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iPad: Review (Hardware/iOS)

Por Sobrenada; Categorias: Gadgets 4 comentários »

iPad - Review


Pois é, amigos. Acabei me rendendo ao iPad por conta de algumas necessidades (abaixo) e, confesso, um certo espírito de EARLYADOPTISMO. E como sabemos, o early adopter sempre se fode. Mas se diverte.

Como o guru Pedro Burgos narrou maviosamente lá no Gizmodo, é impossível fazer um review do iPad sem se prolongar nas análises. Ainda mais um aparelho que, em tese, redefine muita coisa em termos de conceito.

Por isso, vou separar o review por partes. Nessa aqui, vou comentar somente sobre o hardware e o sistema operacional (iOS 3.2.2) do iPad. Depois comentarei sobre o Conceito, "usabilidade prática" e até mesmo sobre a própria Apple - e o quanto a filosofia teimosa de Steve Jobs contribui (positiva ou negativamente) para o aparelho.

Antes, meu perfil de uso, não necessariamente em ordem de importância:
- Filmes e música;
- Leitura (ebooks, revistas, quadrinhos);
- Internet e (odeio o termo) mídia social;
- Trabalho (Office, Suítes gráficas, projetos);
- Games;
- PIM (personal information manager - ou uma espécie de agenda/diário/calendário/etc)

Pois bem, vamulá:


É BÃO:
- Tela capacitiva de vidro: é lisinha, super glossy. Dizem que é Gorilla Glass, mas nem Apple nem Corning (fabricante do GG) confirmam. E responde muito bem ao toque, com ótima precisão. A resolução? 1024x768 (não é lá grande coisa). A qualidade das imagens é ótima vista de qualquer ângulo graças à tela com IPS (in-plane switching).

- Traseira de alumínio: tem textura acetinada, bem agradável ao toque. Mas parece riscar fácil, o que torna quase obrigatório um daqueles cases medonhos. E de que adianta ser bonito, se praticamente obriga você a usar um case pra não riscar?

- OS rápido: é praticamente um port do OS do iPhone, só que pra iPad. No novo hardware do iPad, o sistema é rápido e responsivo. os 256MB de RAM é que fodem o esquema, tornando algumas atividades um pouco mais lentas ou limitadas (cof cof Safari cof cof).

- Acelerômetro:
é bom, preciso e rápido. O iPad percebe de forma eficiente e precisa quando você vira a tela pros lados ou de ponta-cabeça, alternando entre retrato e paisagem. Visualmente, há uma animação - e não uma mudança brusca de um modo para o outro. E isso faz muita diferença.

- Bateria: O truque do tio Jobs foi meter DUAS baterias no iPad (do tamanho das baterias do iPhone). O resultado é um aparelho que realmente dura as 10 horas prometidas. Se o uso for modesto, aguenta até um pouco mais.

 

É MARROMENO:
- Os speakers têm volume decente , mas o som sai por um único speaker na parte de baixo do aparelho, matando qualquer efeito estéreo. De qualquer forma, se for usar o iPad pra ouvir música, a melhor experiência é, disparada, ouvir com fones de ouvido.

- Botões de liga/desliga e volume são bem espartanos. Feios, eu diria. Os botões do iPhone 4 são bem bonitos - o iPad poderia ter usado algo semelhante.

- Ausência de câmera: Na boa, pra mim não faz diferença alguma. Nunca usaria um iPad pra TIRAR fotos. Videoconferência? Meh. Faz uns 4 anos que uso celulares com câmera frontal e nunca fiz uma chamada de videofone sequer. Só botei aqui em MARROMENO porque tem gente que faz questão.

- A tela super glossy é ruim pra leitura debaixo do sol. Não que você vá usar especificamente pra isso, mas é ruim. Não conte com o iPad pra qualquer tipo de atividade externa sob o sol.

- Dizem que esquenta. Eu, particularmente, não percebi isso (ainda).

- Itens inclusos no pacote: A caixa do iPad contém: o aparelho, um carregador + cabo usb e um "manual" PORCO, que só serve pra mostrar onde ficam os botões do aparelho. Só. Não tem fone de ouvido, dock, cd com o lixo do iTunes, músicas ou vídeos sample, flanelinha. Já disse que não vem com manual? Por sorte, alguma boa alma montou um manual que tem circulado pela web: procure por "iPad: The Missing Manual" no seu torrent favorito.

- O sistema operacional
é meio amarradão - bem característico de um SO de telefone. Até o Android tem trocentas opções de configuração e personalização. No caso do iOS3.2.2., não dá pra mexer em muita coisa. Widgets? Launchers? Pode esquecer. Mas não deve incomodar a maioria dos consumidores.

- Embora a bateria seja ótima, ele não carrega se conectado ao USB de um PC (somente dos Macs mais novos). PORÉM, isso tem solução. PCs mais novos podem usar um programinha da Asus (mas que funciona em várias marcas) que habilita a "energização" de gadgets via USB. É o AiCharger - pegue AQUI (no bom sentido).

- O teclado virtual
é melhor do que eu pensava, mas não se compara ainda ao teclado hardware. Isso no modo paisagem. No modo retrato é bem meia-boca, mas a estrutura do iPad possibilita segurar o aparelho com as 2 mãos e digitar usando os dedões (tipo um gamepad). Arresorve.

- O processador é até rápido, mandando bem nos joguinhos 3D (qualidade de PS2, digamos assim) e nos aplicativos. Mas na hora dos vídeos, falta punch. Um exemplo: Ao executar o VLC player (player para filmes), ele não consegue rodar filmes .mkv de 720p ou mais. A mensagem que o app dá é que o PROCESSADOR não aguenta. Se é culpa do processador ou do app, eu já não sei. Farei mais testes com arquivos HD nativos (.mov).

- 3G: Como me disse o Burgos, o 3G é meio inútil. Primeiro porque, na maioria das vezes em que EU uso, estou coberto com wifi (trampo ou em casa). Segundo porque posso usar a internet wifi do Milestone. Terceiro porque o iPad usa aquele MINISimCard, o que faz com que você a) corte seu simcard existente ou b) tenha que ir até a operadora trocar/reivindicar outro. E pagar, claro.

 

É RUIM:
- Entradas USB: Já cansaram de falar por aí, mas vou engrossar o coro porque realmente faz falta. Não estou dizendo entrada para CABO, como costumamos ter nos celulares, porque isso o 10-pin cable da Apple resolve - é por meio dele que você liga o iPad a uma entrada USB do computador. O que falta mesmo é uma entrada USB tradicional, pra plugarmos pendrives, câmeras ou até mesmo nossos smartphones no iPad. A Apple criou um adaptador que permite plugar câmeras fotográficas ao aparelho - porra, puta gambiarra.

- O formato abaulado da traseira: O iPad tem as bordas traseiras mais finas, o que garante um aspecto mais bonito e faz o treco parecer mais fino. Mas este fator, aliado à traseira acetinada (e lisa) geram um efeito colateral desagradável: aumenta o risco de fazer ele escorregar das mãos. É difícil de explicar com palavras, mas tente segurar uma pirâmide pelo topo: Quanto mais você aperta, mais ela tende a escorregar pro lado oposto - e com impulso, ainda por cima.

iPad - Bordas
Segurar assim, com o dedão paralelo à moldura, não dá firmeza.
E a borda convexa da traseira não ajuda em nada.


- A moldura:
É outro problema. Dependendo do caso, ela pode ser muito larga ou muito estreita. Para segurar o iPad nas mãos, como um caderno, a largura da moldura é suficiente caso você segure com o polegar paralelo à tela (como na foto acima). Só que esta posição não dá firmeza nenhuma e prejudica ainda mais o efeito pirâmide explicado acima. Se você for usar o iPad como ebook, piorou: é impossível segurar ele deitado de barriga pra cima. Tá bom, também não dá pra fazer isso com um livro normal (ainda mais se for grande), mas porra, o Kindle permite isso na boa.

- O peso: Não acredite em quem diz que o iPad é leve. Não é coisa nenhuma - 720g (modelo 3G) incomodam bastante na maior parte das utilizações (que geralmente são feitas com uma mão só). Isso faz com que a posição mais cômoda de usar o iPad continue sendo o colo ou apoiado numa mesa - sim, exatamente como fazemos com o "ultrapassado" note/netbook. E como disse acima, tentar ler deitado na cama, segurando o iPad sobre a cabeça, é cruel.

iPad - Ler deitado
Agora tente fazer isso com o iPad e uma mão só.


- Multitarefa:
Realmente, o iPad NÃO é multitarefa. Confesso que não atrapalha TANTO assim, mas faz falta - principalmente para apps como MSN, Skype e afins. Ter que sair do Messenger pra poder abrir um email é uma puta sacanagem. As notificações também são um saco: receber uma PORRA de uma popup no meio de outra atividade (jogos, por exemplo) é triste, muito triste.
Neste caso, tiro o chapéu pro Android, que notifica você na barra superior caso receba um email, sms, atualização e qualquer outro tipo de coisa. A multitarefa está prometida para o novo iOS4, em Novembro. Veremos.

Enfim. É basicamente isso sobre hardware/software, macacada. Claro que ainda estou em fase de experimentação e meus conceitos podem mudar - ou a lista acima pode aumentar. Mas como eu disse lá em cima, são as PRIMEIRAS impressões.

O que realmente me INCOMODA DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS, é a PORRA DO iTunes. Esse lixo em forma de software. O iTunes, por si só, é capaz de arruinar a experiência com o iPad, com a interface amigável do aparelho, e também com as ótimas possibilidades que o iPad tem. Mas isso fica pro próximo capítulo do review.

Até lá!

iPad Menina
iTunes, Apple? Sério? Vai tomar no cu.

LG Scarlet X120 G

Por Sobrenada; Categorias: Gadgets 1 comentário »

Link: http://www.lge.com/br/informatica/netbook/LG-X120-G.B7BLP1-1100.jsp

LG Scarlet X120 G


Dona Encrenca precisava dar um upgrade no netbook (um Asus EeePC 900) e falei: Compre outro. Primeiro porque netbook fazer upgrade em netbook é limitadíssimo, e segundo porque os preços dos novos estão bem baixos.

O LG Scarlet X120 acabou sendo a melhor opção: além das especificações abaixo, vinha com o modem 3G embutido - raridade nos modelos do mercado.
Também aproveitamos a semana de ofertas da Fast Shop, que tava vendendo um monte de cacareco com preços lá embaixo.

Seguem abaixo as especificações, prós e contras do aparelho:

SPECS:
- Processador Atom N270 de 1.6 GHz
- HD de 160GB SATA
- Tela de 10,1" LED, com resolução de 1024x576), glossy
- Modem 3G integrado (Ericsson)
- 1GB RAM (máximo de 2GB)
- Wireless (b/g), bluetooth, 3 portas USB 2.0, webcam, leitor de cartões
- Bateria de 6 células
- 1,3kg (levinho)

PRÓS:
- Recurso Smartlink, que possibilita conectar o netbook a outro PC via cabo USB, como um pendrive (copiar arquivos sem precisar ligar o X120)
- Tela possui bom brilho e luminosidade graças aos LEDs
- Peso reduzido e tamanho portátil
- Boa autonomina de bateria, cerca de 3,5h
- Modem 3G embutido

NA MÉDIA:
- O acabamento da tampa é de gosto discutível. É emborrachado, fugindo do padrão. Eu gostei, embora seja bem incomum. O detalhe vermelho tá sobrando ali, mas "tem que ter" porque é da linha Scarlet. Blé.

CONS:
- Resolução de 1024x576 é desproporcional, e faz com que algumas janelas de determinados programas fiquem com um pedaço pra fora da tela
- Um único slot para RAM. Se quiser fazer upgrade, não basta apenas inserir mais um: Tem que substituir.
- Teclado de bom tamanho, mas poderia ser um pouco maior. As teclas "?" e "/" têm difícil acesso.

LG Scarlet X120 G


No mais, é um excelente aparelho, com potência pra aguentar mais do que o simples uso de internet e Office. Acabei instalando o Windows 7 nele, e aguenta numa boa.
Rodei uns vídeos em tela cheia com ele, inclusive jogando (via VGA) para a TV e vai liso. Botar 2GB na maquininha também é obrigatório, visto que o Win7 come 1GB com farinha.

Motorola Milestone (Motorola Droid)

Por Sobrenada; Categorias: Tecnologia, Gadgets 8 comentários »
Motorola Milestone (Droid)


Faz mais ou menos um ano que tou tentando trocar de celular. Meu velho N95 8GB já estava me irritando, mas nenhuma outra alternativa melhor aparecia no mercado. Iphone? Brinquei com um durante um tempo. Não gostei de diversas coisas, apesar de ter gostado de outras.
Nokias? Fora de cogitação porque odeio Symbian. Palms? Não, obrigado.

Também testei o HTC TytnII, e fiquei impressionado. Mas também não era o que eu queria.

E finalmente comecei a reparar mais nas notícias sobre o Motorola Droid. O fato de ser da Motorola, marca que abominava, era o principal contra. Mas o fato de rodar Android me interessava bastante. Até começarem a aparecer os primeiros reviews - todos idolatrando o aparelho.

Por isso, não vou fazer uma resenha tradicional. Vou apenas comentar os principais prós e contras:

PRÓS:

- Android 2.0: Embora o sistema do Google ainda tenha margem pra muita melhoria, é algo impressionante. Evoluiu muito desde a versão 1.0, abandonando aquela cara meio "cartoon" e ganhando uma boa dose de capricho estético. O sistema baseado em Linux também agregou diversos recursos e melhorias - principalmente em estabilidade e compatibilidade.

- Tela: 3,7 polegadas de puro deleite. A resolução de 854x480 pixels é tão boa que é praticamente impossível enxergar um pixel na tela. Tudo é perfeitamente redondinho, detalhado. O texto, por menor que seja, é de uma nitidez impressionante. A qualidade das cores e a iluminação também são muito além da média. Só para efeito de comparação, a resolução do iPhone é de 480x320 pixels. Ah, e a tela do Milestone ainda é capacitiva e multitouch - uma das poucas coisas que admirava num iPhone.

- Google: É quase impossível usar um fone Android sem ter um Google Account. E para quem já é usuário dos seus serviços, nunca foi tão fácil ter tudo configurado e reunido num só lugar. Já na primeira vez que você liga o aparelho, o sistema pede seu login e senha - ou criar uma, caso ainda não tenha (cara, em que mundo você vive?). A partir daí, seu Gmail e demais serviços Google servem de base para seus contatos, contas de email, agenda, calendário, pesquisas, YouTube e demais recursos. É excelente pra quem já usa, como eu disse. E pra quem ainda é virgem de Google, é uma boa chance pra começar a usar.

- Processamento: O sistema como um todo me parece extremamente rápido e responsivo. Não sei se é porque eu acabei de sair de um Symbian, mas achei rapidíssimo. Mais do que o iPhone. O processador do bichinho ajuda - 550MHz via Arm Cortex A8. Também é ele um dos responsáveis pela excelente multitarefa (chupa, Apple) do Milestone. Dá pra trabalhar com VÁRIOS aplicativos ao mesmo tempo, sem deixar o sistema lento ou lotar a RAM (chupa, Nokia). E como o Android é fortemente baseado no Linux, a multitarefa consegue deixar os aplicativos em stand-by com ZERO de processamento - isso significa sistema sempre rápido e sem dreno absurdo de bateria.

- Ligações: Ótimo. A qualidade do som, recepção e chamadas é excelente. O Android 2.0 também gerencia bem o sistema e faz um ótimo trabalho na vinculação dos recursos. Exemplo: clique sobre um contato do Facebook e ele lhe dará a chance de fazer uma ligação telefônica.Ou seja, você não depende só da interface "Discagem" para fazer uma ligação. Dá pra realizar chamadas de praticamente qualquer um dos recursos do fone - contatos, pesquisa, Facebook, etc.

- Tethering: Dá pra compartilhar a internet do seu Milestone com o PC, embora isso não venha nativamente explícito no aparelho (pelo menos não achei aqui). No entanto, por meio de programas como PDANet (gratuito na Android Store) você consegue tethering com apenas um clique. E não precisará nunca mais carregar um modem 3G à parte.

- EDIT: Adicionado em 14/01/10: O Milestone possui o FANTÁSTICO Gorilla Glass. Que porra é essa, perguntaria você.
O Gorilla Glass é um vidro quimicamente reforçado contra quebras e riscos. O resultado? Nada de películas na tela. Pode meter o celular no bolso junto com as chaves, ou na bolsa da mulherada. A tela ficará intacta. Veja mais detalhes sobre o Gorilla Glass AQUI.

Motorola Milestone (Droid)

NA MÉDIA:

- Câmera: A qualidade das fotos é boa. Acima da média até. O problema da câmera do Milestone é, acredito, coisa de software. O autofoco tem um bug chato - demora pra focar, e constantemente é perdido. O Google já anunciou um fix para esse problema.
A interface da câmera é outro perrengue. É pobre demais, com parcos recursos. Embora o N95 8GB também deixasse a desejar, tinha muito mais recursos do que o Milestone.
O "flash" (na verdade, dual led) é aquela coisa padrão de celular. Limitado, quebra um galho.
Como filmadora, o Milestone se sai um POUQUINHO melhor. A resolução de DVD (720x480) é bem interessante, mas 24FPS é ridículo. Muito celular meia-boca do mercado já consegue filmar a 30FPS. Mas pra gravar coisas como "Pedro, devolve meu chip" tá ótimo.

- Composição e Design: O acabamento do produto é muito bom. O slider não tem folgas (chupa, Nokia II), a tela me parece (PARECE) bem resistente a riscos e os materiais usados são de ótima qualidade. Algumas partes têm aquela textura emborrachada que sempre agrada. Os botões também não possuem folga e são bastante responsivos.
O design é do tipo "ame-o ou odeie-o". Quadradão, pesado, fino. Tem poucos botões externos (volume, câmera e power apenas) e possui alguns detalhes em dourado - mas nada muito 'kitsch'.
O teclado QWERTY parece flat, mas tem uma quase imperceptível elevação no centro de cada tecla. E que faz muita diferença na hora de digitar (embora pudesse ser muito melhor).
Há ainda uma inútil tecla direcional do lado DIREITO do teclado. Duvido que alguém sentiria falta se ela fosse removida. Nem pra jogar games presta, porque fica do lado direito (ao contrário dos gamepads padrão). Deveriam ter limado essa joça e aumentado o teclado físico. Mas enfim.

- Multimídia: A qualidade do som é muito boa, devendo agradar os audiófilos de plantão. O fone que vem junto é meio mequetrefe, mas já vi piores - o que veio no meu note HP é horroroso, e o do iPhone é hediondo. Nesse ponto, acho que a Sony supera todos os demais (w800i).
O player original também é tosco. Procure pelo TuneWiki ou pelo Meridian no Android Market - são muito melhores.
Vídeo roda legal, mas não consegui fazer rodar .AVI e DIVX direto no player. Ainda tou testando alternativas.

- GPS: A princípio, parece ter ótima recepção. Roda muito bem no Google Maps pré-instalado. O Google Maps Navigation (sistema gratuito do Google para navegação) ainda não está disponível no Patropi, mas promete. Em vez disso, o Milestone vem com o Motorola Motonav - BEM meia-boca. Você ganha 60 dias para avaliar, mas vai por mim: é uma merda. Resta aguardar o lançamento do Google Maps Navigation, ou ainda outro soft de terceiros.



CONTRAS:

- OFICIALMENTE, só dá pra instalar aplicativos na memória interna do Milestone. São 512MB de memória, mas apenas metade para apps. O SD Card serve, hoje, apenas para mp3, filmes, arquivos pessoais, etc. Google disse que está revendo isso e poderá mostrar surpresas nas próximas atualizações. Aposto que alguém traz uma alternativa antes disso. Até é possível instalar apps no SD hoje, mas é hacking - o que pode ter sérias consequências na sua garantia.

- Rádio FM: Não tem. O que existe é um monte de software pra você usar LastFM, ou ainda o Google Voices que permite podcasts e outras transmissões online. Ou ainda ouvir rádio via internet. Mas Rádio FM mesmo, MESMO, não tem.

- Bateria: Historicamente, um dos maiores calcanhares de Aquiles da Motorola (entre outros). E no Milestone não é diferente - embora não seja o fim do mundo.
Veja bem: Um celular que tem a maior tela do mercado, que usa 3G, GPS, Wifi, que tem um processador de 550MHz. E ainda faz ligação.
A bateria não dura mesmo. Aqui pra mim dura umas 9 horas em uso PESADO - multimídia, internet, tudo ao mesmo tempo. Pra uso "normal", dura bem o dia todo tranquilamente - mas tem que carregar todo dia.
Felizmente o celular carrega via cabo USB, o que permite que você o mantenha plugado no PC carregando. Mas já providencie um cabo extra pra levar pra lá e pra cá.

- Suite / Tunes / Queseja: Um pecado mortal. Diferentemente das demais concorrentes, o Google não disponibilizou ainda um Suite oficial do Android para Desktops. A Apple usa o iTunes. A Nokia usa o Ovi/PC Suite. E no caso do Android, só dá pra colocar conteúdo no celular via SD Card mesmo, como disco removível. Nada de sync de músicas, vídeos, fotos, backups, nada.

Motorola Milestone (Droid)
Dock Multimídia. Um agrado aos consumidores brasileiros.


RESUMO DA ÓPERA

Não é à toa que o Milestone foi eleito o Gadget do Ano pela Time. É um aparelho pra brigar com força total com iPhone - e superá-lo sem surpresas, dependendo do perfil do usuário.
É um celular que tem na internet o seu grande trunfo - então não faz o menor sentido usá-lo em 2G ou planos sem dados (ou pré-pagos). Ao adquiri-lo, tenha em mente que será fundamental a contratação de um bom plano de dados. Se achar caro, ou for inviável pra você, melhor escolher outro celular.

Adquiri o Milestone via Vivo (a primeira operadora que trouxe o aparelho) pelo custo de R$ 499,00 e pacote Vivo 200 minutos + Internet Ilimitada.
É um custo razoável de cerca de R$ 250 reais por mês, que só vai compensar caso você realmente use bastante Internet - o que presumo que seja verdade, já que você se interessou pelo brinquedo e leu essa resenha até aqui.
O Milestone da Vivo ainda vem com um item interessante: o Dock de mesa, que lá fora é vendido como opcional (uns 40 dólares). Além de servir para carregar e sincronizar o Milestone, também ativa um modo exclusivo de relógio/despertador, mostrando também clima e tempo do seu local. Uma bela atitude da Motorola aqui no Brasil (que, diga-se de passagem, tava devendo).

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