|
|
| Seja sincero, você alugaria ISSO pela capa? |
Estávamos eu e a Dona Encrenca tentando alugar filmes naquelas máquinas Cinebank de DVD (tem uma no Extra da Brigadeiro), quando ela me pergunta: "E esse Mestre da Vida, você já viu?".
Respondi que não, e fui ver a capinha. Tinha cara de filme PIEGAS, e o nome só reforçava isso. "É filme de auto ajuda", repliquei. E, pior ainda, não tinha nenhum ator conhecido nos papéis principais. O velho na foto parecia o Gandhi.
Levei sob muita insistência, e avisei a ela: "Se for uma merda, vou te zoar até a morte".
Bueno: Tentei assistir com a patroa, mas o meu DVD player não tava lendo o disco. Depois, sozinho em casa, resolvi assistir no notebook.
O começo do filme é piegas até não poder mais. Começa uma narração de um cara falando sobre o passado, etc, estilo "Anos Incríveis", e logo mostra ele mais novo, em 1974, acho, iniciando na pintura. Até me animei porque vi que há atores conhecidos (pelo menos 2): Ray Liotta e o Ron Perlman (Hellboy).
Enfim: Só lembro que o nome do tal cara é John, quer ser pintor e é incompreendido pelo pai, que pensa que ele é meio viado. Amigos, nenhum. Num belo dia, ele descobre que um dos pintores que ele mais admira mora perto dali. Tenta visitá-lo e, claro, o velho o recebe da forma mais fria possível. Depois de muito insistir, o mestre aceita ensiná-lo na arte da pintura e pergunta: Você pinta como eu pinto?
Tá bom, essa pergunta é mentira. Mas ele aceita mesmo treinar o moleque e eles viajam juntos pra casa de campo do velho – que se chama Nicholi Seroff (o pintor, não a casa).
Daí pra frente, dá a impressão que você está assistindo a "Karatê Kid". O velho é meio ranzinza, boca-suja, e bota o moleque pra fazer diversas tarefas domésticas, como pintar a varanda, consertar o quarto, etc.
Nesse meio tempo o guri conhece uma vizinha loira de nome Carla e rola meio que uma paixão à primeira vista. E daí pra frente o filme vai se desenrolando, mostrando o guri meio puto por ter que trabalhar como escravo e não receber aulas de pintura, até culminar num final mais óbvio que nascer cearense no Ceará.
Resumindo tudo, não é o pior filme do mundo como eu pensei. Mas também está ERAS longe de ser um ótimo filme. E pintura, convenhamos, não é o mais interessante dos assuntos. Poderia ser sobre culinária, futebol, dar o cu, ou até karatê, como eu disse acima.
Passe longe.
É uma vergonha, eu sei, mas só hoje percebi que não havia uma categoria LIVROS aqui no Sobrenada. Acho que é pela falta de tempo pra ler nestes últimos anos… ou simplesmente por falta de vergonha na cara. Claro que li alguns livros nesse meio tempo, mas sinceramente não sei porque ainda não havia resenhado nenhum.



Recent Comments