Apps pagos já estão disponíveis no Android Market

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Desde ontem, usuários brasileiros do Android já podem comprar apps pagos no Android Market.

Não é necessário nenhuma atualização de software, firmware ou o escambau: basta acessar normalmente o Market e ver a nova disposição dos aplicativos. Agora já é possível usar 3 tipos de filtros: Aplicativos Pagos, Aplicativos Gratuitos e Novos Aplicativos (que engloba ambos). Todos os preços já aparecem convertidos em reais – o que é uma mão na roda, convenhamos.

Android Market

Para comprar, você necessita de uma conta no Google Checkout. É muito simples – basta cadastrar um cartão de crédito e endereço de cobrança. Qualquer cartão de crédito brasileiro serve (chupa, Apple).
Ao comprar um app, o Market exibe seus dados da Google Checkout e pronto: com apenas um clique (neste caso, uma dedada) você comprou seu aplicativo.

Android Market

O mais interessante disso é a política de reembolso (pelo menos nos 2 apps que comprei): Ao entrar no Android Market e clicar em um app adquirido, você notará o botão “desinstalar e reembolsar”. Ou seja, dá pra desinstalar o app e pegar o dinheiro de volta. Mas ATENÇÃO: só é possível ser reembolsado da primeira vez que se desinstala o aplicativo. Se você comprá-lo de novo, pode até desinstalar – mas não receberá seu dinheiro de volta.
De qualquer forma, é uma excelente política com o consumidor. Só não sei se existe prazo para este reembolso. EDIT: vale para as primeiras 24 horas.

Se você tem cartão de crédito e está procurando bons apps pra enriquecer a sua experiência com o Android, essa é a hora. De quebra, ficam 2 dicas aí pra vocês:

Android Market

Minha homescreen com Beautiful Widgets
e LauncherPro Plus.


- LauncherPro Plus:
É um launcher que substitui com vantagens o original. As animações são MUITO mais fluidas e os widgets são extremamente úteis, além de possibilitar até 9 home screens.

- Beautiful Widgets: (foto) Widget sensacional que exibe hora, tempo/temperatura e data. São trocentas skins e vários mini-widgets muito úteis (e bonitos).

Embora os apps sejam relativamente baratos, é bom não se empolgar. Lembrem-se que ainda existem MUITOS apps gratuitos bons e que resolvem 100% algumas necessidades.
Depois não venham reclamar comigo que estouraram o cartão.

Qual o nome da criança?

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Bebe Wilson

Crássicos Revisitados: Street Fighter II: The World Warrior

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Street Fighter II - Title Screen
Tela raríssima: a máquina nunca ficava livre.

Eu nunca vou esquecer o dia em que eu entrei no costumeiro fliper da Liberdade e vi, espantado, uns 20 moleques em volta de uma máquina. Não conseguia ver quem jogava, tampouco a tela. Mas ouvia gritos e vozes digitalizadas que, até então, eram o supra-sumo da tecnologia.

Era 1991, e eu era um moleque cabeludo de 15 anos.

E quando eu finalmente consegui botar os olhos na tela daquela máquina empesteada de gente, vi algo que transcendia tudo o que já tinha visto em matéria de games.

Dois bonecos gigantes (para os padrões da época) se pegavam na porrada. Um deles, de dogi (kimono de luta) branco e faixa vermelha na cabeça, atirava bolas azuis voadoras em um magricela que esticava os braços por quase toda a tela. As vozes dos personagens, perfeitas, soltavam palavras inintelegíveis como CHORIUGUE e YUGAFAIER.

Aquilo era Street Fighter II, meus amigos. Lendário.

Depois de uns 15 minutos esperando, finalmente consegui jogar. Não sozinho – mas um “contra”, como dizemos até hoje quando tiramos um player vs. player. Me senti mais perdido que cebola em salada de frutas. 6 botões na minha frente, e eu com apenas 5 dedos.

Descobri, a duras penas, pra que serviam os botões. Foi uma mudança completa de paradigmas aprender que não bastava somente pular e apertar os botões desesperadamente: era preciso coordenar movimentos como “meia lua” + soco, “carregar” o golpe, defender com o stick para trás.
E algumas fichas depois e MUITO tempo de pé, comecei a pegar a manha do negócio.

Street Fighter II
Sou brasileiro e não desisto nunca.

Street Fighter II surpreendeu a comunidade dos videogamers por vários motivos: gráficos belíssimos para a época, vozes praticamente perfeitas, mecânica totalmente inovadora. E estratégia, muita estratégia.

Cada personagem tinha seus pontos fracos e fortes. Com o tempo, os moleques começavam a se especializar em um estilo, em um boneco. E dava pra traçar estratégias contra o adversário, dependendo de qual personagem ele escolhia. Dava até pra se julgar uma pessoa pelo personagem escolhido – “O Apelão”, “O Técnico”, “O Mané”.

Aprender a jogar com cada um dos 8 lutadores também foi algo épico. Conceitos totalmente novos. Soco fraco, médio, forte. Aprender a “inverter” os golpes caso estivesse do outro lado da tela. Lutar com estilo. Sim, até isso havia. Chegou num ponto onde não bastava ganhar do adversário: tinha que “matar bonito”: um Shoryuken, um Pilão Giratório.
Assistir aos outros jogando era algo como ver o UFC no pay-per-view hoje.

E assim eu passava os dias no fliper.

É divertidíssimo olhar pra trás e lembrar a mudança cultural que tudo aquilo causou;

  • Os moleques dizendo “solta radúgue”, “choriúgue”; chamando o golpe do Guile de FACÃO;
  • Um monte de gente revoltada pelo fato de o brasileiro ser um animal e morar na Amazônia;
  • Guris soltando o “Spinning Bird Kick” pra ver a calcinha da Chun-Li;
  • Gente brigando de verdade porque o outro “apelou” e “pegou tonto”;
  • Gente abusando do exploit do Guile (aquele que paralisava);
  • A galera que chamava o M.Bison de MISTER BISON;
  • Molecada gritando “faz meia lua e soco” quando, tecnicamente, era 1/4-de-lua;
  • Até hoje não conheço ninguém que pronuncia “Gáil”. Todo mundo fala Guile (como se escreve);
  • Discussões infindáveis sobre como quebrar o carro em menos tempo (bonus stage);
  • A famosa “apelação” de dar rasteirinha rápida e logo em seguida agarrar; enxágue, repita.
  • O “Tiger ROBOCOP”;
  • Gente que dizia que o efeito parallax do cenário era 3D;
  • Gente comprando SuperNES só pra ter Street Fighter II em casa;
  • A lenda do Hadouken Vermelho – um glitch que fazia o Hadouken normal sair, bem… vermelho. A molecada pirava em mil teorias que tirava mais energia, era o “radugue perfeito”, etc;
  • A outra lenda do golpe secreto da Chun Li, onde ela tirava os braceletes e arremessava no oponente;
  • A clássica brincadeira de Primeiro de Abril da revista GamePro, dizendo que Sheng Long (mestre de Ryu e Ken) aparecia no final caso o jogador finalizasse o game vencendo todos os rounds com Perfect, sem perder nenhum.

Eu gostava de ir treinar e jogar nos flipers da Liberdade, só pra depois ir ao arcade do shopping e esmerilhar com os filhinhos de papai. Eu ficava a tarde toda com uma ou duas fichas – a contagem de Win acima do placar chegando a 30 enquanto os moleques gastavam toda a mesada tentando me tirar da máquina. Virava questão de honra.
Uma horda assistia hipnotizada – como disse, era quase uma UFC em forma de pixels.

De lá pra cá, a Capcom criou história com a série Street Fighter.
Trocentas cópias surgiram – Mortal Kombat, Fatal Fury, Killer Instinct – só pra citar alguns. A própria Capcom reinventou seu blockbuster e lançou outras versões: Champion Edition (mestres selecionáveis), Hyper Fighting, New Challengers (4 novos lutadores), entre outros – a última versão é a Super Street Fighter 4, para os consoles de nova geração. O gênero dos games de luta surgiu, evoluiu, e conquistou milhões de fãs.

E hoje, 20 anos depois, eu ainda gosto de usar o emulador pra jogar o “velho” Street Fighter II. Sem Super Combos, sem barra de Especial, sem ultra-finish-sei-lá-o-quê.

Só o bom e velho Ryu sentando um lindo CHORIÚGUE no Ken, aquele viadinho.

Street Fighter II
Na fuça, namorado da Barbie.

Leia também:

Street Fighter 4 [PS3]
Street Fighter Legacy
Super Street Fighter II Turbo HD Remix

iPad: Review – o Conceito

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iPad Review parte 2 - Conceito

Pois bem: continuemos o review sobre o iPad. Na primeira parte, abordamos algumas questões sobre o hardware e o sistema operacional. Mas como é que este conjunto se comporta no dia-a-dia? Quais as limitações? E como o iPad se adequa ao conceito de tablet?

Quando os primeiros rumores sobre o iPad surgiram, lembro que eu (e mais 99% da população terrestre) pensou: PRA QUÊ diabos vou precisar disso? Era, em tese, um computador portátil sem teclado e touchscreen. Ora, a HP já tinha alguns modelos de notebook tipo tablet, e empresas como a Nokia e Archos já tinham mini-tablets com capacidade pra acessar a internet e mídia.

Conforme as especificações foram confirmadas, o frisson só aumentou: Sem USB? Sem Flash? Sistema operacional de telefone? Por que trocaria meu notebook por um desses?
As pessoas não conseguiam posicionar o produto em uma categoria. A PRÓPRIA APPLE não conseguia (ou não queria) posicionar o produto em uma categoria. E isso gerou uma confusão na cabeça das pessoas, lembrando-me inclusive a fábula do corvo e do cisne – dizem que o corvo, no desejo de ser lindo como um cisne, arrancou suas próprias penas, colou penas de cisne no próprio corpo, e tentou juntar-se a eles. Foi ridicularizado. Tentou voltar para o bando dos corvos, e foi igualmente rechaçado.

Ou seja: o iPad foi criticado pelos que o consideravam um notebook (a grande maioria), e também foi criticado por aqueles que o posicionaram na categoria media player / celular / ebook.

E Steve Jobs, em tese, sabia disso – e sua intenção, muito clara agora, era ser o primeiro a entrar nesse novo mercado. Não tem USB? Nem flash? Nem câmera? Foda-se, foi o pioneiro! Deixe as mudanças para o próximo modelo, o importante agora é CRIAR e DOMINAR esse mercado.

Por isso, o iPad não é nem corvo e nem cisne. Analisemos então este “novo” conceito:

O Conceito
Algumas pessoas começaram a pregar por aí que o iPad é o futuro da computação pessoal, o verdadeiro PC (personal computer). Um multigadget, que pode se transformar num livro, ou num mp3 player, ou num leitor de emails. E que seria responsável pela “inclusão digital” (entre aspas mesmo) de gente que não têm habilidade com computadores, como aqueles seres extraterrestres chamados “pais e mães”. E avós.
São pessoas que apanham de sistemas operacionais completos e usam 1% do que a máquina oferece. Querem ver email, sites, vídeos, fotos, um joguinho aqui ou lá. E sempre levam bronca porque abrem email com vírus, desconfiguram tudo, apagam fotos sem querer.
Pois bem, o iPad serviria para estas pessoas. Para descomplicar.

O ESCAMBAU QUE É.

Ora, peça a esta mesma vovozinha para usar o iTunes e colocar músicas no iPad. Ou configurar a conta de email no aparelho. Ou sincronizar uma pasta de fotos entre desktop e iPad.
Porra, se a pessoa não sabe nem abrir as fotos no desktop, como é que saberia jogar tudo isso pro iPad? E usando um software PORCO como o iTunes ainda por cima?
Desculpaí, gente. Mas quem acha que o iPad veio facilitar a vida desse povo está MUITO enganado. A porra do iPad não vem NEM COM UMA MERDA DE MANUAL!

Grande parte dos aplicativos disponíveis também não ajuda. Não são amigáveis, não deixam claro onde clicar, e muitos usam gestures “personalizados” – diferindo de app para app. Deslizar 2 dedos na tela em um app tem um significado totalmente diferente em outro, e por aí vai.

É o que eu disse lá em cima. Público alvo. O iPad NÃO É para leigos ou analfabyticos. Fazer download de aplicativos ou arquivos é sofrível. Não há um Gerenciador de Arquivos para saber onde estão salvas as suas coisas – e mesmo se houvesse, seria inútil porque temos que usar o iTunes pra sincronizar tudo. Em tese, não dá pra copiar um simples arquivo para o iPad sem fazer o mesmo passar pelo iTunes.

Não fosse por ele, minha opinião seria outra. O aparelho em si é fácil de usar, responsivo e relativamente rápido. Mas fazer com que o usuário médio ou leigo dependa de softwares toscos pra fazer TUDO, é a morte. MATA o aparelho e este conceito de “novo PC”.

Quem vê o iPad na mão de um amigo, ou na loja, realmente fica maravilhado. Ouve as músicas, vé vídeos, acessa a internet, vê livros sendo folheados como se fossem reais. Até joga games 3D com total fluência. E sai elogiando – PUTA TRECO LEGAL. E aí compra, leva pra casa, e quer MORRER quando vê a dificuldade de se TRANSFERIR, CONFIGURAR OU COMPRAR tudo aquilo que ele viu na loja. É a grande diferença de se MEXER num iPad e TER um iPad – é fácil virar as páginas de um e-book, mas vá COMPRAR um livro online. Ou sequer abrir a porra da conta na AppStore e transferir os livros pro iPad.

Portanto, se você pensa em dar um iPad pro seu pai, mãe ou tia que não sabem mexer em computador, DESISTA DA IDÉIA. Ou prepare-se para a) ser um eterno helpdesk deles ou b) ver um iPad acumular poeira no canto. O grande problema é depender do iTunes pra tudo.

E esse lixo merece um capítulo especial:

iTunes
Essa é a maior aberração que Steve Jobs já criou. O software mais ridículo da face da Terra. É lerdo, pesado, ineficiente, nada intuitivo, e extremamente limitado. Não serve pra PORRA nenhuma. Acessar a AppStore por ela é traumático. Ouvir músicas ou vídeos via iTunes é revoltante. E ter que usar essa joça pra fazer a ponte com o iPad é a antemão de tudo o que o “simplificador” Steve Jobs prega nos seus produtos.

iTunes
Não posso nem usar pra construir armas nucleares.

Leigo NENHUM usa esse software com facilidade. Primeiro porque ele roda (?) com extrema dificuldade em computadores mais antigos ou menos parrudos. Segundo porque tem 30MB e leva anos pra baixar em conexões lentas. Terceiro porque é OBRIGATÓRIO. E não me venha falar em Jailbreak – não é coisa para leigos.

Assim que o iPad chegou, liguei ansioso para testá-lo. Fui saudado com uma tela sem-graça me mandando plugar no iTunes – sem isso, ele não funciona.
O micro da empresa não me deixava instalar o iTunes. Tive que esperar chegar em casa para poder instalar o iTunes – não sem antes aguardar o download do programa.

Instalei, pluguei o iPad. Tive que abrir uma conta na Apple. Fiz o primeiro sincronismo, e só aí pude usar o iPad. Apple, eu te odeio.

 

O que é o iPad então?
Não me entendam mal: o iPad é ótimo. Mas é pra poucos.
Não é notebook. Nem celular. E nem um ebook reader. O iPad é… um iPad – um multigadget. Serve pra um monte de coisas, e não presta pra tantas outras. Mas veremos isso na próxima parte do review.

Fiquem ligados.

Todo lar precisa de um Harvey

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Seguindo a máxima ‘comercial com nenê e animais sempre dão certo’.

[youtube]EmzgkMsf_GQ[/youtube]

Condicionamento Clássico (no colega de quarto)

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Um cara decidiu testar o condicionamento clássico (pavloviano) em humanos. Mais precisamente, no colega de quarto: antes de atirar no infeliz com uma pistola de ar comprimido, ele toca uma gravação.

Eu ri.

[youtube]Eo7jcI8fAuI[/youtube]

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