Tags: psn
![]() |
Eu li todos os volumes de Scott Pilgrim, joguei o game. E sinceramente estava meio cético em relação ao filme (filmes sempre estragam os livros). Mas me enganei.
Scott Pilgrim vs. The World é um filme BOM, razoavelmente fiel aos quadrinhos/livros e com uma alta dose de geek/nerdice. A história é aquela basicona: Scott Pilgrim, canadense boa-vida de 22 anos, se apaixona por Ramona Flowers, uma norte-americana que se acabou de mudar pro Canadá. Só que, pra conquistá-la definitivamente, Scott terá que lutar com os 7 ex-namorados malignos da Ramona.
O filme mistura vários efeitos especiais, bebendo direto na fonte das HQs e Games (assim como nos livros). Ficou uma coisa light e divertida - sem ser brega como os POF! TUM! POW! do clássico Batman de Adam West.
O enredo resume bem os livros, deixando de lado alguns pontos que não influiriam muito na história. Não vemos, por exemplo, aparições ou sequer menções de Mr. Chau ou Joseph (e, consequentemente, certas passagens com Stephen Stills).
Algumas coisas sao ligeiramente diferentes: Scott ganha a 1-Up ao lutar com os gêmeos, e não contra Todd. A história de Scott e Envy, que é bem interessante no livro, foi BEM resumida no filme - ficou até meio besta. E arrisco dizer que a Knives ficou quase tão importante quanto Ramona e Scott.
Ainda sobre o enredo: Eu sempre achei que o Michael Cera tem cara de nerd mongo, e Scott Pilgrim é mais mongo do que nerd. Mas até que a interpretação convence. Os demais personagens também estão bem interpretados e caracterizados - praticamente todos ficaram muito parecidos com o seu avatar no HQ. Mark Webber, por exemplo, é idêntico ao Stephen Stills. Conseguiram até deixar a Alison Pill (Kim Pine) feia.
![]() |
| Cast: Scott, Ramona, Young Neil, Knives, Kim e Stephen Stills |
A trilha sonora é excelente - A Sex-Bob-Omb realmente toca, assim como as arquiinimigas The Clash at Demonhead e Crash and the Boys. São músicas agradáveis de se ouvir e que casam bem no ritmo 'Sessão da Tarde' do filme. E alguns efeitos sonoros tornam tudo mais divertido - em certa cena, ouvimos a famosa vinheta de Seinfeld e as risadas de auditório. Só faltou usarem algumas músicas do Anamanaguchi no filme - a trilha sonora do game é uma das melhores que já ouvi.
Pra quem curtiu as HQs, é filme obrigatório - uma releitura bastante divertida do canadense mais idolatrado da década.
E pra quem está precisando da legenda em PTBR, o tio Sobrenada aqui providencia (já mandei pro Legendas.TV mas ainda não foi liberada): é a versão pro release DVDRip XviD-MAXSPEED (senha: sobrenada.org). Em breve faço o sync para as demais versões UPDATE: Aqui está a legenda para a versão Scott.Pilgrim.Vs.The.World.2010.720p.BluRay.x264-Felony.
Red Dead Redemption: Undead Nightmare (trailer)
Por Sobrenada; Categorias: Games, Alimentícios Comente! »Taí um add-on de Red Dead Redemption que é PRATICAMENTE OBRIGATÓRIO.
Zumbis. Animais zumbis. Velho Oeste.
Que parte do 'obrigatório' você não entendeu?
ps: Sim, categorizar este post em "Alimentícios" é uma piada.
![]() |
A briga entre Microsoft Kinect e Plasystation Move está cada vez mais acirrada. Enquanto os novos periféricos ainda não chegaram no mercado, ambas as fabricantes usam todos os recursos possíveis pra tentar convencer o consumidor de que a) ele precisa de um controle com sensor de movimentos e b) o seu é melhor do que o concorrente.
Neste último quesito, pelo menos, a Sony saiu na frente. Com o site www.yaybuttons.com, a gigante japonesa parodia o Kinect, mostrando o valor dos botões e porquê você precisa deles - tudo de foma escrachada, como já vem fazendo desde os primeiros comerciais.
E esse (Fictício) Kevin Butler, o tal VP de tudo-quanto-é-coisa Playstation, na boa, é hilário.
Enquanto Kinect e Move não chegam às lojas, aproveite pra rir um pouco.
![]() |
Castle Crashers já estava disponível na Xbox Live desde o ano retrasado, mas só chegou à PSN na semana passada.
É um jogão estilo beat'em up/RPG para 4 jogadores simultâneos, com temática medieval e humorada. É da mesma equipe que fez Alien Hominid e Dad 'n Me (leia-se Dan Paladin e sua arte sensacional), ou seja: humor negro e nonsense. Tem até um inimigo com cara de cu. Juro.
![]() |
| Com vocês, o Caracu. |
A jogabilidade é clássica e intuitiva: Não tem história e nem enredo. Basta saber que um cara sequestrou umas princesas e um cristal, e você tem que recuperar tudo - distribuindo pancada no meio do caminho.
A grande graça do jogo é evoluir os personagens (como num RPG), ganhando armas diferentes ao longo do tempo. Ah, e também dá pra adotar animais de estimação, que ajudam seu boneco nas batalhas.
Além da jogabilidade divertida, o fator replay fica por conta das toneladas de unlockables. São trocentos personagens, pets e armas pra serem destravados.
Castle Crashers também traz outros modos de jogo, como Volleyball (sim, vôlei) e DeathMatch (autoexplicativo).
É um jogo difícil, principalmente se jogado sozinho. A grande graça (assim como Scott Pilgrim) é jogar com os amigos. Também achei um pouco caro (US$ 14.99), mas vale a pena se for fã do gênero. A demo está disponível na PSN; testem antes e vejam por si só.
Link: http://shankgame.com/
![]() |
EDIT de 27/08/2010:
Post editado porque agora eu realmente JOGUEI Shank. Vou manter o texto original lá embaixo - até porque é interessante comparar as minhas expectativas vs. as minhas verdadeiras impressões.
Animado com os vídeos do gameplay, baixei Shank na PSN por 14,99 doletas.
2GB de dados que vieram razoavelmente rápido. É basicamente a demo e uma Key que libera o jogo completo.
O jogo em si? É bom. Mas falta muito pra ser EXCELENTE como eu esperava. Vou falar especificamente dos "problemas":
- A animação e arte das cutscenes é tosca. Parece aquelas animações em Flash. Não sei se foi feito assim de propósito, mas destoou.
- Algumas quedas de framerate aqui e ali. Mas nada que desabone.
- A jogabilidade cansa um pouco. Anda, espanca inimigos. Anda mais um pouco, espanca mais inimigos. Escala um muro aqui e ali, e adivinhe? ESPANCA mais inimigos.
- O movimento de esquiva/defesa não é intuitivo. Várias vezes eu tentei rolar, esquivar ou defender com o analógico direito - mas o movimento correto é apertar L1 + lados. Porra, EA, conserta essa merda.
- As vozes são bem fraquinhas. E eu achei que o jogo fosse puxar pro humor, mas nem é tanto assim.
No entanto, alguns BONS motivos para jogar Shank:
- Sangue, violência.
- É divertidíssimo emendar os combos nos capangas. Cada arma tem animações diferentes, combos diferentes, e se encaixam de forma específica em outros combos. É quase infinito.
- A arte dos cenários é interessante, embora repetitiva.
- Vários unlocks e possibilidade de DLCs futuros.
- Nada de troféus online, graças a Deus.
Resumindo: É um bom jogo. Não sei se vale os 14,99 - talvez 9,99 fosse mais do que justo. Mas é game pra passar o tempo e extravazar, sem pensar muito.
- - - -
Eu vi esse jogo (bem, o anúncio dele) na PSN outro dia. A arte do anúncio nem era lá essas coisas, e não dei muita bola.
Aí hoje de manhã vi o post patrocinado do game no Gizmodo, e fui conferir o website.
RAPAZ. SHANK vai ser DO CARALHO.
É tudo aquilo que um game não deveria ser (segundo os padrões morais, sociais e éticos). Algo totalmente Tarantinesco. Sangue, armas, violência desnecessária. E pequenos ícones de ultraviolência clássica que nos remetem à filmes e jogos do gênero - antigos e novos.
Vejam por exemplo os Machetes duplos - clara alusão ao tá-pra-vir filme Machete.
E as skins (Costumes) do personagem? Tem de Kill Bill, Afroninja e até DeathSpank.
Outros detalhes também prometem: Arte estilo HQ (muito boa, por sinal), trilha sonora matadora, suporte para 2 jogadores simultâneos (local) e muito, muito sangue. A cena com o sol no fundo ficou LINDA (me lembrou a cena do corredor de OldBoy).
Resta saber se a jogabilidade é boa mesmo. O game ganhou trocentas nominações de Melhor Jogo na E3 (Kotaku e IGN), então creio que as expectativas serão atendidas.
Já está disponível, segundo o blog oficial, na PSN e XBOX Live (25 e 26/08, respectivamente). Vou tentar baixar correndo hoje.
PS: eles disponibilizaram, NA FAIXA, a trilha sonora do jogo. Baixe AQUI.
![]() |
Pra quem está na casa dos 30 hoje e já jogou muito NES, Master System e afins, Scott Pilgrim vs. The World [PS3] é uma homenagem fantástica a era 8-bit.
Criado por Brian Lee O'Malley, Scott Pilgrim é um roqueiro de garagem, largado, loser, e apaixonado por Ramona Flowers, uma simples entregadora da Amazon. E para poder ficar com ela, vai ter que enfrentar e derrotar os Sete Ex-Namorados do Mal (da Ramona).
![]() |
A história, em si, é isso. Mas o game transborda de diversão.
Primeiro porque é um beat'em up, gênero que por si só fez MUITO sucesso na era 8-bit. Acho que este tipo de game só perdeu, em popularidade, para o gênero plataforma, como diria o Burgos do Giz.
Segundo porque o game (assim como a HQ) é repleta de referências ao mundo dos games, mangás e rock alternativo. E isso parte desde o modo como o game é construído até as referências mais sutis.
Os gráficos, por exemplo: São pixelados, coloridos e deliciosamente detalhados. E a arte, GRAÇAS A DEUS, segue o padrão do mangá - e não do prestes-a-ser-lançado FILME do Scott Pilgrim (com o Michael Cera). Até mesmo a arte da abertura e telas de disclaimer são pixeladas.
O áudio não fica atrás - puro deleite no melhor estilo 8-bit de 2 ou 3 canais de áudio.
Mas é o sistema do jogo mesmo que chama a atenção. FORTEMENTE baseado no River City Ransom (jogo fantástico do NES), é um beat'em up com toques de RPG. Você começa com golpes simples e vai subindo de nível à medida que ganha experiência. Novos golpes são aprendidos a cada nível, e itens comprados em lojas permitem melhorar seus stats básicos. Pois é, puro River City Ransom: principalmente porque tem TROCENTAS coisas que podem ser usadas como armas - lixo, bastões, pneus e até seus próprios amigos/inimigos.
O sistema de escolha de fases imita Super Mario World: escolha um ponto no mapa e entre na fase. Finalizou o estágio? Volte para o mapa e ande até a próxima localização.
![]() |
Há outras centenas de referências a games antigos e novos. Tão divertido quanto jogar Scott Pilgrim vs. The World é procurar e notar estas referências. E claro, pra quem é fã da HQ, não faltam cameos e referências também.
Scott Pilgrim vs. The World está disponível na PSN desde ontem, 10/08. Boxers vão esperar mais um pouquinho: a partir do dia 25 na Live.
E é MUST HAVE game. Tá esperando o quê?
(imagens via IGN.com)
After Burner é um dos maiores crássicos da Sega. Sucesso no fliper (joguei muito), era um jogo nota ZERO em simulação, mas 10 em diversão. Arcadezão total.
A iteração nova, After Burner Climax, foi lançada nos arcades em 2006 com uma nova cabine e gráficos belíssimos para a época. E em abril de 2010 chegou aos consoles de última geração (PS3 e X360). É exatamente a mesma jogabilidade (odeio esse neologismo) da versão anterior, mas com uma roupagem um pouco mais moderna.
![]() |
| O bom e velho After Burner. Clique para ampliar. |
O sistema de jogo é exatamente o mesmo. Derrube aviões inimigos com a metralhadora ou com os trocentos mísseis que o avião comporta e vá avançando pelos diferentes níveis até o final. A mecânica mistura um pouco de Out Run: em determinadas fases, você pode escolher entre rotas alternativas, levando a fases diferentes. Porém, quando comparamos ao mesmo Out Run, temos muito menos opções - embora algumas rotas se dividam, elas invariavelmente se juntam mais pra frente e só permitem 2 fases finais diferentes (Out Run tinha 5).
E o tal do CLIMAX do título? É apenas uma barra especial que se enche com o tempo. Ao usar esse poder, o jogo entra em câmera lenta, seu radar aumenta e você consegue disparar infinitos mísseis nos inimigos.
Os gráficos são aceitáveis, mas longe de serem maravilhosos (embora fossem em 2006). Algumas texturas são bem fraquinhas, e embora algumas fases impressionem (principalmente com nuvens), os efeitos de montanha e água são bem artificiais.
As versões de console têm extras interessantes: conforme você vai jogando e preenchendo certos requisitos, alguns cheats e tweaks são liberados: mísseis infinitos, velocidade maior, mira automática, etc. Tira um pouco da graça, mas ajuda muito a conquistar os troféus - são 12 ao todo, um mais fácil do que o outro.
Se recomendo? Pra quem gastou muitas fichas no fliper jogando o crássico After Burner, SIM. Já se você procura jogos realistas de simulação (estou falando com você, jogador de Combat Flight Simulator), melhor procurar outra coisa.
![]() |
Pense num nome bom pra um jogo. E pra um protagonista.
Pense em um jogo que usa uma CUECA como logotipo (com direito a espada estampada).
Pense em Death Spank.
O próprio Ron Gilbert (de Monkey Island) define o game como uma mistura de Diablo com Monkey Island. E acreditem ou não, faz todo o sentido do mundo.
Death Spank (puta nome legal) é, a princípio, um RPG. Mate monstros, siga missões, acumule XP e ganhe grana pra comprar equipamentos. O divertido nisso tudo é que Death Spank é uma paródia. Uma paródia a si mesmo e aos RPGs em geral.
Você encarna um herói com o mesmo nome do título; um desses cavaleiros benfeitores cuja força é tão grande quanto própria ingenuidade. Como resultado disso, Death Spank vive se metendo em encrencas ao tentar ajudar as pessoas.
O jogo começa com Death Spank (porra, nome legal mesmo) procurando por um poderoso artefato, chamado... O Artefato. Só que sua natureza solícita não deixa passarem batidos os inúmeros pedidos de ajuda da população. E o ingênuo herói, em vez de buscar logo a porra dO Artefato, se enrola todo resolvendo pepinos da população preguiçosa e interesseira.
A mecânica do jogo é interessante: embora seja um RPG na sua essência, os combates lembram games como Brütal Legend - basicamente um beat'em up 3D. Os 4 face buttons servem pra dar porrada - ou seja, você pode equipar até 4 armas, e usar todas ao mesmo tempo na pancadaria.
Os gráficos são ótimos, coloridos, HD, com uma arte particular e única. E os diálogos são um caso à parte: funcionam no mesmo sistema dos adventures da Lucas Arts. Escolha uma entre diversas opções de frases e vá desenrolando a conversa, que quase sempre é nonsense e hilariante.
![]() |
| A Floresta Encantada. E unicórnios assassinos. |
Aliás, o humor é O ponto forte do jogo. Ron Gilbert sabe como ninguém explorar o recurso de diálogos Adventure, gerando inúmeras piadinhas e situações divertidas. Há uma cena, onde Death Spank resgata uma órfã mimada, que é simplesmente sensacional. Ri litros.
As vozes também são bem divertidas, embora o vozeirão canastrão de Death Spank canse com o tempo. As inúmeras (centenas) de missões paralelas (side quests) também são engraçadas, mas também cansam um pouco com o tempo. O game ainda permite combinar itens (como os adventures), mas o recurso é subaproveitado. E faltaram puzzles, na minha opinião - a imensa maioria das missões é resolvida na porrada mesmo.
É um ótimo jogo, mesmo assim. Se você gosta de Monkey Island, humor nonsense, Diablo e RPGs, não tem como não gostar de Death Spank.
US$ 14,99 na PSN - provavelmente o mesmo na Live.
http://www.deathspank.com/













