Tags: blog
![]() |
Quando eu era moleque, meus pais costumavam dizer que jogar videogame não me levaria a lugar algum. Era desperdício de tempo, dinheiro, e ainda ia me deixar cego algum dia. Em vez de ficar com a cara grudada na tela, deveria aprender algo de útil pro meu futuro profissional.
Eu confesso: eu extrapolava, sempre fui gamemaníaco doente. Lembro da época dos meus 10 anos, quando começava a jogar NES/MasterSystem depois do jantar e ficava até 1 da manhã. Meus pais me davam um puta esporro, mas não adiantava muito: eu ligava a TV, deixava o volume baixinho e continuava até as 4h. E acordava às 6h pra ir pra aula.
Minhas notas na escola eram uma merda. Também, pudera: eu sabia de cor a sequência correta de chefões de MegaMan 2, mas não os nomes das Capitanias Hereditárias. Conseguia finalizar The Immortal em 2 horas, mas não conseguia ficar 15 minutos lendo um capítulo de Geografia. Só me dava bem mesmo nas aulas de Português e Inglês.
Gostava especialmente dos RPGs, mas não entendia porra nenhuma do que aparecia na tela: Inn? Weapons? Blacksmith? Tudo no idioma bretão.
Roubei do meu pai o Michaelis e fiz um par perfeito com o Aurélio. Scimitar => Cimitarra => Espada longa de lâmina curva. -Ah, tá.
Lembro que aprendi a diferença entre PULL e PUSH jogando Maniac Mansion. E Open. Pick up. Look.
Assim, meu vocabulário e proficiência foram aumentando, assim como meu interesse pela língua inglesa (e pelos games, claro).
E aí chegamos onde eu queria.
Nunca fiz curso, escolinha ou algo parecido. Tive apenas aulas básicas no ensino fundamental.
E hoje, só falo inglês graças aos games.
Na empresa onde trabalho atualmente, sou um dos raríssimos que possuem fluência no idioma. E detalhe: é uma multinacional.
Alguns colegas já receberam um ultimato: têm um ano pra aprender, ou estão na roça. E a situação sempre foi a mesma em todas as empresas por onde passei.
Claro que alguns segmentos de mercado são mais ou menos afetados, mas conheço relativamente bastante gente nessa vida, e posso afirmar: menos de 10% dos meus colegas/amigos/conhecidos se viram bem no inglês. E menos de 5% falam fluentemente.
Não é de se estranhar. Escolas de inglês ministram aulas 1, 2 vezes por semana. Trancam o aluno numa sala e fazem uma espécie de lavagem cerebral apressada, enfiando comida goela abaixo na esperança que tudo aquilo seja mastigado, deglutido e absorvido. À força.
Eu, que aprendi inglês fluente jogando videogame, posso afirmar: o tempo dedicado aos jogos geralmente é muito maior. E divertido, variado, interessante. Jogadores “casuais” brincam pelo menos uma hora por dia. Porra, até o FARMVILLE anda ensinando muita coisa pro pessoal. Crop, harvest. Nomes de legumes, frutas e verduras.
E não é só isso: jogos desenvolvem a capacidade analítica, estratégica e o raciocínio de maneira geral. Possuem um grande potencial para o ensino e a educação - é um PUTA dum recurso audiovisual poderoso. E INTERATIVO, baseado no tripé tentativa – erro – recompensa.
Merece até um outro post só sobre isso, destrinchando propostas e conceitos que usem Games como ferramenta de educação e estudo.
![]() |
| Tô estudando pra caralho, mãe. |
Enfim: no MEU mundo ideal, os professores de inglês diriam aos alunos: - “Como lição de casa, quero que comentem a história de Final Fantasy 9 até o segundo CD”. Professores de História e Geografia nos pediriam para jogar “Where in the World is Carmen Sandiego?” ou “Medal of Honor”. As ‘provas em grupo’ seria praticamente Multiplayer.
E eu orgulhosamente penduraria meu diploma na parede, constando: “Sir Sobrenada, Silverhand MBA Paladin Lvl99.”
Link: http://dispatchesfromtheisland.blogspot.com/

Agora que Lost está quase acabando (presume-se, pelo menos), talvez tenhamos o fim de um dos mais divertidos blogs da Internerd.
Dispatches from the Island é o blog de Jorge Garcia, o Hurley de Lost. E embora este blog não seja recente - e muito menos novidade pra vocês, creio - achei importante citá-lo aqui.
Garcia, além de ter um dos melhores personagens da série, também parece ser um cara gente boa. Seu estilo de escrita é engraçado, espirituoso, e muito divertido. Os posts, em sua essência, falam sobre sua vida particular, suas andanças no Havaí, e de vez em quando algo sobre Lost.
Espero apenas que ele continue a escrever no blog quando Lost terminar.
Link: http://www.27bslash6.com
David Thorne é um gênio. Talvez extremamente irritante e sacana, mas ainda assim um gênio.
Suas hilárias tentativas de irritar seus (não necessariamente) desafetos geram posts e emails impagáveis. São todos verídicos e sensacionais. Uma palhinha (traduzida) de um deles (Overdue Account - Contra atrasada). Acesse o site depois e leia até o final (em inglês).
De: Jane Gilles
Para: David Thorne
Assunto: Conta atrasada
Caro David,
Nossos registros acusam que sua conta está com débitos de $233.95. Se você já fez o pagamento por favor contate-nos no prazo de 7 dias para confirmar que o pagamento já foi vinculado à sua conta.
Atenciosamente, Jane Gilles
- - -
De: David Thorne
Para: Jane Gilles
Assunto: Conta atrasada
Cara Jane,
Eu não tenho grana, então estou lhe enviando este desenho que fiz de uma aranha.
O valor deste desenho é de $233.95, então creio que isso resolve o assunto.
Cordialmente, David
|
- - -
Ele chega a pedir a aranha DE VOLTA depois, quando a mulher recusa receber o desenho. É SENSACIONAL.
Leia todos os artigos, vale cada minuto. Gênio.
Below the Nose - The Official Mustache Database
Por Sobrenada; Categorias: Infernet, Blog Comente! »Link: http://www.belowthenose.blogspot.com
![]() |
É exatamente o que o título deste blog diz - The Official Mustache Database.
Desde 2007, o Below the Nose reúne toneladas de fotos de... bigodes. Vários tipos. Várias cores e sabores. Um melhor (ou pior!) que o outro.
Dica, pessoar: no dia que vocês forem pra Índia, preparem as máquinas... A proporção lá é de 2 bigodes por nariz. Alguns são tão grandes que não são bigodes, são trigodes.
Sorry for the really lame joke.
Mas o bligod blogod blog é bem legal. Acessem.




