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Sabe aquela estereótipo da mulher linda, voluptuosa, mas que é chata pra caralho?
É Tron – O Legado.
Eu já comecei a assistir sabendo que ia ser chato. É da Disney e não é animação? CHATO, CHATO, CHATO.
Mas mesmo assim resolvi dar um voto de confiança.
A história é besta, por isso resumirei ao extremo: Pai (Kevin Flynn) abandona filho (Sam Flynn). Filho descobre a máquina/portal para ir ao mundo cibernético e encontra pai + uma gostosa. Ambos (e mais a gostosa) lutam contra o clone eletrônico do pai. Aí voltam pra casa. (quer dizer, mais ou menos – mas não vou spoilear o filme que já é ruim).
Essa história banal é intercalada por algumas poucas cenas de ação e outras dezenas de partes chatas, diálogos fracos e cenas previsíveis e desnecessárias. O enredo é bagunçado, as teorias são esdrúxulas, os personagens são estereotipados, a continuidade é bizarra. E as liçõezinhas de moral são mais piegas que final de novela da Glória Perez.
Visualmente falando o jogo filme é legal, sim. Esse negócio de fundo escuro com as luzes azuis (ou vermelhas) é uma estética interessante, mas deixa o filme parecendo aquelas festas de casamento, onde o pessoal usa as malditas pulseiras que brilham no escuro. Os ambientes e pessoas também parecem estéreis de tão limpos (ao contrário das festas de casamento). Os cenários digitais também são bem feitinhos. Mas mesmo com todo o capricho no aspecto visual, há falhas.
O rosto de Clu, por exemplo. Fica MUITO claro que é computação gráfica. É artificial demais, coisa que gamers estão CANSADOS de ver em trocentos joguinhos por aí. Arrisco dizer que não evoluiu quase nada desde Matrix (Animatrix) ou Final Fantasy: Spirits Within. E é no mínimo ridículo rodarem cenas onde Clu aparece de costas. Porra, ficaram com preguiça de animar o personagem?
E nem vou comentar muito sobre o 3D. Tem várias cenas do filme que são 2D. E mesmo nas 3D, o efeito é pífio, gratuito e desnecessário. É aquele famoso mal que tem imperado nos novos filmes em três dimensões: nego faz cena inútil só pra ficar bonito em 3D. Porra, Disney… Seu Walt deve estar se revirando na tumba.
Resumindo a ópera: nem perca seu tempo. O primeiro Tron também era meio besta, mas foi muito melhor que esse aí, feito só pra impressionar visualmente. E mesmo assim, falha miseravelmente – com exceção da Quorra (Olivia Wilde), que é de encher os olhos.
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| Quorra, Disney! |


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