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| Notem a simetria proposital para causar estranheza. |
Esse filme tem 2 anos já, mas a motivação pra eu assistir foi engraçada: Uma colega aqui do trampo comprou o filme no camelô e disse pra eu ver, ‘porque era ótimo’.
A caixinha do filme (leia-se envelope com o print da capa) ficou na minha mesa por uns 4 dias. E TODO MUNDO que entrava na sala olhava pra capa e dizia: “Pô, filmão esse!”
Aí fiquei curioso e levei o DVD pra casa, só que era Screener (filmado do cinema) e a qualidade era medonha. Resolvi baixar em 1080p.
E aí é o seguinte. Um casal abastado resolve adotar uma menina porque a mulher, já mãe de 2 filhos, abortou o terceiro mas ainda tem muito amor pra dar. E resolve, no orfanato, levar pra casa a menina Esther.
A partir daí, a história vai se desenrolando mais ou menos como ‘O Anjo Malvado‘. Esther começa a botar as garrinhas de fora e sacanear a família, jogando um contra o outro sem motivo aparente – motivo este que só começa a ficar claro no final do filme.
Como suspense, “A Órfã” é um bom filme. Mas a direção é horrorosa.
Eu gosto de suspenses que deixam o espectador na ponta da cadeira, criando um terror psicológico e inteligente. Só que em “A Órfã”, o diretor abusa dos clichezões: Barulhos e sustos gratuitos, aumentos de volume repentino, câmera que segue o protagonista só pra mostrar que não há ninguém. Até a ridícula cena do espelho que, quando fechado, mostra algo ou alguém. Tudo muito previsível, terror pastelão. A primeira cena do filme, inclusive, é tão desnecessária quanto ridícula.
Outros clichês, como o fato da menina esquisita vir do leste europeu, é praticamente um estereotipismo preconceituoso, assim como o próprio fato de fazer uma criança adotada virar assassina. Porra, isso deve ajudar pra caralho a situação de crianças que realmente precisam de adoção.
Assista, mas sem levar muito a sério.

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