Tags: filme
![]() |
Quando o Tarantino e o Robert Rodriguez se juntaram pra fazer "Grindhouse", criaram uma série de trailers de filmes fake.
Acabou que esses trailers ficaram divertidíssimos e houve uma verdadeira comoção para que fossem transformados em filmes de verdade. Um dos primeiros, Machete, foi lançado ano passado (resenharei em breve, preguiça) e foi muito bem recebido. E agora chega Hobo With a Shotgun (ainda sem título patropiano).
História, se é que faz diferença: Rutger Hauer (esse cara é muito foda) é um mendigo cujo único objetivo na vida é comprar um cortador de grama. Acaba indo perambular em uma cidade sem lei e, onde começa a presenciar crimes bárbaros - até ele mesmo tornar-se vítima da violência.
Salvo por uma prostituta boazinha, o mendigo (que nem nome tem) resolve tomar uma providência e, armado com uma shotgun, resolve sair pela cidade fazendo justiça com as próprias mãos (no bom sentido, é claro). Seu lema? "Trazendo justiça, um cartucho de cada vez". Hahahaha, sensacional.
Embora não seja dirigido pelo Tarantino, o filme é recheado de carnificina e banho de sangue. E é claro que, assim como Machete e Grindhouse, deve ser assistido sem nenhuma pretensão mais profunda em termos de enredo ou mensagem. É diversão grotesca, kitsch, 'B', pura e simples. É gratuito, é sensacional.
E acho que uma das coisas mais espetaculares deste filme (e que o Tarantino também costuma fazer nos filmes dele) é judiar dos personagens. Sem dó. Você tá lá, se afeiçoando ao mendigo ou à coadjuvante, e BAM - acontece algo bizarro, cruel, hediondo, um murro na fuça do personagem e do espectador.
Diversão garantida pra quem é fã do gênero.
Trailer:
Crássicos Revisitados: Três Homens em Conflito
Por Sobrenada; Categorias: Cinema e TV, Crássicos Revisitados 2 comentários »Vi esse filme há muito, muito tempo, quando ainda era um guri de 9 e poucos anos. E curiosamente, só neste mês, 25 anos depois, já assisti a ele duas vezes, em toda a glória do Full HD. Nesta última, o Menaum tava falando do filme e me deu vontade de ver de novo.
Três Homens em Conflito (e seu horroroso título tupiniquim) conta maviosamente a história de - ahem - três homens de índoles peculiares e diferentes, cujos destinos se cruzam na busca por um tesouro enterrado. Como o título original entrega (The Good, The Bad and The Ugly), temos Clint Eastwood no papel de Blondie, o pistoleiro "bom"; Eli Wallach, encarnando o cômico e impagável Tuco; e Lee Van Cleef como o inescrupuloso Angel Eyes.
![]() |
| O Bom (Clint Eastwood) |
É um filme praticamente perfeito em sua condução. Sergio Leone conduz todas as cenas com maestria, desde a introdução dos personagens (praticamente 1o minutos sem diálogo), passando pelo decorrer da história e desenvolvimento dos personagens, até o clímax deliciosamente clichê e faroestiano.
Aliás, é no desenvolvimento dos personagens que reina o mérito do diretor. Tirando Blondie, Tuco e Angel Eyes, não há nenhum outro personagem de destaque no filme. E como todas as cenas estão centradas invariavelmente em um dos três, a profundidade de personalidade de cada um deles é impar, IMPECÁVEL. Nada mais natural pra um filme que se chama "O Bom, o Malvado e o Feio".
![]() |
| O Mau (Lee Van Cleef) |
As interpretações são um show à parte. Embora Clint Eastwood ainda tivesse um jeito meio canastrão, seu carisma é inegável - além, é claro, do olhar penetrante que lhe é marca registrada. Lee também esteve perfeito para o papel do sujeito mau e astuto.
Mas é Eli Wallach que rouba a cena com seu Tuco. O 'Feio' é, sem dúvida, o mais interessante dos personagens - e de melhor atuação.
Seu caráter é dúbio como propositadamente foi elaborado - é mesquinho, egoísta, mas não necessariamente vil. É cômico e sacana, atrapalhado e habilidoso ao mesmo tempo. Suas ações são sempre uma surpresa - inclusive para os outros dois personagens.
![]() |
| O Feio (Eli Wallach) |
Claro que existem cenas descartáveis e fracas. A bagunça toda que foi criada para que Tuco e Blondie atravessem o Rio Grande, por exemplo, é totalmente desnecessária (vale apenas pelo aspecto político/ histórico). E algumas das situações do tipo "salvo pelo gongo" em que os dois se metem são inverossímeis demais, o que acaba se tornando cômico.
A trilha sonora de Ennio Morricone é clássica e ditou padrões, um verdadeiro marco dos faroestes. O cara é foda: temas como os de 'A Missão', 'Os Intocáveis', 'Bastardos Inglórios', entre mais de 500 já criados para cinema e TV, são dele. E mesmo quem nunca assistiu a este filme certamente reconhecerá o tema principal. Uma das composições, inclusive, é usada há anos pelo Metallica como introdução dos shows. Poucos filmes hoje têm uma trilha que case tão perfeitamente com o filme como esta.
E o duelo final, tenso, de um suspense interminável? E a cena final, tão divertida quanto apreensiva?
É por estas e outras que "Três Homens em Conflito" é um clássico imortal. Resta torcer, por tudo o que é mais sagrado,para que não inventem de fazer um remake e estraguem essa obra-prima do faroeste.
Trailer:
![]() |
Filme besta e piegas sobre Charlie, um cara que era velejador junto com o irmão guri (Samuel). Depois de um acidente de carro, onde Samuel morre, Charlie se vê preso a uma promessa que fez quando ele ainda era vivo. E por conta dessa promessa, acaba deixando de viver a própria vida, até que conhece Tess, uma mina velejadora, e se vê dividido entre ela e o irmão. Que já morreu.
Ou seja, o irmão morto é um puta empata-foda.
Pois é, a história é um romance chato pra caralho. E o filme é meio espírita (acho), com essas coisas de alma que não vai embora, missão para cumprir, etc. Só Charlie consegue ver o irmão, e ele meio que vê a tal da Tess sendo que ela nem morreu. E nem ele.
Pra quem gosta de romance melado com um toque espiritual, é um prato cheio.
![]() |
| Notem a simetria proposital para causar estranheza. |
Esse filme tem 2 anos já, mas a motivação pra eu assistir foi engraçada: Uma colega aqui do trampo comprou o filme no camelô e disse pra eu ver, 'porque era ótimo'.
A caixinha do filme (leia-se envelope com o print da capa) ficou na minha mesa por uns 4 dias. E TODO MUNDO que entrava na sala olhava pra capa e dizia: "Pô, filmão esse!"
Aí fiquei curioso e levei o DVD pra casa, só que era Screener (filmado do cinema) e a qualidade era medonha. Resolvi baixar em 1080p.
E aí é o seguinte. Um casal abastado resolve adotar uma menina porque a mulher, já mãe de 2 filhos, abortou o terceiro mas ainda tem muito amor pra dar. E resolve, no orfanato, levar pra casa a menina Esther.
A partir daí, a história vai se desenrolando mais ou menos como 'O Anjo Malvado'. Esther começa a botar as garrinhas de fora e sacanear a família, jogando um contra o outro sem motivo aparente - motivo este que só começa a ficar claro no final do filme.
Como suspense, "A Órfã" é um bom filme. Mas a direção é horrorosa.
Eu gosto de suspenses que deixam o espectador na ponta da cadeira, criando um terror psicológico e inteligente. Só que em "A Órfã", o diretor abusa dos clichezões: Barulhos e sustos gratuitos, aumentos de volume repentino, câmera que segue o protagonista só pra mostrar que não há ninguém. Até a ridícula cena do espelho que, quando fechado, mostra algo ou alguém. Tudo muito previsível, terror pastelão. A primeira cena do filme, inclusive, é tão desnecessária quanto ridícula.
Outros clichês, como o fato da menina esquisita vir do leste europeu, é praticamente um estereotipismo preconceituoso, assim como o próprio fato de fazer uma criança adotada virar assassina. Porra, isso deve ajudar pra caralho a situação de crianças que realmente precisam de adoção.
Assista, mas sem levar muito a sério.
Tropa de Elite 2: O Inimigo Agora é Outro [2010]
Por Sobrenada; Categorias: Cinema e TV 1 comentário »
![]() |
Filmaço que dá sequência à saga do Capitão Nascimento, ícone maior do BOPE e fodão nas horas vagas.
A responsa de fazer um filme tão bom quanto o primeiro foi cumprida - quiçá superada. Tropa de Elite 2 tem um pouco menos de ação, comparado ao predecessor, mas surpreende na qualidade do enredo, elenco e reviravoltas na história.
O filme começa mostrando Nascimento caindo em uma cilada. Bem no ponto alto desta ação, o diretor volta no tempo e explica uma série de fatores que fizeram Nascimento ir parar nessa situação.
O Capitão Nascimento subiu na carreira e virou Comandante do BOPE. André, seu pretenso substituto em "Tropa de Elite", ainda é um dos seus melhores homens - mas que não possui o mesmo perfil estratégico do liderado. Por conta disso, Nascimento se vê realocado para trabalhos de gabinete - mais precisamente na Subsecretaria de Inteligência da Polícia Militar.
Mantendo a mesma agressividade e pujança da época do BOPE, Nascimento enfrenta com sucesso os traficantes do Rio de Janeiro - só não contava com aquela velha regra da natureza: quando se extermina as cobras, os ratos tomam conta do pedaço. A polícia militar corrupta começa a dominar a cidade e tem nos políticos um dos seus maiores aliados, numa relação ganha-ganha onde quem perde é a população - e os poucos policiais que não se omitem ou se entregam ao crime.
É interessante ver como o personagem de Wagner Moura evolui nesses anos pós-BOPE. O filho cresce e se torna adolescente, fazendo o pai Nascimento lidar com um problema tão grave quanto o combate ao crime. A politicagem dentro e fora dos órgão públicos é grande e pungente o suficiente para deixar o ex-Capitão fragilizado, paralisado, inconformado com a sua inércia forçada. É excelente ver a atuação perfeita do Wagner Moura nessas cenas, passando claramente ao espectador toda a angústia do personagem.
As famosas frases-bordão também voltam nesta continuação, mas em menor quantidade: no lugar de "você é um fanfarrão" ou "pede pra sair, 02", ouvimos pérolas como "Tá de pomba-girice comigo?" ou "Quer me foder, me beija" - que logo logo estarão sendo repetidos à exaustão. E um dos grandes destaques cômicos do filme, assim como no primeiro, é o (agora) Tenente-Coronel Fábio (Milhem Cortaz), típico policial corrupto e vagabundo que oscila entre boas e más ações, gerando momentos e reações cômicas.
É, para mim, seriíssimo candidato a melhor filme do ano, e talvez até mesmo do cinema nacional - MUITO superior a bobagens como "Se eu fosse você 2" ou "Carandiru".
![]() |
Eu li todos os volumes de Scott Pilgrim, joguei o game. E sinceramente estava meio cético em relação ao filme (filmes sempre estragam os livros). Mas me enganei.
Scott Pilgrim vs. The World é um filme BOM, razoavelmente fiel aos quadrinhos/livros e com uma alta dose de geek/nerdice. A história é aquela basicona: Scott Pilgrim, canadense boa-vida de 22 anos, se apaixona por Ramona Flowers, uma norte-americana que se acabou de mudar pro Canadá. Só que, pra conquistá-la definitivamente, Scott terá que lutar com os 7 ex-namorados malignos da Ramona.
O filme mistura vários efeitos especiais, bebendo direto na fonte das HQs e Games (assim como nos livros). Ficou uma coisa light e divertida - sem ser brega como os POF! TUM! POW! do clássico Batman de Adam West.
O enredo resume bem os livros, deixando de lado alguns pontos que não influiriam muito na história. Não vemos, por exemplo, aparições ou sequer menções de Mr. Chau ou Joseph (e, consequentemente, certas passagens com Stephen Stills).
Algumas coisas sao ligeiramente diferentes: Scott ganha a 1-Up ao lutar com os gêmeos, e não contra Todd. A história de Scott e Envy, que é bem interessante no livro, foi BEM resumida no filme - ficou até meio besta. E arrisco dizer que a Knives ficou quase tão importante quanto Ramona e Scott.
Ainda sobre o enredo: Eu sempre achei que o Michael Cera tem cara de nerd mongo, e Scott Pilgrim é mais mongo do que nerd. Mas até que a interpretação convence. Os demais personagens também estão bem interpretados e caracterizados - praticamente todos ficaram muito parecidos com o seu avatar no HQ. Mark Webber, por exemplo, é idêntico ao Stephen Stills. Conseguiram até deixar a Alison Pill (Kim Pine) feia.
![]() |
| Cast: Scott, Ramona, Young Neil, Knives, Kim e Stephen Stills |
A trilha sonora é excelente - A Sex-Bob-Omb realmente toca, assim como as arquiinimigas The Clash at Demonhead e Crash and the Boys. São músicas agradáveis de se ouvir e que casam bem no ritmo 'Sessão da Tarde' do filme. E alguns efeitos sonoros tornam tudo mais divertido - em certa cena, ouvimos a famosa vinheta de Seinfeld e as risadas de auditório. Só faltou usarem algumas músicas do Anamanaguchi no filme - a trilha sonora do game é uma das melhores que já ouvi.
Pra quem curtiu as HQs, é filme obrigatório - uma releitura bastante divertida do canadense mais idolatrado da década.
E pra quem está precisando da legenda em PTBR, o tio Sobrenada aqui providencia (já mandei pro Legendas.TV mas ainda não foi liberada): é a versão pro release DVDRip XviD-MAXSPEED (senha: sobrenada.org). Em breve faço o sync para as demais versões UPDATE: Aqui está a legenda para a versão Scott.Pilgrim.Vs.The.World.2010.720p.BluRay.x264-Felony.
Crássicos Revisitados: O Último Dragão
Por Sobrenada; Categorias: Cinema e TV, Crássicos Revisitados 1 comentário »Bruce Leroy. E Sho'nuff.
O Último Dragão foi um filme emblemático. Primeiro porque era um típico filme dos anos 80, com direito a doses cavalares de pop culture, black power e, claro, artes marciais. Segundo porque era um filme BESTA. Tão besta que pode ser considerado um filme ÓTIMO.
Leroy Green era um afrodescendente com pinta de oriental. Lutador de kung-fu do Harlem, buscava o último grau do seu treinamento - conhecido como The Glow (e que foi porcamente traduzida como O Brilho na dublagem brasileira). Seu mestre já não podia lhe ensinar mais nada - O Brilho só poderia ser buscado e alcançado pelo próprio Leroy. E só pra não largar neguinho de mãos abanando, o mestre dá a ele um amuleto mequetrefe.
Assim, em busca desse poder definitivo, Leroy parte para sua cruzada - e acaba CRUZANDO mesmo caminhos com Sho'nuff, o Shogun do Harlem.
Agora permita-me uma pausa para explicar a importância deste personagem.
Misture Gene Simmons (Kiss) com black power, armadura de samurai, óculos "veneziana" e Shao Khan. Este é Sho'nuff.
Ele é responsável por 90% da diversão do filme. Sho'nuff é o cara. DA MASTA.
![]() |
| Da Masta. |
A indumentária é lendária - porra, óculos VENEZIANA! Dogi vermelho estilo samurai! E os Converse nos pés!! Lutador usando tênis!! O cara chega até a dizer, numa cena: "Kiss my Converse". É sensacional, amigos, sensacional.
E o estilo de luta do figura? E o nome, Sho'nuff? E o auto-proclamado título de SHOGUN DO HARLEM? E a interpretação magistral (!) do ator Julius Carry?
Sho'nuff é o melhor personagem de filme B já criado. EVER.
Mas voltemos ao filme. Onde eu estava mesmo? Ah, sim.
Leroy e Sho'nuff cruzam caminhos uma porrada de vezes durante o filme. Leroy, o mocinho de autocontrole impecável (e que acaba ganhando a alcunha de Bruce Leroy), recusa-se a lutar e usar suas habilidades para a violência. O que só emputece Sho'nuff, obviamente.
Nesse meio tempo, uma famosa apresentadora chamada Laura Charles também acaba emputecendo um produtor, que tenta sequestrá-la. Acho que era isso. Lembro que esse produtor acaba trazendo Sho'nuff pro lado dele, e que o Leroy acaba fazendo o par romântico com a Laura. E claro que ele vai tentar resgatá-la, e acaba enfrentando o Sho'nuff.
Só lembro da luta final. Bruce Leroy espanca Sho'nuff; Sho'nuff, raivoso e arregaçado, desperta um poder adormecido e adquire uma aura vermelha brilhante em volta do corpo. Aí é Sho'nuff que espanca Bruce Leroy, de virada.
![]() |
| Pense num cara foda. |
E é claro que é nessa parte que Leroy desperta também o seu tão procurado BRILHO (que é amarelo) e chuta a bunda do Sho'nuff, no melhor estilo supersaiyajin. E o amarelo ganha, epic win, com direito a DEFEITOS especiais dignos de Chaves.
![]() |
| Bruce Leroy, o Iluminado |
Sim, a história é uma merda, assim como a produção em geral (mas a fotografia até que é boa).
Tá, tá, o filme todo é uma merda, vai. Mas é icônico, porra. É o ápice da mistureba pop dos anos 80, pra quem viveu essa época.
Se você é mais novo, ou mais velho, e nem sabe de que diabos estou falando, vale a pena assistir mesmo assim. É deliciosamente tosco. É tão delícia que estão cogitando um REMAKE, com Samuel L. Jackson no papel do Sho'nuff.
Mas o verdadeiro Shogun do Harlem foi um só, Julius Carry. Que Deus o tenha.
Crássicos Revisitados: Pipoca de Panela
Por Sobrenada; Categorias: Alimentícios, Crássicos Revisitados 1 comentário »
![]() |
O mundo moderno às vezes é uma merda. Traz conveniências, tecnologia, mas cobra um alto preço - nem sempre financeiro.
Há uns dias a Dona Encreca estourou pipoca aqui pra acompanhar um filme. Mas não essas pipocas de microondas; pipoca de verdade mesmo, estourada na panela. Puta merda, como é bom.
Eu costumava ser um artista da pipoca de panela. Fazia quase todo dia - um saco de milho não dava nem pra uma semana. E conseguia estourar a panela toda - raramente sobravam grãos não estourados. Hoje, com as pipocas de microondas, ou você deixa vários sobrando no saco, ou queima uma parte.
E quando eu picava bacon e fritava junto? Puta que pariu, era sensacional. Ou então estourava normalmente e aí vinham outras opções igualmente maravilhosas: Fondor, Aji-no-moto, queijo ralado, e até aquele temperinho de Miojo que sobrava do armoço de ontem.
Desde então, meio que abolimos as pipocas de microondas. Dá mais trabalho estourar as branquinhas na panela, mas nada se compara ao sabor e aquele barulho de milho ricocheteando na tampa.














