar para terminar as baladas ou matar vontade de grávida – fica aberto até altas horas da madruga.

Temaki Express
Endereço: Tem vários, confira no site: www.temakiexpress.com.br
EDIT de 25/05/2008: Links do Google Maps pra facilitar a vida de vocês, seus rufiões.
- Unidade Consolação
- Unidade Vila Olímpia

Willi Willie Bar & Arqueria

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Willi Willie Bar e Arqueria  
Esse carro esverdeado é do Robin Hood.  

Arco, árco, alco, álcool??
Que lugar IRRESPONSÁVEL vende bebida alcoólica e deixa as pessoas atirarem com arco e flecha??? Willi Willie!!!

Esse sábado fomos ao tal do Willi Willie pro aniversário de um amigo do Mr. Green. Já tinha ido lá no ano passado, no aniversário da minha irmã. O local parece que passou por uma reforma/mudança. Fica atrás do Shopping Ibirapuera.

Tá mais pra bar do que pra balada. Tem 3 andares/ambientes, e o som é predominantemente rock’n roll. Cerva de garrafa, coisa mais linda.

No primeiro andar existem algumas mesas, uns banheiros, o caixa, um aquário, e do lado direito da entrada a atração principal da casa: um corredor PORCAMENTE cercado por uma lona transparente com fardos de feno no fundo e uns alvos para a prática de arco e flecha. Mas falemos disso mais tarde.
No andar do meio existe um minipalco bem no meio do andar, algumas mesas e um balcão de bar nos fundos. O espaço é bom e a casa não tava lotada. A banda, uma tal de V8, era amiga da galera do tal aniversário e até que agrada. Mas não vim falar da banda.

O terceiro andar nem cheguei a subir, mas no ano passado era um espaço bem tosco, parecendo laje de casa de periferia, com cadeiras e mesas de prástico e raríssimos garçons circulantes. Alguém me corrija se o terceiro piso foi reformado.
Por falar em garçons, a menina que atendeu a gente tava mais bêbada do que alemão na Oktoberfest e foi motivo de piada a noite toda. Chegamos umas 23:00, e rola uma tal de Caipirinha Dupla até a meia-noite. Pediu uma, leva duas. Só que a MOCORONGA da garçonete diz que é obrigada a trazer as duas de uma vez. Ou seja, 3 caras segurando 2 caipirinhas cada. Lamentável.

Agora vamos ao álco, quer dizer, ao arco:
O espaço para a ‘prática’ do arco e flecha é bem estreito e curto, e até 3 pessoas podem atirar ao mesmo tempo. Fica bem ao lado do caixa. O “instrutor” (entre aspas mesmo) te dá as noções básicas de tiro e depois é tu por tu mesmo. A prática em si é fácil. R$ 3,00 te dão direito à 10 flechas.
O que esqueceram de avisar pro Sr. Green, por exemplo, é que não se deve encostar a corda no braço. O bicho ficou com o braço todo roxo e arregaçado, porque a corda pegava nele quando soltava. Claro que foi hilário.

A lateral deste “corredor” (gosto de usar aspas para indicar ironia) de tiro tem uma abertura coberta apenas por uma LONA TRANSPARENTE, que pode facilmente ser ultrapassada por uma flecha (que, segundo o instrutor, tem o poder de um tiro de 38). E acreditem, a flecha sai com uma violência bisonha.
NÃO SEI COMO AINDA NÃO MORREU NINGUÉM LÁ.

Qualquer bêbado ou mal-intencionado (não olhem pra mim) pode facilmente atirar uma flecha no cara do lado, no instrutor, ou mesmo na janela de lona e matar uma meia dúzia.

Se o cara for bom, mata 10 com R$ 3,00. Uma pechincha, convenhamos.

GOSTEI: Da prática do arco, da banda, da bebida (caipirinha dupla e cerva de garrafa).
NÃO GOSTEI: De saber que eu posso morrer a qualquer momento naquele corredor ou na fila do caixa.

Willi Willie Bar & Arqueria (Link Google Maps)
Al. dos Pamaris, 30 Moema – SP
(11) 5533-0020
www.williwillie.com.br

Santo Antônio Botequim

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Santo Antônio Botequim
Cerveja, picanha e manobristas barbeiros.

É o ‘Juarez’ genérico da Chácara Santo Antônio. Mas não se engane: Melhor ir ao original.

Esses dias fui com o Mr. Green até esse boteco. Tomar uma cerveja, beliscar algo, coisas assim. É um botequim novo na região. Tem um pavimento só, com chopp correto e petiscos idem. Boas pizzas e cardápio.

O ambiente é estilo bar-de-assistir-jogo-de-futebol: alguns telões e TVs na casa garantem a diversão dos torcedores em dia de crássico. Eles costumam transmitir jogos de bons times de futebol, mas às vezes passam jogos do Corinthians também.
O público do boteco é, na sua grande maioria, formado pela galera que trabalha ali na Chácara Santo Antônio e adjacências. Happy hour, portanto, é sinônimo de lotação e casa cheia, o que não necessariamente é ruim. Predominância é masculina, mas sempre tem a parcela feminina, porque Deus é bom.

A picanha no réchaud deles é exatamente a mesma coisa do que a do Juarez (que, ultimamente, anda mais copiada que cd pirata de Windows na 25 de Março), mas a original ainda é melhor. Falta carisma, creio. E eu também não gosto muito de picanha no réchaud. Comida de VIADINHO, seu. Os pratos executivos (para a hora do almoço) são melhores. Recomendados.

Enfim, parece ser um botecão como outro qualquer. Só que, caso vá ao Santo Antônio, vá a pé. Ou estacione seu carro em qualquer lugar, menos no quarteirão da casa. Os manobristas são uns IMBECIS. Neste dia, Mr. Green deixou o carro com o valet da casa. Um Peugeot 206 Feline top que não tinha nem 20 dias de novo.
Na hora de ir embora, depois de pagar o estacionamento, o cara do valet diz: – Bem, senhores, agora precisamos falar sobre uma coisa séria.

Pra resumir a conversa, o manobrista destruiu o retrovisor esquerdo do carro do Mr. Green. Segundo o animal, foi dando ré. COMO que um cara consegue destruir um retrovisor dando ré, e ainda mais o retrovisor do lado do motorista???
Enfim, Mr. Green teve que adquirir outro retrovisor e está tentando reaver o custo até hoje. E, como trabalho bem perto do boteco, é extremamente comum ver os manobristas da casa (uniformizados, diga-se de passagem) acelerando e barbarizando os carros dos clientes nas ruas próximas.

Evite. Ou vá a pé.


Santo Antônio Botequim
(Link Google Maps)
Rua Antônio das Chagas, 713 – esquina com a Amaro Guerra.
Chácara Sto. Antônio
Fone: (11) 5182-1955
NÃO PARE NO MANOBRISTA.

Kiaora

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Kia Ora - Fachada  
Fachada. A fila quilométrica não aparece na foto.
 

O KiaOra, segundo auto-descrição, é um pub australiano (mais essa agora). Na verdade, é um barzinho-balada SAFADO, com palco no piso inferior (rolam bandas de rock e pop, a maioria cover), um balcãozão de bebidas, e um mezanino. Antes das 22:00, o mezanino só é liberado pra quem comprar uma garrafa de uísque (150,00 Red Label) ou de vodka (130 reais – Absolut). Comprando a garrafa, você fica sócio do clube do whisky ou da vodka, e não precisa pegar fila pra entrar enquanto tiver garrafa na casa. A fila, aliás, é algo impressionante. Após as 21:30, é extremamente complicado entrar na casa. Depois das 23:00, é praticamente impossível – a menos que você tenha a porra da garrafa lá. Depois que a banda começa a tocar, a casa toda vira uma pista gigantesca e o lugar lota de playboys retardados.

O local tem muita mulher bonita, embora a faixa etária seja mais baixa, de 20-25. Ah, e o mezanino também tem uma mesa de snooker – às vezes, as beldades ficam ali por perto.
Um dos pontos fortes da casa é o hambúrguer. É GIGANTESCO e uma pechincha (média de 12 reais). O treco é grande mesmo, satisfaz tranqüilo dois marmanjos (no bom sentido). Recomendo. Coma. Coma.

Gostei: Dos hambúrgueres.
Não gostei: Fila de merda e da molecada que apareceu lá.

KiaOra
(Link Google Maps)
Rua Dr. Eduardo de Souza Aranha, travessa da Juscelino, 377 – Itaim
(11) 3846-8300
Normalmente é 30 reales pra entrar, sem consuma.
www.kiaora.com.br

Public Pub – SP

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Republic Pub  
Bloody hell, can you call a cab for me, sire?  

EDIT de 14/01/2008: O pub agora se chama REPUBLIC PUB!

Quer tomar uma Newcastle sem pegar fila? Quer apreciar petiscos e cervejas diferentes sem muvuca? Public Pub pode ser uma boa procê!

O Public Pub é, segundo auto-definição, um verdadeiro pub ingrês no meio de São Paulo. Não posso afirmar a veracidade quanto à localização geográfica (afinal, ele não fica no meio do Marco Zero da cidade), mas posso garantir que o clima é puramente britânico. Se isso é bom ou ruim, veremos adiante:

Tive a oportunidade de ir duas vezes já. É um lugar agradável, que logo surpreende pela lotação: não há. Mesmo em horários de ‘rush’, o local não lota e você não precisa de facão pra abrir caminho entre as pessoas, caso queira ir buscar uma cerva no balcão.
Também não há fila para entrar. Uma bela loira (cujo nome foi etilicamente esquecido – diabos!) o recepcionará de cartola verde (bloody hell, não é um pub inglês?) e o convidará a entrar. É um excelente diferencial do local, ao contrário de outros pubs como All Black e Dublin que, além das filas, deixam um segurança troglodita como primeiro rosto que você encontra.

Pois bem: A cerveja Newcastle dispensa comentários. Melhor cerveja do mundo (e inglesa). Ponto final.
Para quem for insano o suficiente para beber algo que não seja Newcastle, há outras boas opções à disposição: vários rótulos diferenciados e diferentes. Prove todas. Várias marcas nacionais e importadas.
Os petiscos provados também não deixam a desejar: A porção de parmesão, por exemplo, é bem tirada e é excelente companhia para as cervejas.

Há um pequeno palco nos fundos, onde bandas de rock se apresentam e animam a galera. Covers, claro. As always. O som é alto pra caralho – é impossível conversar perto das mesas mais próximas do palco, e mesmo nas mais distantes é necessário falar alto. Isso me incomoda. Acho que tou ficando velho.

O público é bem variado, dá de tudo. Faixa etária indefinida – desde as menininhas até os tiozões.
A falta de filas e lotação também tem seu lado ruim: Achei meio vazio demais. Pelo menos nas duas vezes em que estive lá, não tinha muita gente. E olhe que foram, respectivamente, um sábado e uma sexta-feira. E em horários notoriamente propícios à aglomeração. Isso é bom porque não tem nenhum tosco esbarrando nas suas costas e derramando sua cerva. E é ruim porque não tem nenhum tosco pra você esbarrar nas costas e fazer ele derramar a cerva. E tem pouca mulé!! Porra! Tem que ir pra beber Newcastle mesmo. Acho que seguiram mesmo à risca a frieza dos ingleses. Pelo menos o pub não pára de vender bebida à meia-noite como os originais londrinos.

Ah, uma pérola: A primeira vez que fui, tava passando Spiderman 3 na TV de plasma. Hahahah!!! Ao mesmo tempo em que passava nos cinemas! Puta cara de pau! Claramente baixado da Infernet! Curti. Tirei o chapéu pra essa. ECAD de cu é rola!

Enfim, senhores e cenouras: Se é baderna e tiroteio que vocês procuram, existem outros lugares mais propícios. Mas se seu espírito ébrio fala mais alto, vá beber por lá que vale a pena

Republic Pub (Link Google Maps)
Rua Delfina, 110 – Vila Madalena 11 3814 5581 Tem valet, acho que morre 12 merréis.
www.republicpub.com.br

Restaurante Brooklyn

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O Restaurante Brooklyn é um espaço diferente localizado no bairro homônimo em São Paulo.
E ‘diferente’, como em tudo na vida, não quer dizer pior e nem melhor.

Brooklyn
Já tive a oportunidade de comparecer a um evento neste local – e também organizar outro. É um restaurante que tem como diferencial mesclar gastronomia com teatro e música. A fachada imita os tradicionais prédios de 3 andares do Brooklyn americano e o ambiente interno é bem agradável. Um piano serve de principal atração no mezanino, acompanhando todos os espetáculos.

E por falar em espetáculos, eles funcionam assim: você está lá, COMENDO, e de repente uns atores (que também são garçons) começam a interpretar trechos de espetáculos da Broadway.

Cada apresentação dura cerca de 10 minutos e, invariavelmente, a iluminação é reduzida e adequada como se fosse um verdadeiro teatro. Vale lembrar que são atores-garçons, e não o contrário. O que explica o bom desempenho deles nas interpretações, danças e cantorias. E justiça seja feita: o atendimento também é muito bom – inclusive dos garçons-garçons.

O repertório do ‘show’, entretanto, é um tanto chato e enfadonho PRO MEU GOSTO. Muitas músicas puxam mais pro romântico, e dão sono. Se for levar uma mocinha para jantar, certifique-se que o programa faça o tipo dela. Além disso, por se tratar de encenações, o som é bem alto e inviabiliza conversas e bons papos. Evite, portanto, fazer deste programa um daqueles jantares tipo vamos-nos-conhecer-melhor, ou então reuniões ruidosas de amigos.

A comida é boa, desde as opções de entrada, pratos principais e sobremesas. O preço, entretanto, é ligeiramente salgado: um casal deixa, facilmente, de 150 a 250 dinheiros no recinto, dependendo do vinho.

Recomendado – inclusive para eventos, como citei no começo. Só certifique-se que é o programa adequado para suas intenções da noite.

Restaurante Brooklyn (Link Google Maps)
Rua Baltazar Fernandes, 54 – altura do número 8000 da Av. Morumbi
Fone: (11) 5533-4999 – Estacionamento no local
http://www.restaurantebrooklyn.com.br

Bar Matriz

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Bar Matriz  
Fachada. Mas agora reformaram e tá toda fechada na frente.
 

O Bar Matriz me atrai por vários motivos: O primeiro deles, inegavelmente, é que fica do lado do Parque da Aclimação – e a uns 5 minutos da minha casa.
Estacionar também é uma brisa: apesar de ter valets (raça dos infernos) no estabelecimento, é a coisa mais fácil do mundo estacionar o carro por ali. Tem vagas em todo lugar. E é um sossego que só.
Claro que não são só estes os chamarizes do boteco. O lugar vive cheio de moças bonitas, o chope (brahma) é geladíssimo e o ambiente é bem agradável. E mesmo no calorão, a brisa do Parque bate e dá uma refrescada na galera.

Os garçons tem aquela velha mania de nem esperar seu chope terminar e já ir botando outro na sua frente. Na hora que você chega isso é uma bênção, mas depois do quarto chope começa a encher o saco. Na Vila Madalena também é foda, acho que os garçons vieram de lá. Como o sistema é de placar (aquela velha comanda que fica na mesa com o total de chopes), é bom ficar de olho pra ver se marcam direito. Mas nunca tive problemas por lá, que fique claro.

Os petiscos também merecem respeito: a picanha de cordeiro é um espetáculo (eu dispenso a geléia) e o frango à passarinho, apesar de simprão de tudo, é muito bem temperado. Vão bem com o chope, sempre bem gelado.

A casa tá cheia a semana toda (de segunta rola showzinho ao vivo), mas bomba de sexta e sábado. Às vezes é difícil achar lugar pra sentar. E vale fazer uma observação importante: por estar no meio de um bairro residencial, no meio das casas, o Matriz normalmente fecha as portas por volta das 1:30 da matina. E nem adianta reclamar.

Bar Matriz - Interna
Vazio, assim, só na foto mesmo. Vive lotado o boteco.

Recomendadíssimo, tanto pros happy hours quanto pras jornadas ébrias noturnas.

Bar Matriz  (Link Google Maps)
Rua Pedra Azul, 521 – Aclimação
Fone: (11) 5574-8022
Possui valet, mas só paga quem quer. Pare na rua mesmo, tem vaga a dar com o pau.

Mosteiro San Galo

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Mosteiro San Galo  
Igualzinho um mosteiro mesmo. Puxa.  

O Pepe recebeu um email spam outro dia – ou era um flyer, não lembro agora – de um boteco que tinha três coisas chamativas: Layout PORCO, rodízio de petiscos e caipirinha de picolé Rochinha.

E lá fomos nós para conferir estes atrativos. Logo ao chegar, uma surpresa: O layout porco é exclusividade do flyer: o bar é bem arrumadinho e estiloso – embora nem de longe lembre um mosteiro. Gozado que tava bem vazio a hora que chegamos (umas 19:30 de uma quarta-feira).

Começamos o tal do rodízio de petiscos. Por R$ 17,90, você pode ENCHER O BUCHO de coisas light como salame, queijo prato, pastéis, mandioca frita, bolinho de queijo, calabresa, amendoim e mais uma cacetada de coisa lá que nem lembro. Importante: o rodízio de petiscos só funciona de quarta e quinta-feira, das 18:00 às 2:00. Mas compensa bem. E a cada 50 mangos gastos na casa, você ganha 10 reais de desconto pra usar em outro dia.

Vamos aos acepipes: o salame é muito bom (hamburguês) – já o queijo prato é insosso e sem graça. Antes fosse mussarela. Os pasteizinhos são bem fritos e saborosos, embora não sejam os melhores do mundo. As fritas são meio gordurosas, assim como as mandiocas fritas – que pelo menos chegam quentinhas e crocantes. O bolinho de queijo também é bem bom.
Já percebeu que os tais petiscos são BEM GORDUROSOS, né?? E encher o cu de fritura é foda. Podia ter outros itens mais QUALITATIVOS e menos QUANTITATIVOS, mas foda-se. O bom é que não fica aquela putice na mesa de "Ah, eu não gosto de cebola", ou "Eu não gosto de salame, prefiro provolone". Ali cada um pede o que quiser e ninguém enche o SACO. Individualização dos petiscos… genial. E tem outras comidas e petiscos pra pedir fora do rodízio, se preferir.

O chope é Brahma, bem tirado, mas poderia ser mais gelado. Comanda tipo placar, que fica na mesa. E tem umas cachaças lá que nem tomei, mas fiquei com vontade. Na próxima não escapam.

Ah, por falar nisso: as caipirinhas de picolé Rochinha. Pra quem não sabe, ou não é de São Paulo, os picolés Rochinha são bem famosos no litoral norte do estado. Antigamente só tinha lá – e são bons pra cacete.
Essa caipirinha de Rochinha, portanto, nada mais é do que uma caipirinha normal com um picolé (do mesmo sabor) enfiado no meio do copo. É bom, mas convenhamos: PUTA ENGANAÇÃO.
Enganação porque quando você tira o picolé do copo, vê que ele representa quase metade do volume. O restante é composto de gelo, pedaços de frutas e bebida. Ora, tire o gelo e as frutas não sobra nem 3 dedos de vodka/saquê. E cada caipira custa cerca de 15 mangos.

Outra coisa: Se você resolver desmanchar o picolé dentro do copo, que é o que eu entendo por "Caipirinha de Rochinha", a bebida ficará doce – bem doce. Vai do gosto de cada um, mas eu não curto. Experimentamos a de morango com saquê (se desmanchar o sorvete fica parecendo iogurte), tangerina, limão, uva (doce pra caralho), maracujá. E ainda tem de coco, groselha e mais uma porrada de sabores.

Que mais? Ah, o banheiro da casa é uma bosta, velho e detonado. E se já tava fedendo às 19:00, com a casa vazia, imagine depois.
No demais, vale a pena irem lá conhecer. Tem meninas bonitas (perfil da Vila Madalena, craro), fica numa esquina e é bem arejado. Acho que semana que vem vou de novo.

Mosteiro San Galo (Link Google Maps)
http://www.sangalo.com.br/
Esquina das Ruas Harmonia com Wisard – Vila Madalena
(11) 3034-2381
Não sei se tem valet, mas tem vários estacionamentos por perto.

Kanji Sushi

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Sushi de playboy em Moema. Fui até lá convencido (leia-se coagido) por alguns amigos que estavam atrás de um japonês (no bom sentido, é claro).

Casa razoavelmente grande, de fácil acesso, bem arejada. Decoração estilo boteco chique de Moema, com pitadas de mau gosto.
O público freqüentador é, basicamente, playboy que acha que gosta de comida japonesa – aliás, playboy que acha que PEIXE CRU COM TABASCO E MORANGO é comida japonesa. VAI TOMAR NO CU.

Eu não sou purista. Não dou esporro em quem encharca o arroz no shoyu, não mando à merda quem come ura califórnia e até ando evitando corrigir quem fala GUIÔZA em vez de GUIOZÁ. Inclusive gosto de sushi de salmão com cream cheese. Mas certas coisas tem limite. Porra, os caras temperam o sashimi com alho e manteiga! E tem até um outro treco lá, um tal de italian roll, que leva rúcula, cream cheese e tomate seco! VAI SE FODER. O chef desse lugar já deve ter sentado muito no nabo, isso sim.

Kanji Sushi - Moema
Coma no balcão e mostre o cofrinho pro resto da clientela.

Cadê meu gardenal? Cadê?

Não quero mais resenhar o cardápio. Vou falar de novo sobre o público.
O que esperar de um restaurante japonês que não tem UM MÍSERO CLIENTE NIPÔNICO? Raios, eu era o único filho da puta oriental lá! E, muito provavelmente, o único pobre também.
Muita mulher bonita, convenhamos. Mas quase todas acompanhadas de Zé Ruelas feiosos PORÉM endinheirados, usando TOMMY HILFIGER (como diria meu clone Luba).

Outro alerta pra quem se aventurar a conhecer a casa: Cheguei lá umas 21:00 da sexta-feira, e tava LOTADO. 50 minutos de espera. Só entrei logo porque o pessoal já estava lá desde às 20:00. E, pasmem, saí de lá umas 23:30 e tinha uma fila gigantesca pra entrar! Mais de uma hora de espera. Mauricinho é tudo retardado mesmo.

O atendimento é uma merda, os garçons são um bando de manés. E CLARO que o rodízio é devagar, devido à superlotação do restaurante. Minha Cerpa levou 15 minutos pra chegar. A segunda, 10 minutos. E o rodízio chegou depois de quase uma hora.

Pra finalizar: A casa ainda tem um balcão, caso queira comer olhando pro sushiman, e um mezanino com umas salas reservadas. Valet na porta, 11 merréis pra ele parar o carro na rua. Que negocião.

Kanji Sushi (Link Google Maps)
Rua Canário, 683 – Moema
(11) 5055-1355

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