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Plasma 50" - Panasonic TCP50VT20B

Por Sobrenada; Categorias: Gadgets 1 comentário »
Panasonic Plasma TCP50VT20B


Ao sair da sessão de Avatar 3D, nos cinemas, minha conclusão sobre esta tecnologia era uma só: Só serve pra Games.

Isso faz um ano, mais ou menos. E de lá pra cá, minha opinião não mudou muito. Mas a tecnologia e a acessibilidade tiveram uma grande evolução. E aí decidi correr atrás de uma nova TV.

Fui fazer um test-drive dessa série ali na Panasonic do Shop. Morumbi e fui obrigado a concordar com a superioridade frente aos demais modelos. E com a baixa de preços da Fast Shop, peguei a TC-P50VT20B (50") semana passada.

A Panasonic série VT20B foi eleita (ainda é, na verdade) uma das melhores TVs 3D do mercado.  Primeiro porque é de plasma, tecnologia que cai como uma luva para as agressivas configurações que o 3D requer. Segundo, porque a qualidade de imagem é incomparável frente às LED ou LCD.

Tem um monte de coisas a serem faladas sobre a TC-P50VT20B. Só que, como o diferencial dela realmente é o 3D e a sua qualidade de imagem, vou focar nesses 2 pontos - que é justamente o que eu queria saber quando pesquisei os modelos 3D no mercado.

IMAGEM
Ao ligar a TV, uma excelente impressão: a imagem é maravilhosamente nítida e fluida, com níveis de preto incomparáveis às telas de LCD/LED. O refresh rate também é absurdo, fazendo com que as imagens, mesmo as com muito movimento, não deixem um rastro sequer na tela. Tudo muito claro, brilhante, graças aos 600Hz. E o fato de ser THX certified também ajuda.
A tela é glossy (vidro, como toda plasma), mas não é absurdamente reflexiva e não incomoda pra assistir.

Se a sua pergunta for: - A plasma é muito melhor mesmo do que as LEDs e LCDs?
Eu responderei: SIM. Infinitamente melhor. É absurda a diferença de imagem. Você pode ver essa diferença na própria loja, inclusive, onde as configurações e o ambiente nem são lá essas coisas.

A única "desvantagem" da plasma é a espessura da tela. Quer dizer: Ela é bastante fina, mas em comparação às novas LED do mercado, que têm 2 cm de espessura, ela parece grossa. É apenas impressão.

Os antigos problemas de retenção de imagem também foram sanados. Claro que não se pode abusar, como imagens estáticas e brilho altíssimo por longo tempo, mas as poucas retenções que acontecem são temporárias e somem em segundos.

3D
Aí chegamos onde eu queria. Até aqui, as specs da TC-P50VT20B são os de uma TV high-end qualquer. Mas é na exibição do conteúdo 3D que esse monstro sobressai.

A qualidade é estonteante. Não dá pra comparar com o 3D das TVs de LCD e LED. São vários os fatores para que a sensação em 3 dimensões seja muito superior: O refresh rate altíssimo, os níveis de preto (PRETO MESMO), a ausência de rastros. O tamanho também influencia muito a sensação de imersão - essa de 50 polegadas é perfeita para o tamanho da minha sala. Essa linha ainda tem o modelo de 58", mas aí já era muito pra mim.

A TV suporta nativamente vários modos de 3d, e desde que você tenha um Blu-Ray Player 3D, roda qualquer filme do mercado. E eu consigo ver qualquer filme Side-by-side baixado da net no meu WDTV Live - que também funcionam se você tiver um notebook com saída HDMI.

Com o PS3, entretanto, é que a TV brilhou e formou uma dupla sensacional.

Uma coisa é você assistir a algum filme, sem interação nenhuma, apenas vendo os efeitos 3D na tela, passivamente. Outra é interagir e jogar em 3D.

Super Stardust HD e Motorstorm Pacific Rift, por exemplo, são  experiências fantásticas. Partículas voando na sua cara, saltando da tela. Mensurar a profundidade da pista pra poder dirigir e fazer as curvas com precisão.
É como eu disse no começo da resenha: Se tem uma coisa que casa perfeitamente com o 3D é JOGO.

Panasonic TCP50VT20B Oculos
Óculos 3D ativos. Aceitam óculos de grau simultaneamente (TYEW3D10E).


RESUMO

É uma TV fantástica para 3D e 2D também. É hoje uma das melhores (quiçá a melhor) TV 3D do mercado, com um design sóbrio e elegante, ótimas especificações e recursos.

Acompanha 2 pares de óculos 3D ativos (ótimos óculos, podem ser usados juntos com os de grau) e sistema de som 2.1 embutido. E acessa a internet, desde que conectada via cabo ethernet ou wifi (dongle vendido separadamente).

Se você pretende entrar na onda 3D doméstica, esta é a TV a ser adquirida. Não perca tempo comprando TVs 3D LED ou LCD. Você vai achar a imagem péssima e culpar a tecnologia 3D. Melhor guardar um pouco mais e pegar logo uma TV que faz o serviço direito. E a TC-P50VT20B entrega o que promete.

Scott Pilgrim vs. The World [2010]

Por Sobrenada; Categorias: Cinema e TV Comente! »

Scott Pilgrim vs. The World Movie


Eu li todos os volumes de Scott Pilgrim, joguei o game. E sinceramente estava meio cético em relação ao filme (filmes sempre estragam os livros). Mas me enganei.

Scott Pilgrim vs. The World é um filme BOM, razoavelmente fiel aos quadrinhos/livros e com uma alta dose de geek/nerdice. A história é aquela basicona: Scott Pilgrim, canadense boa-vida de 22 anos, se apaixona por Ramona Flowers, uma norte-americana que se acabou de mudar pro Canadá. Só que, pra conquistá-la definitivamente, Scott terá que lutar com os 7 ex-namorados malignos da Ramona.

O filme mistura vários efeitos especiais, bebendo direto na fonte das HQs e Games (assim como nos livros). Ficou uma coisa light e divertida - sem ser brega como os POF! TUM! POW! do clássico Batman de Adam West.

O enredo resume bem os livros, deixando de lado alguns pontos que não influiriam muito na história. Não vemos, por exemplo, aparições ou sequer menções de Mr. Chau ou Joseph (e, consequentemente, certas passagens com Stephen Stills).
Algumas coisas sao ligeiramente diferentes: Scott ganha a 1-Up ao lutar com os gêmeos, e não contra Todd. A história de Scott e Envy, que é bem interessante no livro, foi BEM resumida no filme - ficou até meio besta. E arrisco dizer que a Knives ficou quase tão importante quanto Ramona e Scott.

Ainda sobre o enredo: Eu sempre achei que o Michael Cera tem cara de nerd mongo, e Scott Pilgrim é mais mongo do que nerd. Mas até que a interpretação convence. Os demais personagens também estão bem interpretados e caracterizados - praticamente todos ficaram muito parecidos com o seu avatar no HQ. Mark Webber, por exemplo, é idêntico ao Stephen Stills. Conseguiram até deixar a Alison Pill (Kim Pine) feia.


Scott Pilgrim vs. The World Movie
Cast: Scott, Ramona, Young Neil, Knives, Kim e Stephen Stills


A trilha sonora é excelente - A Sex-Bob-Omb realmente toca, assim como as arquiinimigas The Clash at Demonhead e Crash and the Boys. São músicas agradáveis de se ouvir e que casam bem no ritmo 'Sessão da Tarde' do filme. E alguns efeitos sonoros tornam tudo mais divertido - em certa cena, ouvimos a famosa vinheta de Seinfeld e as risadas de auditório. Só faltou usarem algumas músicas do Anamanaguchi no filme - a trilha sonora do game é uma das melhores que já ouvi.

Pra quem curtiu as HQs, é filme obrigatório - uma releitura bastante divertida do canadense mais idolatrado da década.

E pra quem está precisando da legenda em PTBR, o tio Sobrenada aqui providencia (já mandei pro Legendas.TV mas ainda não foi liberada): é a versão pro release DVDRip XviD-MAXSPEED (senha: sobrenada.org). Em breve faço o sync para as demais versões UPDATE: Aqui está a legenda para a versão Scott.Pilgrim.Vs.The.World.2010.720p.BluRay.x264-Felony.

Red Dead Redemption: Undead Nightmare (trailer)

Por Sobrenada; Categorias: Games, Alimentícios Comente! »

Taí um add-on de Red Dead Redemption que é PRATICAMENTE OBRIGATÓRIO.

Zumbis. Animais zumbis. Velho Oeste.

Que parte do 'obrigatório' você não entendeu?


ps: Sim, categorizar este post em "Alimentícios" é uma piada.

Shank [PS3]

Por Sobrenada; Categorias: Games 1 comentário »

Link: http://shankgame.com/

Shank Poster


EDIT de 27/08/2010:

Post editado porque agora eu realmente JOGUEI Shank. Vou manter o texto original lá embaixo - até porque é interessante comparar as minhas expectativas vs. as minhas verdadeiras impressões.

Animado com os vídeos do gameplay, baixei Shank na PSN por 14,99 doletas.
2GB de dados que vieram razoavelmente rápido. É basicamente a demo e uma Key que libera o jogo completo.

O jogo em si? É bom. Mas falta muito pra ser EXCELENTE como eu esperava. Vou falar especificamente dos "problemas":

- A animação e arte das cutscenes é tosca. Parece aquelas animações em Flash. Não sei se foi feito assim de propósito, mas destoou.
- Algumas quedas de framerate aqui e ali. Mas nada que desabone.
- A jogabilidade cansa um pouco. Anda, espanca inimigos. Anda mais um pouco, espanca mais inimigos. Escala um muro aqui e ali, e adivinhe? ESPANCA mais inimigos.
- O movimento de esquiva/defesa não é intuitivo. Várias vezes eu tentei rolar, esquivar ou defender com o analógico direito - mas o movimento correto é apertar L1 + lados. Porra, EA, conserta essa merda.
- As vozes são bem fraquinhas. E eu achei que o jogo fosse puxar pro humor, mas nem é tanto assim.

No entanto, alguns BONS motivos para jogar Shank:

- Sangue, violência.
- É divertidíssimo emendar os combos nos capangas. Cada arma tem animações diferentes, combos diferentes, e se encaixam de forma específica em outros combos. É quase infinito.
- A arte dos cenários é interessante, embora repetitiva.
- Vários unlocks e possibilidade de DLCs futuros.
- Nada de troféus online, graças a Deus.

Resumindo: É um bom jogo. Não sei se vale os 14,99 - talvez 9,99 fosse mais do que justo. Mas é game pra passar o tempo e extravazar, sem pensar muito.

- - - -

Eu vi esse jogo (bem, o anúncio dele) na PSN outro dia. A arte do anúncio nem era lá essas coisas, e não dei muita bola.

Aí hoje de manhã vi o post patrocinado do game no Gizmodo, e fui conferir o website.

RAPAZ. SHANK vai ser DO CARALHO.

É tudo aquilo que um game não deveria ser (segundo os padrões morais, sociais e éticos). Algo totalmente Tarantinesco. Sangue, armas, violência desnecessária. E pequenos ícones de ultraviolência clássica que nos remetem à filmes e jogos do gênero - antigos e novos.

Vejam por exemplo os Machetes duplos - clara alusão ao tá-pra-vir filme Machete.
E as skins (Costumes) do personagem? Tem de Kill Bill, Afroninja e até DeathSpank.

Outros detalhes também prometem: Arte estilo HQ (muito boa, por sinal), trilha sonora matadora, suporte para 2 jogadores simultâneos (local) e muito, muito sangue. A cena com o sol no fundo ficou LINDA (me lembrou a cena do corredor de OldBoy).

Resta saber se a jogabilidade é boa mesmo. O game ganhou trocentas nominações de Melhor Jogo na E3 (Kotaku e IGN), então creio que as expectativas serão atendidas.

Já está disponível, segundo o blog oficial, na PSN e XBOX Live (25 e 26/08, respectivamente). Vou tentar baixar correndo hoje.

PS: eles disponibilizaram, NA FAIXA, a trilha sonora do jogo. Baixe AQUI.

Scott Pilgrim vs. The World [PS3]

Por Sobrenada; Categorias: Games, HQs 4 comentários »

Scott Pilgrim vs. The World


Pra quem está na casa dos 30 hoje e já jogou muito NES, Master System e afins, Scott Pilgrim vs. The World [PS3] é uma homenagem fantástica a era 8-bit.

Criado por Brian Lee O'Malley, Scott Pilgrim é um roqueiro de garagem, largado, loser, e apaixonado por Ramona Flowers, uma simples entregadora da Amazon. E para poder ficar com ela, vai ter que enfrentar e derrotar os Sete Ex-Namorados do Mal (da Ramona).

Scott Pilgrim vs. The World


A história, em si, é isso. Mas o game transborda de diversão.

Primeiro porque é um beat'em up, gênero que por si só fez MUITO sucesso na era 8-bit. Acho que este tipo de game só perdeu, em popularidade, para o gênero plataforma, como diria o Burgos do Giz.

Segundo porque o game (assim como a HQ) é repleta de referências ao mundo dos games, mangás e rock alternativo. E isso parte desde o modo como o game é construído até as referências mais sutis.

Os gráficos, por exemplo: São pixelados, coloridos e deliciosamente detalhados. E a arte, GRAÇAS A DEUS, segue o padrão do mangá - e não do prestes-a-ser-lançado FILME do Scott Pilgrim (com o Michael Cera). Até mesmo a arte da abertura e telas de disclaimer são pixeladas.
O áudio não fica atrás - puro deleite no melhor estilo 8-bit de 2 ou 3 canais de áudio.

Mas é o sistema do jogo mesmo que chama a atenção. FORTEMENTE baseado no River City Ransom (jogo fantástico do NES), é um beat'em up com toques de RPG. Você começa com golpes simples e vai subindo de nível à medida que ganha experiência. Novos golpes são aprendidos a cada nível, e itens comprados em lojas permitem melhorar seus stats básicos. Pois é, puro River City Ransom: principalmente porque tem TROCENTAS coisas que podem ser usadas como armas - lixo, bastões, pneus e até seus próprios amigos/inimigos.

O sistema de escolha de fases imita Super Mario World: escolha um ponto no mapa e entre na fase. Finalizou o estágio? Volte para o mapa e ande até a próxima localização.

Scott Pilgrim vs. The World


Há outras centenas de referências a games antigos e novos. Tão divertido quanto jogar Scott Pilgrim vs. The World é procurar e notar estas referências. E claro, pra quem é fã da HQ, não faltam cameos e referências também.

Scott Pilgrim vs. The World está disponível na PSN desde ontem, 10/08. Boxers vão esperar mais um pouquinho: a partir do dia 25 na Live.

E é MUST HAVE game. Tá esperando o quê?

(imagens via IGN.com)

After Burner Climax [PS3]

Por Sobrenada; Categorias: Games Comente! »

After Burner é um dos maiores crássicos da Sega. Sucesso no fliper (joguei muito), era um jogo nota ZERO em simulação, mas 10 em diversão. Arcadezão total.

A iteração nova, After Burner Climax, foi lançada nos arcades em 2006 com uma nova cabine e gráficos belíssimos para a época. E em abril de 2010 chegou aos consoles de última geração (PS3 e X360). É exatamente a mesma jogabilidade (odeio esse neologismo) da versão anterior, mas com uma roupagem um pouco mais moderna.

After Burner Climax
O bom e velho After Burner. Clique para ampliar.


O sistema de jogo é exatamente o mesmo. Derrube aviões inimigos com a metralhadora ou com os trocentos mísseis que o avião comporta e vá avançando pelos diferentes níveis até o final. A mecânica mistura um pouco de Out Run: em determinadas fases, você pode escolher entre rotas alternativas, levando a fases diferentes. Porém, quando comparamos ao mesmo Out Run, temos muito menos opções - embora algumas rotas se dividam, elas invariavelmente se juntam mais pra frente e só permitem 2 fases finais diferentes (Out Run tinha 5).
E o tal do CLIMAX do título? É apenas uma barra especial que se enche com o tempo. Ao usar esse poder, o jogo entra em câmera lenta, seu radar aumenta e você consegue disparar infinitos mísseis nos inimigos.

Os gráficos são aceitáveis, mas longe de serem maravilhosos (embora fossem em 2006). Algumas texturas são bem fraquinhas, e embora algumas fases impressionem (principalmente com nuvens), os efeitos de montanha e água são bem artificiais.

As versões de console têm extras interessantes: conforme você vai jogando e preenchendo certos requisitos, alguns cheats e tweaks são liberados: mísseis infinitos, velocidade maior, mira automática, etc. Tira um pouco da graça, mas ajuda muito a conquistar os troféus - são 12 ao todo, um mais fácil do que o outro.

Se recomendo? Pra quem gastou muitas fichas no fliper jogando o crássico After Burner, SIM. Já se você procura jogos realistas de simulação (estou falando com você, jogador de Combat Flight Simulator), melhor procurar outra coisa.

Red Dead Redemption [PS3]

Por Sobrenada; Categorias: Games 5 comentários »

Red Dead Redemption


"É um GTA4 no Velho Oeste", disseram alguns amigos quando me recomendaram este jogo. Bem, estavam parcialmente certos.

Red Dead Redemption é mais que uma simples releitura do já clássico game da Rockstar. A jogabilidade e sistema de jogo são praticamente os mesmos, mas a experiência é totalmente nova, e não apenas uma simples mudança temática.

Mas eu não vou fazer um review sobre o game em si. Basta dar uma procurada básica que existem resenhas aos montes. Vou mesmo é opinar sobre um dos recursos mais interessantes do game - escolher o caminho de um honrado herói, ou tornar-se um maldito calhorda degenerado.

Red Dead Redemption possui um novo sistema de honra, que pontua o jogador positiva ou negativamente de acordo com as atitudes do personagem. Isso impacta diretamente na reação das pessoas com relação ao seu personagem. Seja um homem honrado, e será bem-quisto nas cidades (e odiado pelos malfeitores). Ou então tente ser o mais vil bandido do Oeste, e seja hostilizado pela população de bem.

Eu terminei o game tentando ser um cara bom, honrado - até porque o jogo se chama Red Dead REDEMPTION (redenção). E foi bem fácil. A própria história (ótima, por sinal) direciona você para esta finalidade - você passa boa parte do jogo atrás de alguns ex-comparsas que te ferraram a vida.
As missões, salvo raríssimas exceções, são voltadas "para o bem", sem muita escolha. E impactam você sentimentalmente de tal forma que fica difícil ser malvado em boa parte delas. Exemplo: Em uma determinada parte, bandidos invadem uma fazenda. Matam e estupram as mulheres, enforcam o proprietário,  matam os funcionários. As mulheres contam, com olhos roxos e raivosos, os "fatos inenarráveis" que os bandidos fizeram e pedem pra você tomar uma providência.
Moralmente falando, é inevitável pegar as armas e sair matando os bandidos com SANGUE NOS ZÓIO. Eu bem que tentei fazer o contrário. Meti bala na mulherada (não sem antes encher todas de porrada), matei os poucos animais que restaram e atirei no xerife e seus asseclas. Me senti mal pra caralho.

Isso ilustra bem como é difícil seguir a carreira de criminoso nesse jogo. Eu tentei começar um novo game sendo o cara mais vil e asqueroso do Velho Oeste. Atirava nos transeuntes, batia nas mulheres, metia chumbo nos cachorros. Confesso que algumas coisas foram divertidas: perdi minha grana na mesa de pôquer e meti bala em todo mundo. Salvei uma mulher de um assassino só pra poder amarrá-la e colocá-la na linha do trem - ação que, inclusive, me rendeu um troféu. E lacei um mexicano, arrastando ele de cavalo por uns 10 quilômetros.

Mas o grande problema de ser mau em Red Dead Redemption é o sistema, que não ajuda. Além da história direcionar John Marston para o "bem", é muito difícil e chato conseguir recursos sendo malvado. As pessoas não oferecem emprego, você não consegue ser bem sucedido em algumas missões, e a grana fica curta. Resta roubar as vítimas mortas ou ficar matando animais pra vender seus subprodutos. Fora que a cada contravenção você vai sendo mais e mais perseguido (sua cabeça começa a valer uma grana preta) e, em vez de tentar evoluir no jogo, você passa o tempo todo tentando fugir da polícia. "Bem-vindo à realidade", vocês dirão. Mas já que o jogo oferece esses dois caminhos, poderia deixar as coisas um pouco mais factíveis. As missões PRINCIPAIS poderiam ter escolhas pro bem ou pro mal - na maior parte delas, se você não fizer exatamente o proposto, é Fail na certa. E você terá que começar tudo de novo.

Tirando este pequeno "porém", é um jogo maravilhoso. A quantidade de missões e atividades é suficiente pra deixar qualquer um ocupado por meses - principalmente se você for daqueles que quer completar 100% do jogo. E nem tenho o que falar dos demais detalhes: Gráficos, som, tudo divino.

O modo online é outra ótima complementação: o Free Roam Mode é bem parecido com o Single Player. A diferença é que não existe história. São apenas desafios ou missões - que podem ser completadas sozinho ou via co-op.
Você ganha experiência e vai subindo de níveis, como se fosse um RPG. E pode, obviamente, entrar em diversos modos de jogo, como Deathmatch, Grab the Bag (pegue a bandeira) e tantos outros.

Jogo obrigatório e viciante, seu. Talvez o melhor game da Rockstar até agora, IMHO.

Trailer (recomendo ver em HD):

Playstation Plus

Por Sobrenada; Categorias: Infernet, Games, Apps / Software 1 comentário »

Playstation Plus


A Playstation Network (PSN) sempre foi um recurso gratuito para os donos de PS3 e PSP. Uma espécie de rede particular, específica e proprietária, onde usuários dos consoles acima podem baixar jogos, updates, add-ons, temas, filmes e mais uma cacetada de tipos de conteúdo. É um recurso interessantíssimo, e embora tenha as suas falhas, é um dos principais motivos pelos quais uso o PS3.

Pois bem: a partir de ontem, a Sony disponibilizou uma nova opção PAGA da PSN.
O Playstation Plus é basicamente um plano VIP da PSN, onde você paga uma anuidade (50 dólares - cerca de 90 reais) e adquire certas regalias: Conteúdo exclusivo, downloads grátis e descontos nas compras são apenas algumas delas.

#comofas
A adesão é simples: Partindo do pressuposto que você já tenha 49,99 dólares na sua PSN Account, basta entrar na Playstation Store e "comprar" a anuidade (ou a trimestralidade por 17,99) como se fosse um produto ou download qualquer. Assim que a assinatura for debitada da sua conta, você já ganha um ícone de "+" no seu perfil e é um oficial Playstation Plus subscriber :).

E vale a pena, seu Sobrenada??
Primeiramente vamos discutir a anuidade x trimestralidade:
A anuidade custa 50 doletas e, numa promoção de lançamento, dá direito a 3 meses de bônus. Ou seja, pague 12, leve 15 meses. Já o plano trimestral  são os 3 meses normais, sem tirar nem pôr.
O pulo do gato aí, ao meu ver, são os 3 meses bônus da promoção. Você pode muito bem pegar o trimestral para testar, mas é bem provável que no fim do seu plano o anual já não tenha mais a promoção dos 3 meses gratuitos.

Outra coisa importante: a VALIDADE dos jogos baixados.
Quando você baixa um game GRATUITO E FULL via PSPlus, ele só é jogável enquanto você for assinante. Ou seja: Se você baixar o Rally Cross hoje, sem pagar nada, só vai poder jogá-lo enquanto seu plano for vigente. É justo, de certa forma. Por isso, não adianta pegar o plano trimestral e cancelar depois de baixar tudo - simplesmente não vai funcionar.

Com relação ao conteúdo: Vale a pena. Ontem, por exemplo, a PSN Plus disponibilizou download GRATUITO dos seguintes itens:

  • Rally Cross - Full Game (PSOne)
  • InFamous - Game Trial (é o Full Game limitado a 60 minutos)
  • Avatars de Fat Princess
  • Warhawk Fallen Star Add-on
  • Vários Add-ons de Cuboid
  • Vários Add-ons de Magic Orbz
  • Vários Add-ons de Mahjong Tales
  • Add-on de Smash Cars - Virus Run
  • Full Game Age of Zombies (Minis) - Divertidíssimo
  • Wipeout HD Full Game (excelente)
  • Tema Collision

Também há diversos descontos em conteúdos pagos - O DLC do Fat Princess, por exemplo, foi de 4.99 para 3.99 dólares. São vários itens com desconto, que vão de 20 a 50%.

Vale lembrar que a PSN gratuita continua existindo - e sendo GRATUITA. Então sem choramingos, macacada - não quer assinar a PSPlus, não assine e nada mudará. Não quer entrar na PSPlus e ter validade nos jogos GRATUITOS? Simples, COMPRE o jogo na PSN normal.

50 dólares parece caro? Eu pago o dobro disso por mês em TV a cabo e nem aproveito direito.
Por isso, larga a mão de ser mão de vaca. 50 dólares por ano dá menos de R$ 7,50 por mês. E os descontos e conteúdo gratuito fazem o plano se pagar rapidinho.

Uma última dica: Usuários do Brasil não conseguem mais usar o Entropay. A única solução é usar PSN Network Cards, espécie de cartões pré-pagos. Eu NÃO COMPRO no Mercado Livre, porque já vi muito nego fazendo merda por lá.
Recomendo comprar nestes sites abaixo, que já testei e garanto que são idôneos.

- Maximus Cards: Aceitam cartões e Paypal. Você paga e recebe o código por email na mesma hora. Um cartão de US$50,00 custa em média 105 reais. Se puder usar ESTE LINK, agradeço - o Sobrenada recebe um descontinho nas próximas compras :)

- DF Games: Indicação do hermano @Sicilianni. Vantagens: interface em português, pontos de fidelidade. É coisa de 5 reais mais caro que o Maximus Cards, mas uma boa opção pra quem não entende engrish. Aceitam Paypal, boletos e outros bancos.

Tem outras dicas? Comente!

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