Metallica – Death Magnetic

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 Metallica - Death Magnetic  
 Bela capa. Belo disco. Puro Metallica.  

Eu era um fã ardoroso dessa banda. Tinha todos os LPs e todos os CDS, mais uma cacetada de piratas italianos raríssimos. Depois de alguns álbuns RUINS (culminando com ‘St. Anger’) deu-se o fim da minha era Metallica. 

Quando ouvi dizer que a banda estava trabalhando num novo álbum, nem dei muita atenção. Inclusive fique  sabendo que algumas faixas estavam disponíveis pra download, e nem sequer corri atrás. Foi só há umas semanas que vi o álbum como um dos mais baixados no Isohunt e resolvi ouvir – de curioso.

Veredito: ‘Death Magnetic’ é um álbum bom. É facilmente reconhecível como Metallica – ouça um riff, um refrão, e o velho estilo se torna novamente familiar. Há uma GRANDE diferença entre este Death Magnetic e seu predecessor. Enquanto ‘St. Anger’ marcava uma fracassada tentativa da banda em voltar "às raízes", ‘Death Magnetic’ COMEÇA a mostrar que estão no caminho certo. Voltam as músicas longas (de mais de 7 minutos), volta o vocal ranhento do Hetfield, os solos, as baquetadas histéricas do Ulrich, riffs poderosos e delícia de ambos os guitarristas.

Mas espere, porque nem tudo é perfeito.

O álbum tem problemas graves, como um todo: os riffs, embora muito BONS e saudosos, estão meio que "misturados". É, é essa a palavra. Veja, vários riffs diferentes em uma mesma música MATAM a identidade da canção. Não existe mais aquela identificação com um refrão ou melodia – sabe quando aparecia alguém assobiando ‘Enter Sandman’ e você reconhecia na hora? Pois é, morreu. Cada música de "Death Magnetic" é uma saladeira só. Fora que em algumas músicas existem umas quebras fodidas de ritmo – da pancadaria à calmaria. Isso é muito chato.

No geral, é um bom álbum, mas ainda longe dos excepcionais "…And Justice for All" e anteriores. Pelo menos é MUITO melhor do que os "Load" e "Reload". Se o Metallica quer voltar a ser a melhor banda de metal, estão no caminho certo.
Analisemos faixa a faixa:

‘That was just your life’ - Ótima faixa de abertura. Rápida, berrada, poderia muito bem ter saído do ‘… And justice for all’. Excelente.

‘The End of The Line’ - Uma das melhores. Riffs chiclete, boa rapidez e peso nas guitarras. Aí começam a vir outros riffs, a música fica lenta depois de 2/3 (fode tudo), e aí volta com peso (e riffs misturados) pra fechar.

‘Broken, Beat and Scarred’ – O riffzinho do começo é bem tosco, tipo bandinha amadora de garagem. Depois melhora (mas não muito). Porrada pura, mas sem muita qualidade. Tem um refrãozinho legal, ma é só.

‘The Day That Never Comes’ - Musiquinha lenta e chata estilo "Reload". Foi o primeiro single publicado deste novo álbum. Lembra Unforgiven, ou seja: é uma bosta. Pule esta faixa.

‘All Nightmare Long’ – A introdução é chata que dói, mas depois vem porrada furiosa e rápida. Muito bom. Excelente. O finalzinho dela é fenomenal, puro headbanging.

‘Cyanide’ – A faixa começa bem, com baixo e bateria cavalgantes e um riffzinho ótimo, mas vira uma salada do meio pra frente. É uma das faixas que misturam muito e agradam menos. O refrão é legal também, mas fica preso em meio à salada.

‘The Unforgiven III’ – Até quando vão ficar fazendo essas merdas? Fazer nome de música sequencial é muita viadagem. E a canção é uma bosta. Pule.

‘The Judas Kiss’ - Outra faixa poderosa. Riffs bem trabalhados e encaixados, ao contrário das anteriores. Tem solinhos clássicos, bem Metallica das antigas mesmo. 

‘Suicide Redemption’ - Instrumental chatona. Começa bem e depois fica um pé no saco. Ouça por obrigação.

‘My Apocalypse’ – Excelente. Começa empolgante, guitarras rasgadas. Parece saída do "Master of Puppets". Porrada pura, fechando o disco em alto estilo.

Enfim: recomendado. Tá longe de virar um clássico, mas é um ótimo álbum pra ouvir metal pesado de qualidade, tão raro nestes dias. Ponto positivo pela boa intenção de voltar a fazer som de verdade.

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