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| Pôster |
Eu gosto de filmes que usam o nonsense ou o inverossímil de forma criativa. Nonsense como os filmes do Monty Python, inverossímeis como a série Cubo, ou ambos – como "Quero ser John Malkovich".
Esse "Mais estranho que a ficção" encaixa-se perfeitamente e espetacularmente na categoria dos ‘Ótimos filmes inverossímeis". É a história de um metódico fiscal da receita chamado Harold Crick, interpretado pelo ogro Will Ferrel.
Harold Crick tem uma vidinha ordinária. É daqueles caras metódicos que faz a mesma coisa todos os dias, do mesmo jeito, na mesma hora. Escova metodicamente os dentes, contando quantas escovadas dá. Conta azulejos num piscar de olhos, graças à sua nata afinidade matemática.
Num belo dia, nosso metódico amigo Harold Crick ouve uma voz feminina narrando a vida dele em tempo real. Embora assustado de início, Harold (já disse que ele é metódico?) descobre que é como se a vida dele estivesse sendo narrada – como num livro – e vai se acostumando com a voz. Num belo dia, a ouve dizer "Mal sabia ele… que isto o levaria à morte iminente.".
Desesperado, busca ajuda de um outro escritor (que faz as vezes de psicólogo) pra tentar entender o que a virtual escritora deseja. E, ao mesmo tempo em que busca encontrar uma saída para a profética morte, começa a "viver a vida" de forma menos metódica, encarando seus medos e realizando as vontades mais malucas – sempre em companhia de seu misterioso relógio de pulso.
É um filme interessante por vários aspectos: Por podermos ver Will Ferrel fazendo um papel ‘sério’; por causa de certos infográficos inseridos em determinadas cenas – como se fosse a imaginação "computadorizada" de Harold; e até mesmo a inverossimilhança do fato de que o cara é personagem real de um livro escrito por uma mulher real. Vale lembrar, também, que "Mais estranho do que a ficção" faz várias homenagens a matemáticos famosos (Pascal, Eiffel, Escher, etc).
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| Infográficos. Dão um toque bem legal ao filme. |
Parece confuso, mas o filme é bastante hábil em deixar as coisas simples. É bem legal ver o personagem de Ferrel se desenvolver e interagir com os demais. E o filme sabe ser tocante sem ser piegas.
Recomendo.
(crédito pela foto dos infográficos: http://www.trollback.com/blog/?m=200705)



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