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Infinity Blade chegou ao iPhone e iPad com muito buzz e frisson. Blá blá blá, gráficos de ponta, blá blá blá.
Como bom vintage gamer que sou, aprendi há tempos a não ficar dando trela pra nego que se maravilha muito com os gráficos. Prefiro a boa e velha jogabilidade e fun factor. Tem gráficos bons? Melhor ainda – mas não o inverso.
Aí instalei o Infinity Blade pra ver qualé.
Vou resumir assim: É um jogo único. Primeiro porque impressiona mesmo, graficamente falando – ainda mais quando consideramos que o iPad é um celular gigante. Segundo porque sua jogabilidade, em tese, é única para um tablet ou device touchscreen.
Você controla um guerreiro que busca vingar o pai. Para isso, precisa matar um camarada lá enfurnado no topo de um castelo. E pra chegar até lá, são várias batalhas, acumulando XP e comprando armas e armaduras no meio do caminho.
O esquema todo é meio na forma de script: você não controla o boneco ou algo assim. Lembram de Myst? É algo parecido, você vai navegando de tela em tela e invariavelmente arruma briga aqui e ali – que é, claro, o ponto alto do jogo.
Os controles de combate envolvem basicamente usar o seu dedo para dar espadadas no inimigo. É um sistema simples e complexo ao mesmo tempo: reproduza os cortes com o dedo. Toque no ícone do escudo para bloquear, ou nas laterais pra esquivar. E contra-ataque o inimigo cruzando espadas (ou o gesto do corte) na direção contrária ao golpe dele.
Magias? Sim, há algumas, provenientes de anéis. Desenhe com os dedos o ícone da magia desejada pra usar contra os inimigos.
É divertido e relativamente variado, mas enjoa um pouco. Os inimigos até são diferentes, mas o sistema não muda muito. É pegar a manha e aí jogar até ficar enfadonho.
Cada inimigo morto te dá XP, que aumenta ou diminui de acordo com o seu desempenho. Esses pontos são usados para melhorar as armas que possui – quando você se especializa em uma delas, ganha ainda mais XP para subir de nível e melhorar seus atributos. A grana que você ganha serve pra comprar novas armas.
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| Um dos vários combates de Infinity Blade |
O interessante – e ao mesmo tempo banal – deste jogo é que, se você morrer, não recomeça de onde parou. Você simplesmente tem que reiniciar outro jogo, com o mesmo guerreiro – mas este será o filho do último guerreiro morto. E por aí vai o game – de geração em geração, você invade o castelo e luta seu caminho até chegar no tal do cavaleiro do mal.
É um bom jogo, divertido, e possui aquele vício de “level grinding” que os amantes de RPG adoram. Mas não tem muita profundidade. É andar, duelar, andar, duelar, andar, duelar, e (pelo menos no começo) morrer muito. E começar de novo com outra geração – pense numa família amaldiçoada.
Enfim: é um jogo que explora bem o sistema multitouch do iPad, e o faz com muita propriedade. Como JOGO, falta profundidade. Belíssimo graficamente, mas com pouca personalidade.
E apenas uma observação: Quando joguei Infinity Blade pela primeira vez, lembrei muito de Okami (PS2), que fazia você desenhar na tela para realizar comandos, ataques e magias (usando um direcional!).
Fico imaginando um port de Okami para o iPad. Seria juntar o melhor dos dois mundos: um game que use tanto controles tradicionais quanto os “touch”, aliados a uma história envolvente e profunda.
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| A Celestial Brush de Okami |



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